28.9.09

At the day that I almost died*,

Tu estavas lá. Não foi a minha nova lareira, não. Foste tu. A pessoa com quem tenho a relação mais esquisita de sempre. A pessoa que me disse "às vezes acho que a nossa história ainda vai a meio." Gostando ou não, querendo ou não, acho que a tua presença não é controlada, por mim. Não sei se isso é bom ou mau, tenho essa dúvida bem presente. Mas estás aqui, porque sim.

We all want the same things don't we
To find the one who opens channels to our hearts
A path you never found upon your own.
Forever Can Be, Ashes Divide


*Chuva? Óleo na estrada? Acontece.

19.9.09

Look, it's the goodbye train.


- Vá... o comboio já vem aí.
O reencontro que durou tão pouco tempo. A distância não apagou nada, a verdade continua intacta. Os minutos de espera pelo comboio foram quase silenciosos. Não sei quando te volto a ver, mas sei que vais estar sempre aqui. Sei que quando passar sozinha pelos sítios por onde caminhámos vou ter um grande sorriso estampado na cara. Boas recordações.
- Adeus.

16.9.09

A casa.

Acendo o incenso, apago as luzes. O portátil já está em cima da cama. Afinal, era isto que sempre precisei para relaxar e deixar de pensar. Tento não me esquecer do que quero escrever, tenho ganhar coragem para o escrever. Acho que ainda não encontrei a minha casa, aqui. Lembro-me que uma vez lhe disse "a tua casa é onde estão as pessoas que fazem parte da tua vida."
Parte-me o coração saber que não estou contigo. Parte-me o coração ouvir-te dizer que passas pela minha antiga casa, desejosa de me encontrar lá. Custa-me saber que tenho uma vida completamente nova e não estás right here, with me. Vou perguntar-te se queres ser as paredes da minha casa. E acho que já encontrei uma lareira que parece não se apagar. Gosto dela.

- Se te desse um fósforo, acendias a chama?
- Acendia.
- E acendias-me?
- Achas que devia?
- Acender a minha chama? Depende do que entendes por ser o fogo dentro de alguém.
- Então eu sou o teu fogo.
- Se te der a mão somos "o" fogo.