19.6.10

Vou estragar tudo. Outra vez.

5.6.10

Por onde andas, Sofia?


Esgotei todos os sítios possíveis para esconder o meu pequeno coração e agora que o tenho nas mãos não sei o que fazer com ele. Ouvi-lo tornou-se o mesmo que falar com um desconhecido que me sussurra ao ouvido e me conta histórias absurdas com palavras que não conheço. Pensar no que o meu coração era antes é o mesmo que nada, sei que tive uma chama, uma lareira que se tornou puro gelo. Não perdi a minha essência, sempre foi algo que nunca esteve muito claro, que variava consoante a minha disposição, tal como todas as minhas verdades puramente contaminadas com a maneira como me sinto no momento. Se pensar dessa forma, rapidamente chego à conclusão que tudo o que digo é mentira... mas não. Acredito que é nos sonhos que a verdade aparece, sem interferência de um único pensamento, de uma ideia, pessoa ou acontecimento para interromper o decurso de algo que pode ser absurdo. Talvez sejam os sonhos que me dão a minha matéria prima, algo em que pensar, de entre muitos outros assuntos, algo onde possa pôr alguma emoção. Pensar sem rumo e sem destino faz-me caminhar até todas as perguntas que provavelmente vão continuar sempre sem resposta.