E que ano. Bati no fundo, acordei todos os dias a tentar convencer-me que era forte, que as escolhas que fiz eram as mais acertadas e, bem, se não foram aceitei-as e aprendi. Fiz quase tudo o que queria, vi as bandas que acompanho desde miúda, tive sete amigdalites e nenhuma gripe. O Eddie tornou-se parte da família, a casa ainda continua à venda, logo, ainda não me mudei definitivamente para Lisboa. Passei a todas as cadeiras com uma média razoável, consegui fazer todos os exames em primeira fase para ter mais tempo de férias, fartei-me de tudo e de todos e, mesmo assim, continuei a trabalhar este semestre, mesmo quando o que apetecia era ficar em casa. Tirei a carta de condução em dois meses sabe-se lá como e hoje sou a condutora mais distraída de sempre (quero acreditar que com a prática as pessoas deixam de ter medo de andar comigo no carro). Se em 2009 não percebia o que se passava comigo, em 2010 o problema não podia ser mais claro, admiti-o e procurei ajuda, pelo que em 2011 quero acreditar que vou ficar bem comigo própria. O estranho é que... faltam duas horas para 2011, e nessas duas horas recebi as melhores notícias de sempre... uma proposta de emprego e a bolsa de estudo. Isto aconteceu? Quer dizer, essas coisas acontecem, comigo? Parece que sim, parece que nem tudo é mau e se acordei a sentir-me uma merda por ter de passar o dia a estudar, agora estou quentinha quentinha. Estou curiosa em relação ao que aí vem, louca para acabar a fase de exames e enfiar-me em São Miguel para pôr a cabeça em ordem e saber o que vou fazer da vidinha daqui em diante. Posso ter escrito isto tudo, mas a ideia principal e a única coisa que me resta dizer é feliz ano novo, minha gente :)
31.12.10
30.12.10
16.12.10
Nothing seems to be right.
- Porque é que dizes isso?
- Não estou bem, outra vez. Só isso.
- Mas porquê?
- Pensei de mais.
- Não estou bem, outra vez. Só isso.
- Mas porquê?
- Pensei de mais.
11.12.10
O barquinho
4.12.10
Conversas ao acaso
- Tens a certeza que ele é o tal?
- Não sei. Mas estou a dar um passo no escuro, a saltar sem saber se vou, de certo, cair. O amor é isso não é? Sei que vou dar-lhe o meu coração, a minha atenção, aliás, vou dar-lhe tudo o que tenho sem saber se vou receber o mesmo em troca... Mas por ele sei que vou ao fim do mundo e não tenho medo de não voltar. Sei que por ele, vale a pena tentar.
Pensado pela
Fia.
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2.12.10
O melhor método de trabalho de todo o sempre
- Ih vá, toca a ligar o computador, vou ver os emails, ver as notícias no sapo. Já abri o caderno, epá que seca o que é que vou escrever sobre isto? Como é que vou começar o relatório, possas? Ai que giro só neve, só neve. A rapariga na mesa da frente já se calava mas pronto. Vou abrir o documento, a capa ficou bem fofa. Quebra de página, sim, vamos lá Sofia!
[5 minutos depois]
- Estou cansada bolas, mas acho que faz sentido. 4 linhas?! Só escrevi 4 linhas?! Vou ver vídeos no Youtube, para ver se arejo.
1.12.10
O que é que ela respondeu?
Entrei na casa de banho e tranquei a porta. Sabia que te ia acordar ao ouvires o som da água a cair em mim, sabia que ias tentar entrar para falar comigo. Preciso de relaxar, de saber que posso estar aqui e que não vais entrar, em mim. Porque é que haverias de ter feito aquilo? Peço-te um beijo e desvias a cara com um olhar de nojo como se nunca me tivesses visto, como se eu te fosse completamente estranha. O que é que te fiz afinal se estava tudo tão perfeito? Doeu, sei que doeu e não sei em que andar estamos agora. Agora? Agora estou a tomar um duche, sei que sim, e sei que quando desligar a água vou ouvir-te a bater à porta e que não posso ficar aqui fechada para sempre. Já estás a bater, o que é diferente.
- Sofia, abre a porta.
Vou ter de te ouvir... Porém, que verdade é que me podes oferecer que seja realmente a verdade? O que é que pode justificar tal comportamento? Nada, simplesmente nada. Acho que chegámos ao fim e não sei porquê.
Abri a porta e fiquei calada. Não tenho nada para dizer, o mínimo que posso fazer é ouvir e magoar-me mais, sentir o meu coração ficar cada vez mais pesado e frio.
Pôs as mãos na minha cara, senti-o quente, a ganhar coragem, e falou-me olhos nos olhos:
- Eu amo-te, sei que parece que é mentira, mas é verdade, sabes que é. Nunca senti tanto medo de perder alguém, sempre fui livre mas agora não o sou, sou teu, e tu és minha. Mas... e se um dia um de nós se for embora? E se um dia tiver de viver sem ti? Não consigo, pensei que talvez fosse melhor separar-me agora mas isso é simplesmente estúpido, se quero estar contigo, se sou feliz assim, é perto de ti que tenho de ficar. Fala, podes falar, estou aqui.
Abracei-o com toda a força que tinha. Espancá-lo, era o que devia fazer, mas este calor é nosso, sendo-me tóxico ou não.
- Eu...
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