21.12.11

Sobre a mania que as pessoas têm de pensar que compreendem o que vai na cabeça do outro, sem os ouvirem sequer

Muitas vezes devíamos pensar no que vai na nossa, e não na dos outros. Não damos oportunidade de os fazer ouvir, de dizerem o que têm porque o sabemos claramente, somos os detentores da verdade [falsa]. E ouvir a nossa mente dizer "estou triste/feliz" e perceber porquê, em vez de sofrer da típica "surdez interior"? Mas uma deficiência é certa, somos cegos. O que não nos interessa passa ao lado. "Ai estás triste? Mas eu agora estou feliz, desabafa com outro" ou "Ai estou tão mal. Também estás mal? Mas eu estou mais!". Não, isto não é nenhuma indirecta para alguém em específico que conheço, é para todos em geral. Já chega de sermos egocêntricos, sim, o eu está sempre em primeiro lugar, mas esse eu não vive sem os outros. Estas atitudes não nos tornam o coração quente, de todo. Isto bem que podia ser uma mensagem de Feliz Natal, mas a crise não o torna feliz não é? É melhor guardar a parte do discurso que o dinheiro não interessa para outro texto.

1.12.11

Descobertas pela manhã

Sei que não dou importância ao que os outros pensam quando vou para a rua de pijama, despenteada, à procura da caixa de multibanco mais próxima para carregar o telemóvel. Parece que sou viciada nesta coisa cheia de botões e só descobri agora. Hmm.