20.6.12

#15

Sinto que não tenho casa, nada é meu. Nem o meu corpo consigo habitar. Sei que quero sair, não sei é para onde ir.

4.6.12

#14


Eu hoje precisava de um abraço. De saber que estou a fazer tudo certo, de saber que existo. O mais interessante nessas constatações existenciais é que descobrimos que existimos para as pessoas mais inesperadas, que reparam que não estamos bem. Pessoas com quem não temos grande afinidade e cortam caminho só para saberem se precisamos de alguma coisa ou para nos darem uma energia positiva, sem palavras. E isto ao contrário daqueles a quem damos tudo, várias hipóteses porque hey, não existem pessoas assim tão narcísicas, todos temos algo de bom. Isso não sei sinceramente, mas sei o que não sei. Não sei como é possível ver alguém triste e não tentar dar-lhe um sorriso, não sei como é possível ver alguém de lágrimas nos olhos e não lhe dar a mão, não sei como é possível não ligar à tristeza dos outros porque a nossa felicidade é que é mais importante. Hoje vi todos os meus defeitos, medos e inseguranças virem ao de cima e, mesmo assim, continuo a acreditar que isto não é uma utopia. Querer ver os outros felizes não pode, nunca, ser uma utopia.

2.6.12

Falta-me um filtro,

Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.