10.9.12

Não me devias dizer coisas que não vais cumprir.

Não devias. É mau em vários sentidos, deixas-me feliz por o dizeres e feliz por o esperar. Mas sei que não tenho de esperar mais quando prometes outra coisa sem realizares a primeira. Talvez porque te fugiu do pensamento. Talvez porque não tiveste tempo. Ou talvez porque o disseste da boca para fora. Se assim o foi, não prometas mais. Não é preciso. Nem digas que sim quando é não. Que queres quando não queres. [É que isso contamina, sabes? Isto de dizer que as coisas são simples e depois complicá-las, cansa-me. Dou por mim a acreditar quando não acredito. A não querer quando quero. Por isso sim, não é preciso, de todo, que o faças. Afinal as coisas são simples. Certo?].

6.9.12

O problema não é teu, mas meu.

A partir do momento em que expus o coração, nada pode ficar igual. Fiquei sem dúvidas e sozinha com uma certeza que não me levou a lado nenhum. Quer dizer. Tenho a certeza que não te posso dar tudo o que tenho. E talvez agora não te consiga dar nem um bocadinho de mim. Um "mim" que não percebo ainda o que te provoca, o que é que te faz sentir. Tenho a certeza que tudo tem de ficar cá dentro, e isso é um problema meu, e não teu.