A dar constantemente forças que não tenho e que surgem sabe-se lá de onde. A dar tempo que devia ser para mim aos outros, que o exigem sem dar nada em troca. Sem demonstrar preocupação e a viver numa constante falta de tempo. É impossível fazer tudo certo sem deixar nada para trás. Eu deixei a Sofia e o corpo dela reclamou descanso. Doía-lhe tudo sem saber porquê. O corpo só parava de reclamar quando estava deitado. E foi isso que ela fez. Deixou de tentar e parou para pensar. Ser a super mulher não é para qualquer uma. Mas meter-se em mil e uma coisas também não, e eu quero fazê-las a todas, mesmo questionando se devo ou não. Quero porque sim, quero porque penso que posso a não ser que o meu corpo me peça para parar e a mente para descansar. Caso contrário, sim, eu quero porque sim.