Não quero ser uma daquelas mulheres amarguradas, que vive sempre com o coração partido. Porque quando o começo a juntar e a fazer planos, quando começo a andar sem ajuda e a acreditar que sou capaz, que consigo e que de burra não tenho nada, ele parte-se. Porque não percebo o que é que falta no meu Eu para que quem eu quero repare em mim. Ou quem eu antes quis, ou quem eu quererei. Acredito que falta qualquer coisa, tem de faltar, e se for esse o caso acho que me vou matar à procura do ingrediente que me torne perfeita, pelo menos aos meus olhos, tenho de ser perfeita. Quero ser perfeita. Quando o conseguir, talvez consiga aceitar melhor todos estes buracos. Quando chegar à perfeição, conseguirei viver sozinha, comigo.
24.3.12
25.2.12
"Long Time No See"
Este blogue é um amigo de longa data, sim. Mas daqueles que só me ouve e está focado em mim. Talvez seja eu própria, uma Sofia que se ouve e observa, mas não só a si, como aos outros. Reflexões e conclusões são os recheios dos meus dias, e nada disso mudou. Reparei que não tenho escrito, mas as coisas saem, sem ser por palavras. O que não sai são as preocupações, os problemas e acontecimentos que estão em linha de espera para serem... digeridos. Estão em linha de espera para serem concluídos e por fim, levantarem voo, deixando-me com mais espaço. Deixando-me, mais leve. Mas fico em terra, tenho de arranjar tempo. Tenho de reflectir sobre os trabalhos que me são impostos para depois me focar em mim. O voo continua atrasado.
21.12.11
Sobre a mania que as pessoas têm de pensar que compreendem o que vai na cabeça do outro, sem os ouvirem sequer
Muitas vezes devíamos pensar no que vai na nossa, e não na dos outros. Não damos oportunidade de os fazer ouvir, de dizerem o que têm porque o sabemos claramente, somos os detentores da verdade [falsa]. E ouvir a nossa mente dizer "estou triste/feliz" e perceber porquê, em vez de sofrer da típica "surdez interior"? Mas uma deficiência é certa, somos cegos. O que não nos interessa passa ao lado. "Ai estás triste? Mas eu agora estou feliz, desabafa com outro" ou "Ai estou tão mal. Também estás mal? Mas eu estou mais!". Não, isto não é nenhuma indirecta para alguém em específico que conheço, é para todos em geral. Já chega de sermos egocêntricos, sim, o eu está sempre em primeiro lugar, mas esse eu não vive sem os outros. Estas atitudes não nos tornam o coração quente, de todo. Isto bem que podia ser uma mensagem de Feliz Natal, mas a crise não o torna feliz não é? É melhor guardar a parte do discurso que o dinheiro não interessa para outro texto.
1.12.11
Descobertas pela manhã
Sei que não dou importância ao que os outros pensam quando vou para a rua de pijama, despenteada, à procura da caixa de multibanco mais próxima para carregar o telemóvel. Parece que sou viciada nesta coisa cheia de botões e só descobri agora. Hmm.
30.11.11
Just sayin'
- Quando estás demasiado perto da peça que falta não vês o puzzle todo...
- Eu cá acho que o meu puzzle tá todo fodido.
24.11.11
19.11.11
9.11.11
Ser a Sofia é...
1. Andar com a cabeça no ar constantemente
2. Ter de pensar muito para saber em que dia nasceu e não saber os aniversários de ninguém (para isso é que existe Facebook, certo?)
3. Ter de verificar a hora do despertador pelo menos quatro vezes antes de se ir deitar
4. Andar sempre com uma agenda (isso se não a perder entretanto)
5. Comprar outra agenda porque se esqueceu que comprou a primeira
6. Esquecer-se do pin do telemóvel e dizer "tenho que escrever os pins num papel"
7. Perder o papel que tem os pins
8. Preocupar-se de mais com tudo e entrar em modo drama num segundo
9. Ter um limiar de paciência muito, mas muito baixo
10. Cansativo.
e a lista continua, e continua...
5.11.11
O que é que o meu Eu anda a fazer, afinal?
A estudar. Ah, e a adiantar trabalhos e perguntas para avaliação e a fazer apontamentos para os exames e a tentar ter tempo para ler aqueles livros ali que estão literalmente a apanhar pó. Mas não é só o meu Eu como também o de todos os que me estão próximos. Isso é bom sim, é algo que gosto, que me dá prazer e ainda bem, já que me ocupa a vida. Que vida? Boa pergunta, mas nem tento entrar nesse caminho, é um tema que me cansa, talvez venha para outro post. Estou desde as 11 da manhã sentada nesta cadeira desconfortável a olhar para o ecrã do computador. Passam duas horas e só tenho três linhas escritas, cinco horas e finalmente tenho um parágrafo. Por esta altura já me dói o pescoço, as costas nem vale a pena comentar. É quase meia noite e nem tenho uma página completa, a frustração já é habitual, trato-a por tu. Porque é que desperdicei um dia assim, contrariada? Tenho a perfeita noção de que enquanto escrevia estava a pensar no porquê de estar a escrever, no porquê de estar a ser tão má e não me permitir fechar os olhos para pensar noutras coisas que precisam de ser resolvidas. Ah, pois, o trabalho vem primeiro. E quando o trabalho acabar, ainda terei aquelas imagens lindas que devia ter explorado na minha mente? Ainda terei tempo para tentar encontrar a lua no meio destes prédios todos? Não, quando acabar já estarei cansada e as melodias que tenho em mim provavelmente irei esquecê-las e nunca serão transformadas em sons, essas coisas terão de ficar para o amanhã. Ou para o depois de amanhã, e por assim adiante. O meu Eu anda à espera de tempo para se sentir quente outra vez, basicamente. E só me resta esperar.
Subscrever:
Mensagens (Atom)