Encontrei um ipod. Chama-se Silvana e é uma espécie de mp3 modelo humano.
31.8.08
28.8.08
O livro
Ontem enquanto conversava, penso que com a Silvana, apercebi-me de uma coisa que nunca me tinha passado pela cabeça.
Às vezes sinto-me tão perdida num dia, numa nova página que se abre, que não sei a que livro pertenço. E não sou só eu que me sinto assim.
Parece que tenho medo de escrever uma página, que, quer queira quer não, é sempre escrita. E se a folha é escrita com coisas que não quero? As acções de hoje podem parecer certas e amanhã podem ser a maior burrice que alguma vez fiz.
Rasgar as folhas do livro não me parece ser a solução. Se calhar aceitá-las?
23.8.08
Questão.
A minha vida sem mp3 é um tédio. Tenho de me habituar a ouvir os meus pensamentos nos momentos em que não os quero ouvir. Não posso voar quando quero, não posso desligar-me da realidade quando quero. A verdade é que ele não morreu de uma queda ou de um murro. Morreu enquanto dormia.
O melhor da história? Está na garantia e dentro de dias volta para mim.
Porque é que com as pessoas não pode ser assim?
22.8.08
19.8.08
Ando a perder tempo.
Pergunto-me se preciso de aturar e carregar, nos meus ombros, todos os problemas. Quem sou e para me impor? É o tal "entra por um ouvido e sai pelo outro". É o "vou ajudar-te porque hoje dá-me jeito", ou então o "deixa-me chorar todas as lágrimas de crocodilo".
É tudo tão normal nos olhos de alguns e ao mesmo tempo tudo tão estranho. São atitudes que não se percebem e não trazem manual de instruções.
Não quero que venham ter comigo ou falem comigo porque lhes convém. Não sou cega. Sou humana e tenho olhinhos e cabeça, sim?
É tudo tão normal nos olhos de alguns e ao mesmo tempo tudo tão estranho. São atitudes que não se percebem e não trazem manual de instruções.
Não quero que venham ter comigo ou falem comigo porque lhes convém. Não sou cega. Sou humana e tenho olhinhos e cabeça, sim?
9.8.08
Descobertas
As desilusões são como as ondas do mar: vão e vêm. Umas maiores, outras mais pequenas... não passam de simples desilusões que podem ser evitadas. Como? Basta pensar antes de agir, pensar nos outros e no que realmente importa.
Outra coisa que descobri é que as palavras podem ter a força de um furacão e nós somos uma simples flor que pode ser arrasada, uma flor que, se não for regada, não cresce, morre.
Essa flor é o nosso espírito, a nossa mente.
31.7.08
Entre dois mundos
- Alô?
- Sim?
- Sofia? Estás viva!? Porque não atendias o telefone?
- Não sabia onde o tinha deixado.
- Fiquei preocupada. Pensava que te tinha ensinado a nunca o largares, tal como o teu coração.
- Mas sabes que podes sempre falar com o meu coração. Está sempre aberto para ti.
- Eu sei.
- Basta olhares para o céu todas as noites e sentires o vento.
- Regaste a minha rosa?
- Acalma-te.
- Regaste?
- Sim. Fiz tudo o que me pediste e apenas tentei fechar a rotina. Tentei fazer algo por mim.
- Conseguiste?
- Consegui. Comecei a pensar por mim novamente, a chegar a novas conclusões.
- Onde chegaste?
- Ao princípio de tudo, ao princípio do meu mundo.
- Sim?
- Sofia? Estás viva!? Porque não atendias o telefone?
- Não sabia onde o tinha deixado.
- Fiquei preocupada. Pensava que te tinha ensinado a nunca o largares, tal como o teu coração.
- Mas sabes que podes sempre falar com o meu coração. Está sempre aberto para ti.
- Eu sei.
- Basta olhares para o céu todas as noites e sentires o vento.
- Regaste a minha rosa?
- Acalma-te.
- Regaste?
- Sim. Fiz tudo o que me pediste e apenas tentei fechar a rotina. Tentei fazer algo por mim.
- Conseguiste?
- Consegui. Comecei a pensar por mim novamente, a chegar a novas conclusões.
- Onde chegaste?
- Ao princípio de tudo, ao princípio do meu mundo.
24.7.08
Descobri o segredo
Viajei sozinha. Posso nunca mais conseguir voltar a fazê-lo, esta pode ser a última vez, mas consegui navegar directamente para dentro do meu coração, iluminando lugares onde nunca estive antes. Bastou-me ter vontade de sentir, e descobri que o meu coração é diferente. É meu.
22.7.08
Aprendi.
Tudo o que escrevo é tão vago, tão simples mas ao mesmo tempo tão completo. Sempre pensei que nunca conseguia escrever tudo o que sentia. Agora sei que não consigo mesmo.
Parece que obrigo os pensamentos a organizarem-se e saírem-me pelas mãos em forma de palavras. Já não consigo olhar para dentro de mim, quanto mais entrar no meu coração. Pensar passou a ser algo confuso sem saída, sem um caminho certo que eu possa tomar e orgulhar-me de o ter feito.
Mas quem é que consegue parar de pensar? Quem é que não pensa? Há pessoas que pensam de mais. Eu sou uma dessas pessoas. Mas porquê?
Se calhar é por causa da minha infância. Desde cedo me habituei a estar sozinha, a brincar sozinha, a ser só a Sofia. Lembro-me que me fechava no quarto horas a fio, lembro-me que passava os dias a ler porque estava sozinha. Tinha de me ocupar com alguma coisa. Se calhar foi por estar sozinha que nunca fui muito sociável. Era eu. Mas sou eu? Não. Apesar da minha infância me ter influenciado, aprendi a ser diferente. O meio onde estou inserida modificou-me. Eu estou em constante mudança.
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