Acordei vazia, sem todas as preocupações, sem medos e inseguranças.
Só tinha uma sensação de paz no peito.
Sabia que estavas comigo,
Apenas por um único sonho.
Lá no fundo sabia que era errado,
Mas estar em paz é errado?
Trouxeste-me o silêncio que precisava,
Foste embora e deixaste comigo a canção,
A melodia que me perseguiu por meros segundos.
Encontrei-a hoje,
Consegui salvá-la do meu inconsciente.
O silêncio nunca dura,
E não, não sou só feita de pensamentos negativos.
Consigo sonhar enquanto o meu coração diz que é impossível,
Consigo ver a beleza por detrás de um sonho cinzento.
27.9.08
Conta-me uma história de embalar
Daquelas que pintam a vida com lençóis brancos.
Conta-me a verdade e explica-me o porquê das coisas.
Hoje faz frio. Tenho pensado em ti.
Porque é que cresceste tão depressa?
Porque é que usas palavras que me magoam como pedras?
Porquê?
O som da minha mente não tem sido tão bonito
Como era antes.
Sinto-me burra e inferior sempre que te aproximas,
Mas ensinaste-me que todos somos grandes dentro do nosso mundo.
Estou a ver-te crescer com o coração frio,
Fechaste-o e eu não quis fechar o meu,
pelo menos para ti.
Será que é assim que lá chegamos?
Mas chegar aonde? Para onde vamos?
Conta-me o final da história,
Explica-me o presente,
Abre a tua mente e
Descreve-me o teu coração.
Conta-me a verdade e explica-me o porquê das coisas.
Hoje faz frio. Tenho pensado em ti.
Porque é que cresceste tão depressa?
Porque é que usas palavras que me magoam como pedras?
Porquê?
O som da minha mente não tem sido tão bonito
Como era antes.
Sinto-me burra e inferior sempre que te aproximas,
Mas ensinaste-me que todos somos grandes dentro do nosso mundo.
Estou a ver-te crescer com o coração frio,
Fechaste-o e eu não quis fechar o meu,
pelo menos para ti.
Será que é assim que lá chegamos?
Mas chegar aonde? Para onde vamos?
Conta-me o final da história,
Explica-me o presente,
Abre a tua mente e
Descreve-me o teu coração.
20.9.08
Feliz?
Finalmente a paz chegou à minha mente. Esperei por melhores dias e a verdade é que eles vieram. Não precisei de recorrer ao chamado desespero ou desejo que o tempo passasse. Apenas encontrei o silêncio cá dentro e consegui. Sabe bem respirar e saber que tenho tudo o que sempre quis. Encontrei o meu medicamento humano.
18.9.08
Privado
Irrita-me profundamente que alguém me peça para desabafar. Irrita-me.
A iniciativa não deve partir só dos outros, até porque sentiria que me estavam a arrancar os sentimentos. Mas há coisas que nunca se deve dizer. Sempre houve. Há coisas que são só nossas e que as outras pessoas não têm o direito de saber. Para quê? Será que me iria sentir mais leve? Pelo contrário. Tornar algo público que é privado chega a ser uma falta de respeito para com nós mesmos.
Sinto-me mal por guardar tudo, mas quando não se confia a cem por cento em alguém, que se pode fazer? Posso contar a uma pessoa mas essa pessoa conta a outra e assim sucessivamente. O que era privado perde agora o seu valor e todas as pessoas nos conhecem, o interesse perde a cor.
É tão fácil culparmos os outros por estarmos em baixo, quando a culpa também é nossa. Estamos assim porque queremos. Nestas alturas nada é mais difícil que tentar ser feliz a dois. O meu único desejo é que a minha vida seja um globo de neve: eu e ele fechados lá dentro. Cá fora fica tudo o resto, quem não interessa e que não pode entrar.
Sinto falta dela. Agora sim percebo tudo o que fez e sinceramente acho que fazia o mesmo sem pensar duas vezes. Arrependo-me dos dias em que dizia que não a percebia, e é pena os seus chamados amigos não a entenderem. Apenas uma... aquela de quem nunca esperei ouvir "quem somos nós para a julgar?".
Depois de tanto tempo a escrever este post acalmei-me. Muita coisa vai mudar... a partir de agora.
She changes every time you look. By summer it was all gone - now she's moved on. She called you every other day so savour it, it's all gone - now she's moved on.
Porcupine Tree, She's Moved On
17.9.08
Segredo
Sabem aqueles segredos bem escondidos que voam à nossa volta e, do nada, começam a surgir quando crescemos? Metem medo. Podem mudar a minha opinião sobre as pessoas que mais gosto. Podem mudar a minha visão sobre o mundo. Por mais vergonhosos que sejam, pergunto-me porque os enterram e constroem um mundo novo, de fadas, à volta deles. Mas esses segredos fazem parte de mim, porque me haveriam de os esconder? Só espero que a curiosidade não mate.
13.9.08
7.9.08
Se eu fosse assim
Não percebo qual é a necessidade que o ser humano tem em mostrar que é diferente do que o rodeia todos os dias. Acho que todos nós procuramos a nossa identidade porque crescemos de dia para dia. O que é hoje amanhã pode não ser, mas se nos agarrarmos a isso com que ficamos? É como a terra a cair por entre os meus dedos. Com que fico no fim?
31.8.08
28.8.08
O livro
Ontem enquanto conversava, penso que com a Silvana, apercebi-me de uma coisa que nunca me tinha passado pela cabeça.
Às vezes sinto-me tão perdida num dia, numa nova página que se abre, que não sei a que livro pertenço. E não sou só eu que me sinto assim.
Parece que tenho medo de escrever uma página, que, quer queira quer não, é sempre escrita. E se a folha é escrita com coisas que não quero? As acções de hoje podem parecer certas e amanhã podem ser a maior burrice que alguma vez fiz.
Rasgar as folhas do livro não me parece ser a solução. Se calhar aceitá-las?
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