Apercebi-me da sorte que tenho, hoje. As típicas tardes passadas numa esplanada, com as pessoas do círculo, trazem ao de cima tudo aquilo que, no fundo, sabemos mas tentamos esconder:
- Olha para as pessoas à tua volta. São as mesmas, todos os dias, todos os meses, todos os anos. Vivem das aparências, do querer mostrar, vivem sem respeito ou um pingo de honestidade. E o que fazem? Falam, falam, falam ou antes, fingem, fingem, fingem.
A Carolina voltou. Com ela perto de nós sinto que tudo está como devia ser ou estar. O tempo também ajudou, muita reflexão, muitas coisas entaladas na garganta que tive que aprender a engolir. Reconstruí as bases, plantei de novo a chama. Hoje senti-me completa. A casa da Silvana, o refúgio perfeito das três, tão apaixonadas pelo "pouco" que têm e sem vergonha de expor os tão diferentes pensamentos.
Vou vivendo aos bocadinhos, dia após dia, sem criar grandes expectativas. Para quê? E não, não sou assim tão negativa, não estou sempre deprimida, eu não o sou. Vejo apenas o lado negativo, consigo exprimi-lo e deitá-lo fora por uns segundos enquanto escrevo. Este mundo é outra vida que crio, uma vida que vou tentar viver, de novo. O engraçado? Acabei de o anunciar no dia das mentiras.
Vamos ver no que dá.