18.5.11

#3

Como se ressuscitam as horas mortas?

13.5.11

Pensar sem pensar

Há dias em que olho para a minha guitarra e apetece-me tocar as melodias que me vêm à cabeça. Apetece, mas nunca a agarro, deixo-a encostada à parede. Mas raramente me lembro dela. O mesmo acontece com o meu bloquinho, não me apetece escrever nem deitar nada cá para fora, ponto. "Devia ter escrito aquilo, devia, mas não escrevi". Se não faço as coisas no momento, se as coisas são feitas no amanhã, o sentimento não é o mesmo. Ultimamente tudo se tem resumido a isso: quero mas não me apetece. Prefiro sair e arejar a cabeça. Prefiro ficar a tarde toda a dormir no sofá ou deitada no tapete a deambular na minha mente. Tudo passa mais rápido quando passo o dia a pensar sem pensar.

#2

Só sei andar para trás.

19.4.11

#1

Se soubesses alguma coisa sobre mim, o que é que sabias?

18.4.11

Ao homem da minha vida,

Como é que vou deixar de te incomodar? Como é que vou deixar de te assombrar? Como é que te tiro dos sonhos? E dos pensamentos? E, já agora, do coração? Quando é que vou fazer o que digo? Quando é que escrevo o fim? Quando é que não vou estar sempre aqui, para ti? Quando é que ganho amor próprio? E razão? E, já agora, força? Porque é que és o meu maior vício? Porque é que não estás aqui? Porque é que não te percebo? Porque é que não matas a minha curiosidade? Pode ser que, assim, consiga mudar de página, quase um ano depois.

12.4.11

O coração quase que salta do peito com isto

Imagens destas fazem o meu coração bater a mil à hora. Parece um mundo novo, pronto a ser descoberto, cheio de histórias que merecem ser lidas até que as folhas fiquem gastas, cheio de personagens cujas caras não me canso de imaginar, e o cheiro, oh o cheiro de cada um deles é diferente. Conseguem imaginar os meus olhos a brilhar? Não percebo porque é que me arrastam à força de bancas destas na Feira do Relógio ou na Feira da Ladra. Não percebo.

8.4.11

Os olhos que não vêem nada

"Ai que olhos de lindos! Parecem água! Ui, deve ter tantos namorados que eu bem sei como isso é. Usa lentes ou esses olhos são mesmo seus? Tem a certeza que quer levar este eyeliner? Com esses olhos não precisa de nada disso. É polaca?"

Não estou a refilar por fazerem elogios aos meus olhos, aliás, não estou nem vou refilar de todo. O que eu quero dizer é que não gosto assim tanto deles. "Ai, olha-me esta, se tivesse olhos castanhos queria ter azuis, tem azuis e quer ter castanhos". Não se trata disso, gosto do meu azul, dos meus olhos quase sem pigmentação nenhuma, porém... são transparentes de mais. Toda a gente tem uma bolha onde tenta esconder as emoções, os pensamentos, o que seja. Os meus olhos furam essa bolha, mostram tudo o que está aqui dentro e que não quero mostrar, tornam-me expressiva de mais. Sim, talvez isso não seja mau de todo. Mas ver mal, é mau. Sem óculos ou lentes não vejo nada à frente, e isso assusta-me. Como é que, sem a minha visão, vou ter o prazer de passar uma tarde sozinha numa esplanada a observar os comportamentos de quem me rodeia? Como é que, sem ela, consigo olhar nos teus olhos e perceber tudo o que me queres esconder? Como é que vou conseguir ver a verdade que não existe nas palavras? Sim, estou a dramatizar, a preocupar-me sem necessidade porque, afinal, sempre tenho as minhas lentes comigo. Mas... e se?

18.3.11

No fim-de-semana passado,

"Fugi" para Penafirme da Mata, a Aldeia da Marisa e... soube-me tão bem. Acordar com os passarinhos, os galos logo pela manhã, ir à janela e ver os montes com aquele verde que me faz lembrar a ilha e que me satisfez, por um bocado, as saudades de casa. Voltar a Lisboa é... o oposto, algo que ainda não me habituei. Sair de Lisboa é, literalmente, fugir. Sim, gosto muito de ir ali até à Baixa, ao Bairro Alto woohoo, ver concertos a dar c'um pau, ir aos centros comerciais que são todos iguais, conhecer gente nova todos os dias e rodopiar no meio da confusão... mas Lisboa não é só isso. Aliás, nem tenho tempo para fazer o que gosto, ver o que e quem eu gosto. Por isso, fugir de vez em quando lembra-me que não me posso esquecer de sentir as coisas, algo que antes fazia tão bem.

She knows it all.

- Quando sei que não tenho nada para fazer entro em paranóia, mãe.
- Mas em casa há sempre qualquer coisa para fazer. Pôr a máquina a lavar, fazer o almoço...
- E se não me apetecer levantar da cama sequer?
- Levantaste, simplesmente.