10.9.12

Não me devias dizer coisas que não vais cumprir.

Não devias. É mau em vários sentidos, deixas-me feliz por o dizeres e feliz por o esperar. Mas sei que não tenho de esperar mais quando prometes outra coisa sem realizares a primeira. Talvez porque te fugiu do pensamento. Talvez porque não tiveste tempo. Ou talvez porque o disseste da boca para fora. Se assim o foi, não prometas mais. Não é preciso. Nem digas que sim quando é não. Que queres quando não queres. [É que isso contamina, sabes? Isto de dizer que as coisas são simples e depois complicá-las, cansa-me. Dou por mim a acreditar quando não acredito. A não querer quando quero. Por isso sim, não é preciso, de todo, que o faças. Afinal as coisas são simples. Certo?].

6.9.12

O problema não é teu, mas meu.

A partir do momento em que expus o coração, nada pode ficar igual. Fiquei sem dúvidas e sozinha com uma certeza que não me levou a lado nenhum. Quer dizer. Tenho a certeza que não te posso dar tudo o que tenho. E talvez agora não te consiga dar nem um bocadinho de mim. Um "mim" que não percebo ainda o que te provoca, o que é que te faz sentir. Tenho a certeza que tudo tem de ficar cá dentro, e isso é um problema meu, e não teu.

9.8.12

Estes dias

Parecem todos iguais, são uma repetição contínua de todas as emoções, boas e más, frustrações e sorrisos, pela mesma ordem. Acordo a pensar que se algo não acontece como planeado, fica tudo fodido. E não pode. Não posso ficar sem vida por não sentir o coração a bater mais rápido quando estás. Tenho de o manter a trabalhar e fingir que sou eu que o controlo.

6.8.12

#16

As coisas mesmo más acontecem todas ao mesmo tempo, sem dó nem piedade, sem que as possamos controlar ou resolver. Acontecem porque, simplesmente, sim. E isso chateia. Só porque sim.

21.7.12

O meu mundo

Anda perdido. Não é bem perdido, mas anda por aí, a fazer o nada. Anda a existir sem pensar, a agir por impulso e a aproveitar as percepções que normalmente passam despercebidas, sabe-se lá bem porquê.  Existem férias para a mente? Não, mas quero pensar que sim.

20.6.12

#15

Sinto que não tenho casa, nada é meu. Nem o meu corpo consigo habitar. Sei que quero sair, não sei é para onde ir.

4.6.12

#14


Eu hoje precisava de um abraço. De saber que estou a fazer tudo certo, de saber que existo. O mais interessante nessas constatações existenciais é que descobrimos que existimos para as pessoas mais inesperadas, que reparam que não estamos bem. Pessoas com quem não temos grande afinidade e cortam caminho só para saberem se precisamos de alguma coisa ou para nos darem uma energia positiva, sem palavras. E isto ao contrário daqueles a quem damos tudo, várias hipóteses porque hey, não existem pessoas assim tão narcísicas, todos temos algo de bom. Isso não sei sinceramente, mas sei o que não sei. Não sei como é possível ver alguém triste e não tentar dar-lhe um sorriso, não sei como é possível ver alguém de lágrimas nos olhos e não lhe dar a mão, não sei como é possível não ligar à tristeza dos outros porque a nossa felicidade é que é mais importante. Hoje vi todos os meus defeitos, medos e inseguranças virem ao de cima e, mesmo assim, continuo a acreditar que isto não é uma utopia. Querer ver os outros felizes não pode, nunca, ser uma utopia.

2.6.12

Falta-me um filtro,

Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.

20.5.12

#13

Quando dizemos que as coisas vão ficar bem, que tudo vai ficar bem, nós sabemos o que é preciso para que fiquem bem? Sabemos o que é ficar bem? E se descobrirmos todos os ingredientes e, mesmo assim, nada estiver bem, dentro de nós? O que é isso?