Não devias. É mau em vários sentidos, deixas-me feliz por o dizeres e feliz por o esperar. Mas sei que não tenho de esperar mais quando prometes outra coisa sem realizares a primeira. Talvez porque te fugiu do pensamento. Talvez porque não tiveste tempo. Ou talvez porque o disseste da boca para fora. Se assim o foi, não prometas mais. Não é preciso. Nem digas que sim quando é não. Que queres quando não queres. [É que isso contamina, sabes? Isto de dizer que as coisas são simples e depois complicá-las, cansa-me. Dou por mim a acreditar quando não acredito. A não querer quando quero. Por isso sim, não é preciso, de todo, que o faças. Afinal as coisas são simples. Certo?].
6.9.12
O problema não é teu, mas meu.
A partir do momento em que expus o coração, nada pode ficar igual. Fiquei sem dúvidas e sozinha com uma certeza que não me levou a lado nenhum. Quer dizer. Tenho a certeza que não te posso dar tudo o que tenho. E talvez agora não te consiga dar nem um bocadinho de mim. Um "mim" que não percebo ainda o que te provoca, o que é que te faz sentir. Tenho a certeza que tudo tem de ficar cá dentro, e isso é um problema meu, e não teu.
9.8.12
Estes dias
Parecem todos iguais, são uma repetição contínua de todas as emoções, boas e más, frustrações e sorrisos, pela mesma ordem. Acordo a pensar que se algo não acontece como planeado, fica tudo fodido. E não pode. Não posso ficar sem vida por não sentir o coração a bater mais rápido quando estás. Tenho de o manter a trabalhar e fingir que sou eu que o controlo.
6.8.12
#16
As coisas mesmo más acontecem todas ao mesmo tempo, sem dó nem piedade, sem que as possamos controlar ou resolver. Acontecem porque, simplesmente, sim. E isso chateia. Só porque sim.
21.7.12
O meu mundo
Anda perdido. Não é bem perdido, mas anda por aí, a fazer o nada. Anda a existir sem pensar, a agir por impulso e a aproveitar as percepções que normalmente passam despercebidas, sabe-se lá bem porquê. Existem férias para a mente? Não, mas quero pensar que sim.
20.6.12
#15
Sinto que não tenho casa, nada é meu. Nem o meu corpo consigo habitar. Sei que quero sair, não sei é para onde ir.
4.6.12
#14
2.6.12
Falta-me um filtro,
Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.
20.5.12
#13
Quando dizemos que as coisas vão ficar bem, que tudo vai ficar bem, nós sabemos o que é preciso para que fiquem bem? Sabemos o que é ficar bem? E se descobrirmos todos os ingredientes e, mesmo assim, nada estiver bem, dentro de nós? O que é isso?
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