Estou sem paciência para nada, até a ideia de pensar que não tenho paciência dói. Os dias passam a correr e eu não os aproveito, nem os quero aproveitar. Para quê? Pelo menos tenho tido dias bons que me fizeram rir e distrair-me do vazio que sinto na garganta.
Limito-me a olhar para as atitudes dos outros e, ao fazer isso, conheço muito melhor uma pessoa e sinto-me bem, porque pode parecer estranho, mas as palavras são difíceis de usar em certas ocasiões. Aprendi a não dar importância a tudo o que me irrita e a retribuir com um sorriso nada falso. Aprendi que gosto mais de certas pessoas do que alguma vez imaginei e que até as pessoas menos esperadas se tornam monstros.
Aprendi que, para mim, rir é a solução.
A rotina é tão óbvia que já me chateia e é fácil adivinhar o que vem a seguir: quando passar esta fase mudo alguma coisa em mim ou limito-me a gastar todo o meu dinheiro para mais tarde me arrepender. Melhor estilo de vida é impossível.
São tantas as coisas que passam por esta pequena cabeça que é difícil concentrar-me.