26.6.08

Buraco

Estes dias têm sido tão difíceis para mim. Nunca pensei voltar a ter problemas de saúde como tive o ano passado, sempre pensei que tinha aprendido a minha lição. Pelos vistos não.

Estou farta de ouvir "isso são nervos Sofia", "vai comer Sofia!", "já comeste hoje? O que comeste? Quando comeste?". Não é a comida que me vai pôr um sorriso na cara. Pensar que estou assim só por causa da escola não é suficiente. Os exames deixaram-me fisicamente esgotada, enquanto que a ida dele e muitas outras coisas me deixaram abalada do ponto de vista emocional. Devo andar tão mal que o meu pai até me tentou animar com uma ida a Lisboa durante uma semana. Não animou.

Foi preciso a "Sil" tirar-me de casa ontem para me poder rir a vontade e não me sentir miserável, pelo menos por uma noite.


Só quero ter a realidade colada nas minhas costas, e não ter medo de me sentir desiludida ao esperar muito por parte dos outros, que, inconscientes, conseguem quebrar os meus frágeis sonhos com uma simples palavra. A culpa não é minha.

A minha vida neste momento é tão silenciosa, mas eu gosto dela assim. A negatividade voou pela janela e fiquei com um buraco cá dentro que só ele pode preencher.