21.2.11

Segunda-feira para pensar

Hoje na aula de Psicologia Positiva, uma convidada, a Jornalista Fernanda Freitas disse-nos qualquer coisa deste género, "Se querem mudar o rumo ou a maneira de verem a vossa vida, comecem a ler o jornal do fim para o princípio". E isto fez tanto sentido.

20.2.11

Apenas é.

Hoje entalei um dedo ao abrir a janela. Está inchado e vermelho. Dói. Há uns tempos entalei-o enquanto fechava uma gaveta. Sabe-se lá porquê não me lembrei de tirar a mão enquanto a fechava. Nunca fui boa a medir as distâncias. Isso fez com que uma vez partisse uns óculos acabadinhos de comprar porque me virei demasiado cedo na esquina do corredor. Fiquei com a testa dorida. Ter nódoas negras nos joelhos é normal. Tropeçar nas escadas também. Torcer os pés é um ritual. Quando saio sozinha tenho de estar mais atenta que o habitual. No fundo tento mas não consigo. Se sei que quero apanhar o metro no sentido de Santa Apolónia dou por mim e estou a ir em direcção a Amadora Este. No início achava engraçado mas perder tempo a trocar de sentido ou de linha porque não estava com atenção já não tem piada nenhuma. Antes de sair de casa verifico várias vezes se tenho tudo o que preciso. Esqueço-me sempre de alguma coisa. Confiro pelo menos três vezes se coloquei o despertador na hora certa. Tomar medicamentos a horas é um sonho. Mas acho que é isso que faz de mim a Sofia, esquecida, aérea. Perdida algures. Há uns dias disseram-me que estava menos surda. Sei que não é uma questão de estar a ouvir melhor, mas sim de estar mais atenta ao que me dizem, a tudo. E gosto disso.

13.2.11

O problema de aprender a cuidar de mim desde muito cedo?

Quanto mais se preocupam, mais os afasto. Estranho, não é?

28/2

Acho que está na hora de falar-lhe de ti. Quando comentei que ainda não tinha referido o teu nome nas sessões, ainda me lembro do que ouvi. "Como não? Estás assim por causa dele, como é que ainda não falaste?". A minha resposta é sempre a mesma. "Não estou nada, não digas isso. Ele é só... a cereja em cima do bolo", e acabo sempre por prometer que o vou referir, mas não tenho de o prometer a ninguém, se não a mim mesma. Ainda falta muito para dia 28, sempre que penso no que vou falar fico ansiosa. Na verdade, ela arranca-me tudo sem que eu me aperceba, e devolve-me todas as questões de volta para o meu colo para que eu tenha alguma coisa em que reflectir, para que eu não pense no que não deva. Mas penso sempre nele, nos sonhos, todas as manhãs, todos os dias. Sim, está na hora de falar-lhe... de ti.

10.2.11

Finalmente, acabou.

Ou é ou não é. Acabaram-se os meios-termos e o porque é que não estou onde tu estás, porque é que és tão indeciso, porque é que consigo prever a tua indecisão, porque é que não fazes o que dizes, porque é que estou sempre aqui para ti como uma parva, porquê? Em relação a ti só aprendo à bruta, só percebo quando bato com a cabeça. Ou és tudo ou és nada.

3.2.11

Ela mentiu.