A dar constantemente forças que não tenho e que surgem sabe-se lá de onde. A dar tempo que devia ser para mim aos outros, que o exigem sem dar nada em troca. Sem demonstrar preocupação e a viver numa constante falta de tempo. É impossível fazer tudo certo sem deixar nada para trás. Eu deixei a Sofia e o corpo dela reclamou descanso. Doía-lhe tudo sem saber porquê. O corpo só parava de reclamar quando estava deitado. E foi isso que ela fez. Deixou de tentar e parou para pensar. Ser a super mulher não é para qualquer uma. Mas meter-se em mil e uma coisas também não, e eu quero fazê-las a todas, mesmo questionando se devo ou não. Quero porque sim, quero porque penso que posso a não ser que o meu corpo me peça para parar e a mente para descansar. Caso contrário, sim, eu quero porque sim.
28.10.12
5.10.12
Queria arrancar-te daqui porque acho que já me arrancaste de ti.
Virei-me do avesso e nada descobri. Quer dizer, confirmei o que já havia sido confirmado. Confirmei que não te conheço e sobre ti nada sei. Será que sabes que estás em mim? Ás vezes, inconsciente, outras, mais presente, mas estás sempre, em mim.
10.9.12
Não me devias dizer coisas que não vais cumprir.
Não devias. É mau em vários sentidos, deixas-me feliz por o dizeres e feliz por o esperar. Mas sei que não tenho de esperar mais quando prometes outra coisa sem realizares a primeira. Talvez porque te fugiu do pensamento. Talvez porque não tiveste tempo. Ou talvez porque o disseste da boca para fora. Se assim o foi, não prometas mais. Não é preciso. Nem digas que sim quando é não. Que queres quando não queres. [É que isso contamina, sabes? Isto de dizer que as coisas são simples e depois complicá-las, cansa-me. Dou por mim a acreditar quando não acredito. A não querer quando quero. Por isso sim, não é preciso, de todo, que o faças. Afinal as coisas são simples. Certo?].
6.9.12
O problema não é teu, mas meu.
A partir do momento em que expus o coração, nada pode ficar igual. Fiquei sem dúvidas e sozinha com uma certeza que não me levou a lado nenhum. Quer dizer. Tenho a certeza que não te posso dar tudo o que tenho. E talvez agora não te consiga dar nem um bocadinho de mim. Um "mim" que não percebo ainda o que te provoca, o que é que te faz sentir. Tenho a certeza que tudo tem de ficar cá dentro, e isso é um problema meu, e não teu.
9.8.12
Estes dias
Parecem todos iguais, são uma repetição contínua de todas as emoções, boas e más, frustrações e sorrisos, pela mesma ordem. Acordo a pensar que se algo não acontece como planeado, fica tudo fodido. E não pode. Não posso ficar sem vida por não sentir o coração a bater mais rápido quando estás. Tenho de o manter a trabalhar e fingir que sou eu que o controlo.
6.8.12
#16
As coisas mesmo más acontecem todas ao mesmo tempo, sem dó nem piedade, sem que as possamos controlar ou resolver. Acontecem porque, simplesmente, sim. E isso chateia. Só porque sim.
21.7.12
O meu mundo
Anda perdido. Não é bem perdido, mas anda por aí, a fazer o nada. Anda a existir sem pensar, a agir por impulso e a aproveitar as percepções que normalmente passam despercebidas, sabe-se lá bem porquê. Existem férias para a mente? Não, mas quero pensar que sim.
20.6.12
#15
Sinto que não tenho casa, nada é meu. Nem o meu corpo consigo habitar. Sei que quero sair, não sei é para onde ir.
4.6.12
#14
2.6.12
Falta-me um filtro,
Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.
20.5.12
#13
Quando dizemos que as coisas vão ficar bem, que tudo vai ficar bem, nós sabemos o que é preciso para que fiquem bem? Sabemos o que é ficar bem? E se descobrirmos todos os ingredientes e, mesmo assim, nada estiver bem, dentro de nós? O que é isso?
19.5.12
Não gosto do que a maioria das pessoas gosta,
E não devia sentir-me mal por isso. Talvez também não devia ser julgada por isso. Como é que podemos mudar algo que não gostamos mesmo? Há limites nesse sentido? Acho que sim. Se não gostamos de chuva não vamos para o meio da rua apanhá-la na cara só para ver se passamos a gostar. Se nunca gostámos de cebola não a vamos comer às colheres até não pudermos com o cheiro ou com o simples pensamento de uma simples cebola. Ou seja, há coisas que são e simplesmente são, gastamos demasiada energia a tentar mudá-las para que os outros gostem mais de nós. Devíamos focar-nos no que temos em comum, talvez isso baste. O rumo das coisas poderia ser completamente diferente, se se focassem no que eu tenho em comum, porque já me cansei de tentar mudar diferenças que não têm mal nenhum.
16.5.12
Há sempre coisas que preferimos não saber
Mas será que preferimos mesmo? Não consigo, a curiosidade mata-me, há sempre uma esperança em ouvir o que queremos, as coisas boas. Mas respostas que mais temo em ler teimam em sair, de ti. No fundo quero ser mais do que te sou agora. No meio de tantas fantasias e devaneios, não consigo distinguir o que foi real do que eu própria imaginei. Será que vi mal? Será que te senti como não devia? Mas eu lembro-me de te observar quando não estavas a olhar, lembro-me de negar conscientemente os sinais, as coisas boas que me davas, porque eram boas de mais para mim. Eras perfeito de mais, para uma mulher como eu. Tudo o que me querias transmitir foi transformado. Agora o que eu vejo de nós é o quê? O que vi, vi mesmo ou distorci? E vou acreditar em que imagem afinal? Com tudo isto, duvido que me queiras. Logo a mim. Não sei, não sei se me vês da mesma maneira, essa mesma que eu não consigo provar que seja verdade. Porque para isso teria de te perguntar, e não quero ler mais aquelas tais respostas que mais temo em ler, de ti.
20.4.12
Certo?
Tenho saudades do que éramos, todos, das pessoas que éramos. Agora não tem piada. Agora cada um tem a sua vida e não há tempo para querer saber como corre a dos outros. Eu gostava de saber, a sério que gostava, mas quando é que as tentativas acabam? Quando não há vontade de receber silêncio em troca. Primeiro desculpa-se, depois começa a magoar, e no fim a burrice é nossa. Neste caso, minha. É só com a minha vida que tenho de me preocupar. Certo? Não, tudo menos certo, estou revoltada com a burrice, com tudo, com o ter que ser assim. Não tem. Nunca teve, nunca foi e não quero que seja. O que é que mais uns silêncios me podem fazer afinal? Mal.
24.3.12
Perfeição, sim ou não?
Não quero ser uma daquelas mulheres amarguradas, que vive sempre com o coração partido. Porque quando o começo a juntar e a fazer planos, quando começo a andar sem ajuda e a acreditar que sou capaz, que consigo e que de burra não tenho nada, ele parte-se. Porque não percebo o que é que falta no meu Eu para que quem eu quero repare em mim. Ou quem eu antes quis, ou quem eu quererei. Acredito que falta qualquer coisa, tem de faltar, e se for esse o caso acho que me vou matar à procura do ingrediente que me torne perfeita, pelo menos aos meus olhos, tenho de ser perfeita. Quero ser perfeita. Quando o conseguir, talvez consiga aceitar melhor todos estes buracos. Quando chegar à perfeição, conseguirei viver sozinha, comigo.
25.2.12
"Long Time No See"
Este blogue é um amigo de longa data, sim. Mas daqueles que só me ouve e está focado em mim. Talvez seja eu própria, uma Sofia que se ouve e observa, mas não só a si, como aos outros. Reflexões e conclusões são os recheios dos meus dias, e nada disso mudou. Reparei que não tenho escrito, mas as coisas saem, sem ser por palavras. O que não sai são as preocupações, os problemas e acontecimentos que estão em linha de espera para serem... digeridos. Estão em linha de espera para serem concluídos e por fim, levantarem voo, deixando-me com mais espaço. Deixando-me, mais leve. Mas fico em terra, tenho de arranjar tempo. Tenho de reflectir sobre os trabalhos que me são impostos para depois me focar em mim. O voo continua atrasado.
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