Tenho saudades do que éramos, todos, das pessoas que éramos. Agora não tem piada. Agora cada um tem a sua vida e não há tempo para querer saber como corre a dos outros. Eu gostava de saber, a sério que gostava, mas quando é que as tentativas acabam? Quando não há vontade de receber silêncio em troca. Primeiro desculpa-se, depois começa a magoar, e no fim a burrice é nossa. Neste caso, minha. É só com a minha vida que tenho de me preocupar. Certo? Não, tudo menos certo, estou revoltada com a burrice, com tudo, com o ter que ser assim. Não tem. Nunca teve, nunca foi e não quero que seja. O que é que mais uns silêncios me podem fazer afinal? Mal.