6.8.12
#16
As coisas mesmo más acontecem todas ao mesmo tempo, sem dó nem piedade, sem que as possamos controlar ou resolver. Acontecem porque, simplesmente, sim. E isso chateia. Só porque sim.
21.7.12
O meu mundo
Anda perdido. Não é bem perdido, mas anda por aí, a fazer o nada. Anda a existir sem pensar, a agir por impulso e a aproveitar as percepções que normalmente passam despercebidas, sabe-se lá bem porquê. Existem férias para a mente? Não, mas quero pensar que sim.
20.6.12
#15
Sinto que não tenho casa, nada é meu. Nem o meu corpo consigo habitar. Sei que quero sair, não sei é para onde ir.
4.6.12
#14
2.6.12
Falta-me um filtro,
Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.
20.5.12
#13
Quando dizemos que as coisas vão ficar bem, que tudo vai ficar bem, nós sabemos o que é preciso para que fiquem bem? Sabemos o que é ficar bem? E se descobrirmos todos os ingredientes e, mesmo assim, nada estiver bem, dentro de nós? O que é isso?
19.5.12
Não gosto do que a maioria das pessoas gosta,
E não devia sentir-me mal por isso. Talvez também não devia ser julgada por isso. Como é que podemos mudar algo que não gostamos mesmo? Há limites nesse sentido? Acho que sim. Se não gostamos de chuva não vamos para o meio da rua apanhá-la na cara só para ver se passamos a gostar. Se nunca gostámos de cebola não a vamos comer às colheres até não pudermos com o cheiro ou com o simples pensamento de uma simples cebola. Ou seja, há coisas que são e simplesmente são, gastamos demasiada energia a tentar mudá-las para que os outros gostem mais de nós. Devíamos focar-nos no que temos em comum, talvez isso baste. O rumo das coisas poderia ser completamente diferente, se se focassem no que eu tenho em comum, porque já me cansei de tentar mudar diferenças que não têm mal nenhum.
16.5.12
Há sempre coisas que preferimos não saber
Mas será que preferimos mesmo? Não consigo, a curiosidade mata-me, há sempre uma esperança em ouvir o que queremos, as coisas boas. Mas respostas que mais temo em ler teimam em sair, de ti. No fundo quero ser mais do que te sou agora. No meio de tantas fantasias e devaneios, não consigo distinguir o que foi real do que eu própria imaginei. Será que vi mal? Será que te senti como não devia? Mas eu lembro-me de te observar quando não estavas a olhar, lembro-me de negar conscientemente os sinais, as coisas boas que me davas, porque eram boas de mais para mim. Eras perfeito de mais, para uma mulher como eu. Tudo o que me querias transmitir foi transformado. Agora o que eu vejo de nós é o quê? O que vi, vi mesmo ou distorci? E vou acreditar em que imagem afinal? Com tudo isto, duvido que me queiras. Logo a mim. Não sei, não sei se me vês da mesma maneira, essa mesma que eu não consigo provar que seja verdade. Porque para isso teria de te perguntar, e não quero ler mais aquelas tais respostas que mais temo em ler, de ti.
20.4.12
Certo?
Tenho saudades do que éramos, todos, das pessoas que éramos. Agora não tem piada. Agora cada um tem a sua vida e não há tempo para querer saber como corre a dos outros. Eu gostava de saber, a sério que gostava, mas quando é que as tentativas acabam? Quando não há vontade de receber silêncio em troca. Primeiro desculpa-se, depois começa a magoar, e no fim a burrice é nossa. Neste caso, minha. É só com a minha vida que tenho de me preocupar. Certo? Não, tudo menos certo, estou revoltada com a burrice, com tudo, com o ter que ser assim. Não tem. Nunca teve, nunca foi e não quero que seja. O que é que mais uns silêncios me podem fazer afinal? Mal.
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