29.6.09

Vazio










P.S.: Isto foi o que me trouxeste. Nada de bom, o nada. Fechei a porta mas não a tranquei. Burra. O dia em que eu parar de pensar vai chegar. Algures. Eu vou ser feliz, um dia.

24.6.09

A merda.

Lindo lindo é passar o dia fechada em casa a sentir-me uma bosta autêntica e ligar a televisão na esperança de encontrar uma salvação mas a única coisa de jeito que está a dar é um documentário sobre excrementos de animais.

Liguei o computador só para escrever isto.

23.6.09

Vou fugir.

Supostamente eu devia estar feliz. Tê-la comigo é a única coisa que realmente importa. Pensava que o vazio que sinto era causado pela ansiedade, que o silêncio em que vivo era passageiro e que, quando os exames acabassem, iria sentir-me livre. Eu penso muito.
Vou culpar-me até ao fim dos meus dias por tudo o que me acontece, que ultimamente tem sido mau. Tenho tantas máscaras, para quê? Desde que ele me deixou, a Sofia desapareceu, sinceramente não sei quem ela é. Apercebi-me que, aqui, nesta vida que aparentemente é minha, sou apenas uma fase na vida dos outros, que passam rapidamente pela minha, deixando-me sem nada.
Mas eu não estou sozinha. Tenho vivido com um fantasma que se apoderou de todos os meus pensamentos. Bons, mas que já não são meus. Dou por mim a acordar de madrugada e a escrever sobre ele. Consigo sentir o seu cheiro mesmo quando não está por perto e consigo senti-lo dentro de mim. Tenho medo, não deste fantasma, mas de não o ter e de viver presa a algo que não consigo controlar e que veio para ficar. A minha vida está a girar à volta de algo que não percebo.
Eu quero ter a Sofia outra vez comigo. Quero construir a minha confiança e ter a certeza que não fiz nada de errado. Parece que, para ficar, tenho que partir.

20.6.09

Ah pois é,

Estou a perceber mais de História em 5 dias de estudo do que em 3 anos de ensino. Não sei se ainda tenho cérebro e não me lembro de nada, mas estudar e ir comendo batatas fritas faz o meu estômago dizer "olá".

17.6.09

Eu quero ir-me embora.

Já não consigo controlar os meus sentimentos. Não consigo. Continuo sempre à espera. Sempre. Qual é o fim? Eu posso escolher o mais fácil mas já abri o coração, que quer ficar aqui.

Dói.

Entrou no quarto, calado, com o olhar vazio. Sentou-se na cama, com os olhos postos no chão.
- Gostas do que vês? - perguntei, sabendo que não o devia ter dito ou sequer pensado.
- Não vejo nada.
O que poderia ter acontecido? Não vê nada? Nem o meu interior?
- Estou cansado. Chegou o fim e, para ti, não quero olhar. Nunca mais.
Fechou as luzes, deitou-se e adormeceu.

9.6.09

Já não escrevo coisas assim.

Abri um olho. Fechei-o. Abri o outro. Abri os dois. Ainda estás ao meu lado, sereno, agora posso adormecer. Será que te devo acordar? Podíamos conversar a noite toda, podíamos cantar todos os nossos sentimentos, os nossos desejos, os nossos medos, ou apenas ficar em silêncio, os dois. Não, é tarde, é melhor ficar quieta, é melhor parar de pensar e deixar-te dormir… Mas antes quero olhar para ti outra vez, quero sentir o teu coração, quero ouvir-te respirar. Não quero passar mais uma noite sozinha com todos aqueles pensamentos que não param de voar na minha cabeça, que não descansam nem por um simples segundo. Estou tão inquieta numa noite tão calma, quero chegar a conclusões concretas e que façam sentido, mas é impossível.

Respiro fundo, acalmo-me. Depois de tantas reviravoltas dentro da minha cabeça, de tanto tempo perdido a pensar no que fazer, como estará ele? Será que o acordei? Abro os olhos outra vez, acendo a vela. Ainda não se foi embora, ainda dorme. Não me canso de o olhar, de o admirar e não, não preciso de dormir, o meu sonho está aqui, mesmo ao meu lado, e isso já me conforta.

Era para ter publicado isto em Fevereiro, não o fiz porque tinha vergonha. Mal sabia eu que o sonho era um pesadelo.

6.6.09

Eu preciso de encontrar

Outra coisa para além das alternâncias entre o chocolate Milka Noisette e as Ruffles com sabor a Picanha que me ponha um sorriso na cara. Eu sei que eles não te põem ao meu lado, que não apagam tudo o que tenho para te dizer ou me tiram a ansiedade. Tenho saudades tuas. Eu sei.

2.6.09

Silvana: Sofia, experimenta fazer isto, depois diz-me o que vês

Ele estava em frente a mim. O fundo era verde e rosa, girava. De repente, juntou as mãos, abriu-as e eu nasci.

És a estabilidade que preciso para me encontrar, de novo?