29.1.09

Não te vás embora.

Eu não quero. Sim, não posso decidir, mas posso controlar quem entra e quem sai.
Vou enfiar-me no meu quarto, vou esperar que a chuva pare e vou lamentar-me por ter medo de falar, de agir.
Esta sou eu.

26.1.09

Ele.

Estava escuro, estendeste-me a tua mão cerrada em punho.
- Abre. É para ti.
E abri... os meus olhos quase que devoravam o seu conteúdo.
- Está vazia.
- Não. Está cheia com tudo o que tenho para te dar. Olha bem, com olhos de ver! Quando o fizeres vês todo o meu amor que é teu.

15.1.09

Podes trazer-me até casa?

Tenho medo de morrer no teu coração e não no meu.

13.1.09

Eu preciso disto...

Quero deixar de me lembrar e de me culpar, de me perguntar como é que pode ser tão fácil para ti. Mas eu não consigo. Lembraste? Lembraste de tudo o que me disseste? Olha para mim. O que vês?
Sim, tenho que escrever uma nova história sem ti.

Sil.
Quero que prometas que me proteges, que vais estar sempre aqui.
Quero que me faças sorrir, que converses comigo sobre os assuntos mais inesperados, quero deixar de viver num trampolim. Quero que me animes mal acordo, quero viver os momentos de alegria, de solidão, de desespero, contigo. Eu quero, quero e quero parar de dizer eu quero. Somos esquisitas, somos estranhas, somos fortes, tu própria me disseste isso. Eu quero estar aqui para ti, devolveste a minha esperança e colei-a na palma da minha mão. Só por isso quero dar-te um abraço daqueles que nunca te dei. Tudo o que tens feito por mim não tem preço.
E quando leres isto vais dizer "Sofia, estás armada em lésbica?", e eu vou dizer "Estúpida." E depois vamos rir as duas e ser sentimentais para caraças. Quero que sejas a personagem principal da minha nova história e nunca mais, nunca mais, vou fazer o que fiz no passado.

Só por esta entrada devias pagar-me um chá amanhã, estou muito lamechas e isto não acontece todos os dias.

10.1.09

Olha desculpa lá,

- Quem é que te deu autorização para entrares na minha vida assim?
- Porque é que não haveria de entrar? Faço-te sentir assim tão mal?
- Fazes. Não me sais da cabeça. E dás-me atenção. Eu não quero.
- Cala-te.
- Não disse nenhuma mentira.
- Pelo menos ainda não sonhaste comigo.
- Eu não tinha assim tanta certeza...

8.1.09

Little Fia is happy

Ele esteve sempre aqui e eu nunca o vi...
Só o tempo dirá!

Parece que acordei para a vida, para o mundo, e sabe tão bem... muito bem mesmo.
Estou confiante do que sou e do que quero para mim.
É uma nova história que estou a escrever e a querer viver.

5.1.09

Porque é que tenho vergonha?

- Sofia, vem jantar.
- Não quero.
- Porquê?
- Não tenho fome, não me apetece.
- Tens vergonha do quê? Somos a tua família, não tens que ter vergonha.

Os momentos felizes e positivos são tão escassos que nunca tinha pensado em escrevê-los antes. Às vezes passam a correr e nem reparo, mas prefiro guardá-los. Mas guardar o quê?
O gozo que me dá encher o meu irmão de cócegas e a alegria de o ver rir. Tentar cozinhar algo comestível e esperar por um bom elogio da minha mãe. Sair com o meu tio e admirá-lo, sabendo que ele vai estar sempre aqui para me fazer sorrir. Ver o meu pai bem disposto. Ir beber um chá de palhinha com a Carolina e a Silvana e rir-me quando a Carolina se engasga sem saber porquê. Ah e as nossas paranóias , os nossos sonhos de adolescentes e as histórias que temos para contar quando nos juntamos. Ter conversas que me inspiram com o André. Passear com as Gémeas e falar sobre tudo e mais alguma coisa. Chatear o João e chamá-lo de Cagalhão (desculpa). Ouvir as teorias da Matias e estar feliz porque ela está feliz. As tardes de Verão que passava a falar com o Helder que me consegue animar sempre.
Só? O resto está bem guardado dentro de mim.

3.1.09

"Two little words and a question: why?"

Eu quero parar de me esforçar e de fazer o que os outros acham ser o mais correcto.
Fiz o mesmo que a outra, sei que é errado e não tenho nada na mesma. Nada.
Fiquei reduzida a um rio de emoções, um rio que só traz medos e perigo.
Sim... Já chega.
É altura de parar de pensar e agir, de descobrir a resposta para poder esquecer.
Eu amo-te. Porquê?

1.1.09

Frágil mas pouco

Não, não me estou a enganar. Não, não é mentira.
E tal como [eu] disse ao meu ipod que é uma espécie de mp3 modelo humano, "quero agarrar-me ao meu fraco que sei que não dá em nada porque eu não quero que dê mas que me faz sentir bem".
E é assim que vai ser.