30.7.09

Qual é o meu nome hoje, mesmo?

Já deitei o coração fora. Não, não estou feliz, isso tanto me faz. Não vai mudar o que penso, o que sei e o que vejo. A verdade é a verdade, e mesmo que não ma digam, consigo lê-la em cada movimento ou em cada olhar. Nova fase, novo momento.

18.7.09

Aquilo aqui dentro chegou outra vez

Mas desta vez era algo bom... algo que queria sair, uma força qualquer, uma inspiração igual à cor de todas as coisas. Quando abri a boca, ela calou-a. Não sou normal, o que eu quero não se enquadra, logo, tenho que me encaixar com as restantes pessoas que não conseguem ver a realidade, nem que pagassem para a observar.
Silêncio, nos próximos dias. Eles não me conhecem e ainda não viram a verdade, a minha realidade, não me viram a mim. Mais uma força perdida, um sentimento estranho dentro de mim que gostava de ter explorado.

15.7.09

It's happening again

- Sai da chuva, Sofia!
- Não. Deixa-me aqui.
- Mas porquê? Entra comigo.
E respondi, sorrindo:
- Estou a conseguir sentir alguma coisa, finalmente.

13.7.09

E tu?

- Vamos fazer aquilo amanhã.
- Dás-me boleia?
- Olha, liga para este número.
- Quando vais lá?
- O que vais fazer naquele dia?
- Estou em tua casa às cinco.

Tantas perguntas. Tantas ordens. Porque é que não perguntam "e tu Sofia, o que queres?" Não o dizem porque não lhes interessa. O mundo é feito de pessoas mesmo bonitas.

7.7.09

Oh, é o destino Sofia

Vais conseguir entrar dentro da cabeça das pessoas sem estas se aperceberem, vais provar todos os seus medos, preocupações e angústias, pois já não basta teres só as tuas. Vais ouvir tudo o que não queres e vão tornar realidade todos os teus pesadelos. Parece cruel, não é? Pelo menos tentaste e agora sim, podes continuar sentada na tua varanda a aguardar um novo capítulo. Viver é isso, proteger a esperança e esperar pelo paraíso, pelo que queres. Quando chegar, deixas de ser tu. Acabaste de te perder, Sofia.
Acho que não gosto do paraíso.

4.7.09

Quem é essa?

Hoje enchi-me de coragem e comecei a empacotar os meus livros, a minha bíblia de revistas que vale milhões (para mim), os postais de viagens, os bilhetes de concertos, e tralha e mais tralha. Encontrei a aliança que nem sabia onde estava, encontrei o tal postal de aniversário que pensava que tinha perdido. Estão algures numa caixa. Encontrei muitas folhas perdidas com poemas, pensamentos, aparvalhanços com elas e desenhos. Encontrei o bilhete do concerto no dia em que pensei abrir o meu coração, para ti, e guardei-o dentro de um dos meus cadernos em que escrevo, que irá colado a mim no avião, daqui a um mês. Por entre tanta coisa que não quis ler, acabei por ler algo escrito por mim, numa altura que nem sabia que existia, num estado de espírito que invejo:


É uma sensação completamente nova, estou noutro mundo, nada interessa, problemas? Existem, mas vão resolver-se, não preciso de me preocupar. É pena não me sentir sempre assim, segura. Preciso sempre de alguma coisa, de uma espécie de medicamento, de amor. Quem me dera que ele vivesse na minha mão, seguro, confiante.
A resolução? Aproveitar a viagem no seu estado mais puro, sem desvios. Poucas expectativas para que, mais tarde, tudo o que aconteça seja muito, mas muito melhor do que foi inicialmente esperado. É esse o meu medicamento.


Precisava de ouvir isso hoje, preciso de encontrar forças aqui dentro, ainda estou à procura delas... Só espero que tudo se resolva. Pode magoar como pode não magoar. Calma, "poucas expectativas".


Sim

Hoje a ansiedade vai-se embora, vou mudar-me para um sítio chamado certeza e deixar de viver no impasse. Tenho medo, muito. Eu só espero que ele esteja lá quando a chuva começar a cair.

1.7.09

The change

É tão estranho... À minha cabeça chegam imagens de todas as pessoas que conheci, de todas as boas e as más experiências, de todos os sorrisos, os medos, as preocupações, as saídas, as loucuras. Ela estava em tudo, praticamente. É uma relação muito forte. Não sei como vai ser quando estivermos realmente separadas dentro de um mês. E não é fácil, não consigo falar telepaticamente com mais ninguém, não consigo partilhar a minha alegria da mesma maneira que partilho com ela, a única pessoa que sabe como entrar aqui dentro. Não quero conhecer ninguém. Não preciso. Ganhei medo. Como vai ser quando aquilo que tenho cá dentro chegar outra vez, como me vais acalmar? Dou-lhe o valor e a importância que ela merece. Ela tem o outro lado da Sofia, tem a luz. Eu não quero pensar que tudo isto seja o fim, porque não é.
Irrita-me não ver o mesmo que os outros quando saio do meu corpo e olho para mim. Pareço ser uma pessoa completamente diferente. Como é que aceito tudo o que me acontece sem me revoltar? Sem mostrar tristeza ou uma lágrima sequer? Sim, eu dou demasiada importância, tenho muito que aprender, complico demasiado, só vejo o lado negativo, tenho é que aproveitar a vida. Que vida?
Tudo era mais fácil se o fantasma não estivesse aqui.