1.7.09

The change

É tão estranho... À minha cabeça chegam imagens de todas as pessoas que conheci, de todas as boas e as más experiências, de todos os sorrisos, os medos, as preocupações, as saídas, as loucuras. Ela estava em tudo, praticamente. É uma relação muito forte. Não sei como vai ser quando estivermos realmente separadas dentro de um mês. E não é fácil, não consigo falar telepaticamente com mais ninguém, não consigo partilhar a minha alegria da mesma maneira que partilho com ela, a única pessoa que sabe como entrar aqui dentro. Não quero conhecer ninguém. Não preciso. Ganhei medo. Como vai ser quando aquilo que tenho cá dentro chegar outra vez, como me vais acalmar? Dou-lhe o valor e a importância que ela merece. Ela tem o outro lado da Sofia, tem a luz. Eu não quero pensar que tudo isto seja o fim, porque não é.
Irrita-me não ver o mesmo que os outros quando saio do meu corpo e olho para mim. Pareço ser uma pessoa completamente diferente. Como é que aceito tudo o que me acontece sem me revoltar? Sem mostrar tristeza ou uma lágrima sequer? Sim, eu dou demasiada importância, tenho muito que aprender, complico demasiado, só vejo o lado negativo, tenho é que aproveitar a vida. Que vida?
Tudo era mais fácil se o fantasma não estivesse aqui.