4.7.09

Quem é essa?

Hoje enchi-me de coragem e comecei a empacotar os meus livros, a minha bíblia de revistas que vale milhões (para mim), os postais de viagens, os bilhetes de concertos, e tralha e mais tralha. Encontrei a aliança que nem sabia onde estava, encontrei o tal postal de aniversário que pensava que tinha perdido. Estão algures numa caixa. Encontrei muitas folhas perdidas com poemas, pensamentos, aparvalhanços com elas e desenhos. Encontrei o bilhete do concerto no dia em que pensei abrir o meu coração, para ti, e guardei-o dentro de um dos meus cadernos em que escrevo, que irá colado a mim no avião, daqui a um mês. Por entre tanta coisa que não quis ler, acabei por ler algo escrito por mim, numa altura que nem sabia que existia, num estado de espírito que invejo:


É uma sensação completamente nova, estou noutro mundo, nada interessa, problemas? Existem, mas vão resolver-se, não preciso de me preocupar. É pena não me sentir sempre assim, segura. Preciso sempre de alguma coisa, de uma espécie de medicamento, de amor. Quem me dera que ele vivesse na minha mão, seguro, confiante.
A resolução? Aproveitar a viagem no seu estado mais puro, sem desvios. Poucas expectativas para que, mais tarde, tudo o que aconteça seja muito, mas muito melhor do que foi inicialmente esperado. É esse o meu medicamento.


Precisava de ouvir isso hoje, preciso de encontrar forças aqui dentro, ainda estou à procura delas... Só espero que tudo se resolva. Pode magoar como pode não magoar. Calma, "poucas expectativas".