- Toiro, toiro, toirooo!
- Não Martim, é um coelho.
- Êlho?
- Coelho, sim. Chama-se Eddie. Chama-o que ele vem ter contigo.
- Eddie! Eddie! - Dizia ele aos pulos e eu fiquei feliz da vida porque consegui que distinguisse o Eddie de um toiro. Fiquei feliz sim, porque segundos depois:
- Eddie... Toiro, toiro!
É verdade que não tenho muita paciência para as crianças, aliás, nunca tive. Mas nem todas são iguais e de certo modo, dão-me gozo, deixam-me quente. Com o quê? Gosto da espontaneidade e de observar uma criatividade que parece que não tem fim. Têm aquilo que eu gostava de ter agora... Energia para dar e vender, sorrisos puros e, simplesmente, a verdade.