30.10.10

26.10.10

O Eddie está doente,

E ainda hoje eu disse:
- Se um dia ele me falta, não sei o que vou fazer.
O bom é que continua com energia, a dar os pinotes, os mortais e a correr a meia-maratona, mas amanhã vai direitinho ao veterinário, mal eu acabe de apresentar o trabalho que supostamente devia estar agora a treinar.
O meu coelho é-me mais importante, e, se ele quer estar aqui a cheirar o ecrã do computador e a dar-me beijinhos, então é aqui que vou ficar... Ao pé dele. O trabalho pode esperar.
Sei que não sou louca quando não sou a única a ver algo profundamente irreal. Não me sinto sozinha, tenho quem veja o mesmo que eu, tenho quem sinta as mesmas frustrações, os mesmos medos. Assim, partilho uma loucura que aparentemente é normal e sei que não sou, mesmo, burra.

17.10.10

Parece que cresci e me esqueci.

Estou cansada, acordo exausta.
Ao meu coração só me resta pedir desculpa, ando a esforçá-lo demais.
Não tenho um Sol para te avivar mas és meu, coração.
Quer eu queira ou não.

8.10.10

Suddenly life has no meaning.

Estou há quatro dias a acordar com uma música que sempre significou muito para o meu suposto eu, mesmo quando sabia que ainda eras meu. Há vezes em que penso que a bomba que larguei em ti foi a melhor coisa que fiz, mesmo tendo-a atirado de olhos fechados. Afinal, sempre fui o teu porto seguro e vice-versa. Porque a Sofia é a Sofia, tirei o coração, engoli a seco e afastei a minha casa, afastei-te de mim. Se é o melhor então porque é que, quando todas as outras chamas se vão embora, a tua fica? Se é o melhor porque é que, após 655 dias do primeiro fim, ainda te quero, aqui? És a maior contradição, em mim.

*
Quando olho para isto tudo só vejo negatividade elevada a três mil e quinhentos. Mas é isso que realmente vejo, tentar mudá-la de sítio quando é em mim que ela pertence e deve sempre pertencer é absurdo. Sim, este mundo da Sofia pode contaminar-vos a todos com o pior que há, mas não é essa verdade que observo. O que eu quero e espero, sempre, é que o mais íntimo pensamento, muitas vezes inconsciente, passe por aqui e vos toque. É esse pensamento transformado em palavras escritas que desperta as mais diversas emoções que quero transmitir e fazer passar, quase que puras. Por isso quando me dizem "Identifico-me com o que escreveste" fico feliz ou 'quentinha', como costumo dizer, porque é essa a prova, para mim, que o que está aqui escrito pode muito bem estar dentro de qualquer um.

30.9.10

A Sofia e as crianças

- Toiro, toiro, toirooo!
- Não Martim, é um coelho.
- Êlho?
- Coelho, sim. Chama-se Eddie. Chama-o que ele vem ter contigo.
- Eddie! Eddie! - Dizia ele aos pulos e eu fiquei feliz da vida porque consegui que distinguisse o Eddie de um toiro. Fiquei feliz sim, porque segundos depois:
- Eddie... Toiro, toiro!


É verdade que não tenho muita paciência para as crianças, aliás, nunca tive. Mas nem todas são iguais e de certo modo, dão-me gozo, deixam-me quente. Com o quê? Gosto da espontaneidade e de observar uma criatividade que parece que não tem fim. Têm aquilo que eu gostava de ter agora... Energia para dar e vender, sorrisos puros e, simplesmente, a verdade.

23.9.10

Estás triste?

Duas semanas sem contacto, de desintoxicação de alguém que, até hoje, foi o meu maior vício. Triste? Não.

21.9.10

Dia longo

Acordar às 8 para apanhar o comboio às 9 e conseguir tratar dos papéis para a Bolsa de Estudo pelas 10 da manhã. Boa, sou a senha número 34 e o ecrã tem um 2 e um 0. Já passa das 11, corrida até Santa Apolónia para conseguir ir almoçar com a Mãe e descontrair na Graça. 12:30, tomar café à Baixa? Sim, soa-me bem, é só apanhar o metro e encontramo-nos no Brown's dentro de 15 minutos (o caraças, 15 minutos é igual a meia hora de atraso). "Epá, há uma loja na Graça que tem brincos e colares lindos. Vamos?" Acabei de vir de lá, mas vamos sim, ainda são 13:30, só que tenho aula às 15, não nos podemos demorar. Porra que o eléctrico está cheio, e agora? Autocarro sim. 14:00 e a loja é linda, o paraíso e merda que estou em contenção de despesas. Vamos andando para Santa Apolónia para apanhar o metro? Sim sim, mas para onde fica Santa Apolónia? Boa questão, de facto. 14:30 e vamos a pé da Graça até à Baixa, é sempre a descer não é verdade? Claro que cheguei atrasada à Faculdade, amarela e com securas. Com o coração a bater a mil à hora para nada porque hey, não houve aula. E agora? Agora Sofia vais apanhar o metro, para apanhar o comboio e depois o autocarro para chegares a casa e finalmente, mais tarde, descansares a cabeça. Óbvio que não aconteceu. Tive de correr atrás do coelho para lhe arrancar fita-cola dos bigodes (Sim sim, fita-cola bem colada sabe-se lá como e onde é que ele enfiou o focinho), o que se revelou ser uma tarefa quase que impossível.


*

Têm sido raros os dias mais atarefados. Quando finalmente paro sussurro "quero silêncio, preciso de não fazer nada"... e quando estou a fazer o nada grito "preciso de ter uma vida para viver e deixar de pensar". Incrível como algo tem de estar sempre mal, para mim.

19.8.10

As if by magic...


- Se a magia funcionasse, fazia com que me desses a mão.
- Só isso?
- Se isso acontecesse significava que estavas ao meu lado, e que ia sentir-te, ia sentir alguma coisa, pelo menos.
- Isso fazia com que ficasses feliz?
- Por agora, sim.


Imagem daqui.