Psicologicamente esgotada, sem noção do que é correcto fazer e de que forma agir. Sinceramente, estou farta de fornecer sorrisos, que não são merecidos, a pessoas que não fazem pela vida. Porém, é difícil dizer que não ou tentá-lo dizer de uma maneira leve. Foi o que fiz e levei com uma chapada sem mão.
Hoje em dia, as pessoas não se esforçam para nada e os "escravos" são bem vistos para lhes satisfazer a ganância da maneira mais suja. Se toda a gente reflectisse sobre isso chegava à conclusão que a felicidade suja pesa-nos na consciência. Pergunto-me onde guardaram o esforço, o orgulho, o espírito lutador, o simples "obrigado", as boas maneiras, o respeito pelos outros, pelos mais velhos que tanto nos têm para ensinar. Fazer o menos possível passou a ser o objectivo para poderem alcançar um bem maior que é material e sem valor emocional. Agradar os outros não existe no coração destas pessoas, mas sim pisá-las sem medo e misericórdia. Podem crescer em tamanho, mas por dentro são sempre as mesmas crianças que pararam no tempo, sem ânsia de crescer e agir sabiamente. Nem mesmo a força das palavras ou a força física lhes podem trazer um coração.
Às vezes penso que a única maneira de eu pensar assim é por serem diferentes de mim e não viverem no mesmo meio que eu, mas mesmo assim, não faz sentido completamente nenhum julgar pessoas ou humilhá-las ao fazerem-se de importantes.
Tal como a Ana Rita disse (my little dude ^^), "eu acho que por fora sou uma santa mas por dentro sou uma sacana"... este é o novo sentido de vida, a nova maneira de pensar que pretendo adoptar, pelo menos por hoje.
Pergunto-me se tudo o que faço no dia-a-dia é lutar por uma causa perdida, sem sentido e direcção. A última coisa que quero é viver sem um sentido, sobre as regras de gente incompetente. Sim, eu não me importo de seguir regras, sou a favor delas e não sem o que seria da sociedade sem as mesmas, mas o que me custa mesmo é seguir principios estabelecidos por gente, que não fazem sentido nenhum. Podia estar a falar em política, mas a minha mente não está ligada nesses caminhos. Quando me refiro às regras, penso nas pessoas que vêm ter comigo e me dizem para escrever sobre isto ou aquilo, para experimentar outros caminhos literários e parar de escrever sobre os meus pensamentos, pois é um acto de egoísmo. Cada pessoa faz a sua interpretação, ainda bem que o fazem, mas se quiserem impor o que quer que seja então comecem a escrever os vossos próprios textos, puxem pela vossa criatividade, esforcem-se e não usem os tais escravos, que podem não perdoar.
Sinto-me feliz por fazer o que digo, apesar de muitas vezes não dizer o que penso. Se não posso acabar com os zumbidos à minha volta tenho de lidar com eles e não é um "monte" de pessoas sem coração que me vão fazer perder o meu. E como gostei do que a Ana Rita disse num comentário, não tem mal nenhum em publicá-lo também:
"O melhor realmente é respeitar. Mas há que não esquecer a nossa personalidade e não, não vamos deixar que os outros façam-nos de parvos. Mas lá que é injusto é. Principalmente porque na maioria dos casos ninguém é capaz de chegar ao pé de ti e dizer o porquê dessa "crueldade" como tão bem lhe chamaste. Tolerância Sofia muita tolerância com as pessoas."