1.8.13

Nunca.


Isto de dizer "nunca" é uma chatice. Obriga-nos a desmentir verdades antes absolutas, obriga-nos a admitir que não temos razão, que não sabemos tudo.

Nunca pensei estar rodeada de tanto amor. De outros que me dão valor, que tiram tempo do seu tempo para o partilhar comigo. Outros que me têm oferecido sorrisos enormes e me têm mostrado que aquela coisa a que chamam bem-estar (ou felicidade) existe mesmo. 

Isto de dizer "nunca" limitou-me. Não me fazia crescer e, pior, não me permitia ser.

2.7.13

#17

"Dou-me hoje se me deres o amanhã".

30.5.13

Ser Pessoa

É algo individual, íntimo, de cada um. E varia em nós, consoante o tempo, quando o que era ontem desapareceu nos dias de hoje. Aprendi que não posso mudar o que está nas minhas mãos nem quem me rodeia, não posso nem devo. E são poucos os que vêem com olhos de ver, e sentem com todas as células que têm em si. Estamos a percorrer caminhos distintos e continuamos juntos. O truque é sorrir.

6.5.13

Confiança

Tenho (quase) a certeza que tudo o que não sei, não sei porque não quero.

27.4.13

Rigidez

Antes acreditava vivamente que possuía em mim uma ânsia qualquer, que punha dúvidas a tudo o que pensava, dizia e fazia. E isso era desgastante.

25.4.13

Amarelo

O meu mundo já estava há muito tempo sem cor. E merece-a.

14.3.13

Não, isto não é um pedido de desculpas

Já fui muita coisa para muita gente. Já fui a melhor amiga da primária. Já fui namorada. Já fui a melhor amiga da Faculdade. Já fui a mulher da vida de um homem (sabe-se lá como sendo nós tão jovens e com tanto pela frente). A questão é que agora não sou nada disso, por várias razões. Sempre fui muito "sim ou não", "branco e preto", "sinto ou não sinto", e isso estragou tudo, poderiam pensar. Eu acho que não estragou nada, as coisas evoluíram. Sinto-me (mais) feliz por ser simplesmente a Sofia que está presente na vida de várias pessoas que também estão, igualmente presentes na minha, sem rótulos ou expectativas. Apenas estou, apenas estão e apenas estamos. E isso é tão bom.

17.2.13

Constatações #1

Tentar ter um pouco de diversão quando não se está feliz é o mesmo que nada. É uma perda de tempo. O riso não tem o sabor que devia, o humor não é verdadeiro quando eu não me sinto eu.

23.1.13

Hello 2013, will you end soon?

Uma pessoa passa a maior parte do tempo a tentar fazer os outros felizes e esquece-se de si, pensando que a felicidade dos outros é a sua. E isso está errado em todos os sentidos. Porque quando pensamos que estamos a fazer o que é correto e nos sai o tiro pela culatra, o que resta? Resta o "não devia ter feito isto porque eles isto". Sim, resta um "eu não devia". O meu eu é pequeno demais para aguentar com o peso do mundo, mesmo que queira. O meu eu devia lembrar-se mais de si. Sim, "devia".  

28.10.12

Ando a tentar sem pensar,

A dar constantemente forças que não tenho e que surgem sabe-se lá de onde. A dar tempo que devia ser para mim aos outros, que o exigem sem dar nada em troca. Sem demonstrar preocupação e a viver numa constante falta de tempo. É impossível fazer tudo certo sem deixar nada para trás. Eu deixei a Sofia e o corpo dela reclamou descanso. Doía-lhe tudo sem saber porquê. O corpo só parava de reclamar quando estava deitado. E foi isso que ela fez. Deixou de tentar e parou para pensar. Ser a super mulher não é para qualquer uma. Mas meter-se em mil e uma coisas também não, e eu quero fazê-las a todas, mesmo questionando se devo ou não. Quero porque sim, quero porque penso que posso a não ser que o meu corpo me peça para parar e a mente para descansar. Caso contrário, sim, eu quero porque sim.

5.10.12

Queria arrancar-te daqui porque acho que já me arrancaste de ti.

Virei-me do avesso e nada descobri. Quer dizer, confirmei o que já havia sido confirmado. Confirmei que não te conheço e sobre ti nada sei. Será que sabes que estás em mim? Ás vezes, inconsciente, outras, mais presente, mas estás sempre, em mim.

10.9.12

Não me devias dizer coisas que não vais cumprir.

Não devias. É mau em vários sentidos, deixas-me feliz por o dizeres e feliz por o esperar. Mas sei que não tenho de esperar mais quando prometes outra coisa sem realizares a primeira. Talvez porque te fugiu do pensamento. Talvez porque não tiveste tempo. Ou talvez porque o disseste da boca para fora. Se assim o foi, não prometas mais. Não é preciso. Nem digas que sim quando é não. Que queres quando não queres. [É que isso contamina, sabes? Isto de dizer que as coisas são simples e depois complicá-las, cansa-me. Dou por mim a acreditar quando não acredito. A não querer quando quero. Por isso sim, não é preciso, de todo, que o faças. Afinal as coisas são simples. Certo?].

6.9.12

O problema não é teu, mas meu.

A partir do momento em que expus o coração, nada pode ficar igual. Fiquei sem dúvidas e sozinha com uma certeza que não me levou a lado nenhum. Quer dizer. Tenho a certeza que não te posso dar tudo o que tenho. E talvez agora não te consiga dar nem um bocadinho de mim. Um "mim" que não percebo ainda o que te provoca, o que é que te faz sentir. Tenho a certeza que tudo tem de ficar cá dentro, e isso é um problema meu, e não teu.

9.8.12

Estes dias

Parecem todos iguais, são uma repetição contínua de todas as emoções, boas e más, frustrações e sorrisos, pela mesma ordem. Acordo a pensar que se algo não acontece como planeado, fica tudo fodido. E não pode. Não posso ficar sem vida por não sentir o coração a bater mais rápido quando estás. Tenho de o manter a trabalhar e fingir que sou eu que o controlo.

6.8.12

#16

As coisas mesmo más acontecem todas ao mesmo tempo, sem dó nem piedade, sem que as possamos controlar ou resolver. Acontecem porque, simplesmente, sim. E isso chateia. Só porque sim.

21.7.12

O meu mundo

Anda perdido. Não é bem perdido, mas anda por aí, a fazer o nada. Anda a existir sem pensar, a agir por impulso e a aproveitar as percepções que normalmente passam despercebidas, sabe-se lá bem porquê.  Existem férias para a mente? Não, mas quero pensar que sim.

20.6.12

#15

Sinto que não tenho casa, nada é meu. Nem o meu corpo consigo habitar. Sei que quero sair, não sei é para onde ir.

4.6.12

#14


Eu hoje precisava de um abraço. De saber que estou a fazer tudo certo, de saber que existo. O mais interessante nessas constatações existenciais é que descobrimos que existimos para as pessoas mais inesperadas, que reparam que não estamos bem. Pessoas com quem não temos grande afinidade e cortam caminho só para saberem se precisamos de alguma coisa ou para nos darem uma energia positiva, sem palavras. E isto ao contrário daqueles a quem damos tudo, várias hipóteses porque hey, não existem pessoas assim tão narcísicas, todos temos algo de bom. Isso não sei sinceramente, mas sei o que não sei. Não sei como é possível ver alguém triste e não tentar dar-lhe um sorriso, não sei como é possível ver alguém de lágrimas nos olhos e não lhe dar a mão, não sei como é possível não ligar à tristeza dos outros porque a nossa felicidade é que é mais importante. Hoje vi todos os meus defeitos, medos e inseguranças virem ao de cima e, mesmo assim, continuo a acreditar que isto não é uma utopia. Querer ver os outros felizes não pode, nunca, ser uma utopia.

2.6.12

Falta-me um filtro,

Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.

20.5.12

#13

Quando dizemos que as coisas vão ficar bem, que tudo vai ficar bem, nós sabemos o que é preciso para que fiquem bem? Sabemos o que é ficar bem? E se descobrirmos todos os ingredientes e, mesmo assim, nada estiver bem, dentro de nós? O que é isso?