Mas será que preferimos mesmo? Não consigo, a curiosidade mata-me, há sempre uma esperança em ouvir o que queremos, as coisas boas. Mas respostas que mais temo em ler teimam em sair, de ti. No fundo quero ser mais do que te sou agora. No meio de tantas fantasias e devaneios, não consigo distinguir o que foi real do que eu própria imaginei. Será que vi mal? Será que te senti como não devia? Mas eu lembro-me de te observar quando não estavas a olhar, lembro-me de negar conscientemente os sinais, as coisas boas que me davas, porque eram boas de mais para mim. Eras perfeito de mais, para uma mulher como eu. Tudo o que me querias transmitir foi transformado. Agora o que eu vejo de nós é o quê? O que vi, vi mesmo ou distorci? E vou acreditar em que imagem afinal? Com tudo isto, duvido que me queiras. Logo a mim. Não sei, não sei se me vês da mesma maneira, essa mesma que eu não consigo provar que seja verdade. Porque para isso teria de te perguntar, e não quero ler mais aquelas tais respostas que mais temo em ler, de ti.
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25.2.12
"Long Time No See"
Este blogue é um amigo de longa data, sim. Mas daqueles que só me ouve e está focado em mim. Talvez seja eu própria, uma Sofia que se ouve e observa, mas não só a si, como aos outros. Reflexões e conclusões são os recheios dos meus dias, e nada disso mudou. Reparei que não tenho escrito, mas as coisas saem, sem ser por palavras. O que não sai são as preocupações, os problemas e acontecimentos que estão em linha de espera para serem... digeridos. Estão em linha de espera para serem concluídos e por fim, levantarem voo, deixando-me com mais espaço. Deixando-me, mais leve. Mas fico em terra, tenho de arranjar tempo. Tenho de reflectir sobre os trabalhos que me são impostos para depois me focar em mim. O voo continua atrasado.
24.11.11
3.9.11
6.7.11
12.4.11
O coração quase que salta do peito com isto

Imagens destas fazem o meu coração bater a mil à hora. Parece um mundo novo, pronto a ser descoberto, cheio de histórias que merecem ser lidas até que as folhas fiquem gastas, cheio de personagens cujas caras não me canso de imaginar, e o cheiro, oh o cheiro de cada um deles é diferente. Conseguem imaginar os meus olhos a brilhar? Não percebo porque é que me arrastam à força de bancas destas na Feira do Relógio ou na Feira da Ladra. Não percebo.
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11.12.10
O barquinho
4.12.10
Conversas ao acaso
- Tens a certeza que ele é o tal?
- Não sei. Mas estou a dar um passo no escuro, a saltar sem saber se vou, de certo, cair. O amor é isso não é? Sei que vou dar-lhe o meu coração, a minha atenção, aliás, vou dar-lhe tudo o que tenho sem saber se vou receber o mesmo em troca... Mas por ele sei que vou ao fim do mundo e não tenho medo de não voltar. Sei que por ele, vale a pena tentar.
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22.11.10
Inconscientemente, és. Parte II
A Sofia está, de facto, ansiosa para dormir hoje, sim! Há um final feliz para acabar nos sonhos. Há um novo inconsciente para viver todas as noites e hoje sim, estou curiosa para ver o que acontece porque tenho muitas palavras para te sussurrar em forma de frases. Se acordar vazia de novo não faz mal, é só mais um dia no meio de muitos. É isso, hoje sinto-me assim, que apenas sim.
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21.11.10
Inconscientemente, és. Parte I
Acordo com a mesma mensagem todas as manhãs a deambular na minha mente, com o peito frio, vazio, sem nada. Sei que quando adormecer a história é outra mas as personagens são as mesmas, tu e eu, no mesmo sonho, todas as noites, com o mesmo desprezo, dentro de mim. Acordo sempre antes de acontecer um final feliz, talvez porque ainda não tenha acontecido no mundo real. O meu inconsciente está tão vivo, a falar tão alto que só um surdo não o ouve. Até despir este medo e ficar somente com uma verdade destemida, tudo vai continuar assim. Sei que já me perdi em ti mas temo ir mais longe e não encontrar o caminho de volta até mim.
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os dias cinzentos,
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sonhos
3.11.10
16.8.10
My dear heart,
Nunca deixes de sentir o fogo como se fosse quente, deixa de confundir a chama com gelo. Se um sorriso fugir quando ele te toca, não o escondas, deixa-o sair, puro. Se ainda rodopias por entre estrelas quando o vês, está na hora de pensar em tornar verdade todos os pensamentos que foram durante anos reprimidos. Está na hora, meu pequeno coração.
3.8.10
Screaming in the dark, I howl when we're apart.

Tenho todas as melodias comigo quando acordo, mesmo quando não estás comigo. Viver é o sonho, pelo menos é o que dizem. Aqui a lua brilha de dia e o sol à noite. Ao andar por estes caminhos nada é o mesmo, há um frio que me aquece através de todos os seres vivos, de tudo o que respira. Os mais puros diamantes estão no sorriso de cada um, são uma força comum. Mas... Se tudo é assim, porque é que os pássaros morrem à minha porta? Ela não está fechada, nunca esteve, para ti.
Imagem daqui.
15.7.10
Liars and lovers
- És um amante ou um mentiroso?
- Sabes a resposta, porque é que perguntas?
- Não consigo sentir se és sincero o suficiente.
- Sou um mentiroso porque nunca te disse que te amava e sempre me convenci do contrário. Sou os dois ao mesmo tempo, pelo que parece.
- Sabes a resposta, porque é que perguntas?
- Não consigo sentir se és sincero o suficiente.
- Sou um mentiroso porque nunca te disse que te amava e sempre me convenci do contrário. Sou os dois ao mesmo tempo, pelo que parece.
20.4.10
The weirdest dreams
Será que vais dormir comigo hoje, também?
Não sei se deva habituar-me a estas novas viagens. Não sei se é errado, eu... Não sei.
Não sei se deva habituar-me a estas novas viagens. Não sei se é errado, eu... Não sei.
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12.3.10
What's wrong Sophie?
Senta-te aqui, tenho algo para te contar. Já viveste de olhos fechados, todos os dias? O acordar deixa de ser o despertar para o mundo real, continua a ser um sonho desprovido de qualquer tipo de verdade. Se sim, diz-me como era esse teu sonho. Era cinzento como o meu? Nesse lugar onde estiveste, as coisas têm outro significado? E quando é que realmente, acordo? Já sei o que me vais responder e mesmo assim arrisco em bombardear-te com perguntas.
"Porque é que queres acordar, porque é que não aproveitas enquanto aí estás? Pára de pensar no fim".
Roubaste os meus verdadeiros olhos, lembraste? Foi o sonho mais estranho que já tive, nunca pensei sentir que tinhas contigo algo que me é tão precioso. Por isso é que está tudo cinzento aqui. Quando olho não consigo olhar verdadeiramente, estás a bloquear-me o caminho. Preciso de mim para saber se tu és realmente tu. Preciso de tudo o que tenho em mim para saber onde estás, agora.
26.12.09
The same heart
Não sei porque lhe sugeri fazermos o trabalho em minha casa, estou a pôr a minha zona de conforto em descoberto. Ele. Podíamos ter ficado numa Biblioteca ou num Café mais calmo. Calmo... isso, acalma-te e finge que não sentes a lareira no peito. Será que ele repara que estou desorientada, que nem consigo pensar em que armário arrumei os copos? Porque é que estou a falar comigo e não com ele?
Não tinha reparado que estava mesmo atrás de mim, sereno, como se fosse capaz de ouvir tudo o que o meu pequeno nervosismo me fazia pensar. Assustei-me e senti o meu coração a disparar, senti um pequeno choque quando me tocou no ombro. Consigo ouvir a sua respiração bem perto do meu ouvido, consigo sentir os seus cabelos a tocar na minha pele, consigo senti-lo, frio.
- Assustaste-te? Só queria saber se precisavas de ajuda.
- Ah os copos, sim, estão aqui.
- Estás tão quente. Sentes-te bem?
- Sim sim... O trabalho, vamos começar?
Não olhei para o relógio durante toda a tarde, talvez tenha sido por isso que me espantei quando já era noite, lá fora. Existia uma ligação naquela sala que eu queria, por força, desligar. Como é que desligo os seus olhos, que me conseguem dizer tudo? Como é que desligo o seu eu que encaixa no meu como um simples puzzle? Como é que me desligo?
- Acho que acabámos, my dear Sophie.
- Sim e já olhaste para o relógio? Passa das 10 e o meu estômago está a pedir comida. Ahm... Jantas comigo?
- Janto, e ajudo-te a fazer o jantar para não te desorientares.
Bolas, ele não é burro e provavelmente cozinha melhor que eu. Passei a tarde a querer desligar tudo, mas e se... se eu agora deixar de pensar? Quero sentir aquele choque outra vez, quero saber o que é, de que é feito. Sim, eu quero senti-lo com todas as partículas do meu corpo. Shh, olha a comida Sofia, bastou ele se afastar para te esqueceres que estavas a cozinhar. Já cheira a queimado, será que ele repara?
Oh não, outra vez. Senti o seu peito nas minhas costas, senti-o debruçar-se sobre mim, provavelmente para ver a porcaria que eu tinha feito. Não calma... está a abraçar-me.
- Como consegues estar tão quente? - Sussurrou.
- Talvez porque... tu pões-me assim.
- Eu? Sempre que te toco encolhes-te, não te posso dar calor.
- Podes sim, põe aqui a tua mão.
Coloquei a sua mão sobre o meu pequeno coração. É o frio que o faz bater tão rápido, que atiça a fogueira.
- Calma, põe a tua mão no meu também. Estás a senti-lo a bater depressa? É igual ao teu.
- Talvez sejam um.
1.12.09
É para ti.
- Está frio hoje, os cobertores não me aquecem. Será que já pus o despertador na hora certa? Sim, fiz isso antes de me deitar. Falta-me qualquer coisa... Talvez sejam coisas da minha cabeça. Vá, dorme.
Devia ter trazido um copo de água, tenho a garganta seca. Hoje não tenho nenhuma melodia que me faça adormecer, não tenho nenhum sítio para viajar e conhecer. Shh... Acho que quando não sei o lado bom de uma situação faço tudo ao contrário. Violo as minhas regras, o que acredito. Não dou oportunidade da flor crescer, não a rego. Mas isso não faz sentido... Já não vale a pena pintar o que é cinzento de branco. É tarde, tenho que dormir.
- Anda, deita-te aqui comigo.
- Eu? Eu não quero.
- Porquê?
- Sei que essa pessoa não és tu, prefiro ficar aqui quieta. Por isso não, não quero.
- Sou eu, sim. Quem achas que sou, quem poderei ser?
- És um pedaço do fantasma, uma linha do seu desenho na minha cabeça, és o que resta dele em mim. Uma das vozes de quem eu quero ouvir, és o meu eu a falar comigo para me acalmar. O vício que me está a fazer dar voltas na cama, que me tira o sono. Sei que quando acordar vou dizer que te odeio e ao fim do dia a única coisa que vou querer é ter-te comigo. Mas não te quero assim, não te conheci assim, quero apagar a linha, destruir o rasto. Dói e estou farta que doa, estou pronta a arrancar-te à força. Não tenho paciência já. Boa noite. E dorme, Sofia.
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19.9.09
Look, it's the goodbye train.

- Vá... o comboio já vem aí.
O reencontro que durou tão pouco tempo. A distância não apagou nada, a verdade continua intacta. Os minutos de espera pelo comboio foram quase silenciosos. Não sei quando te volto a ver, mas sei que vais estar sempre aqui. Sei que quando passar sozinha pelos sítios por onde caminhámos vou ter um grande sorriso estampado na cara. Boas recordações.
- Adeus.
27.8.09
This heart, it beats.
Quando o vento rodopia à minha volta, é porque finalmente, chegaste.
- Acorda, estou aqui. Fica com tudo.
Não precisei de falar, consegues perceber todas as minhas expressões. É por isso que me assustas. "Fecha os olhos outra vez", pensei. "Ele não te escolheu e tu não o escolheste". E vi a verdade nos seus olhos:
- Apaga a luz.
- Não quero ir contigo.
- Acorda, estou aqui. Fica com tudo.
Não precisei de falar, consegues perceber todas as minhas expressões. É por isso que me assustas. "Fecha os olhos outra vez", pensei. "Ele não te escolheu e tu não o escolheste". E vi a verdade nos seus olhos:
- Apaga a luz.
- Não quero ir contigo.
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