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27.4.13

Rigidez

Antes acreditava vivamente que possuía em mim uma ânsia qualquer, que punha dúvidas a tudo o que pensava, dizia e fazia. E isso era desgastante.

25.4.13

Amarelo

O meu mundo já estava há muito tempo sem cor. E merece-a.

14.3.13

Não, isto não é um pedido de desculpas

Já fui muita coisa para muita gente. Já fui a melhor amiga da primária. Já fui namorada. Já fui a melhor amiga da Faculdade. Já fui a mulher da vida de um homem (sabe-se lá como sendo nós tão jovens e com tanto pela frente). A questão é que agora não sou nada disso, por várias razões. Sempre fui muito "sim ou não", "branco e preto", "sinto ou não sinto", e isso estragou tudo, poderiam pensar. Eu acho que não estragou nada, as coisas evoluíram. Sinto-me (mais) feliz por ser simplesmente a Sofia que está presente na vida de várias pessoas que também estão, igualmente presentes na minha, sem rótulos ou expectativas. Apenas estou, apenas estão e apenas estamos. E isso é tão bom.

3.8.11

Talvez a Tia Esperança tenha razão. Talvez.

- Saí da escola há 70 anos, tinha eu 10 anos, sabias? Há coisas que não me lembro, mas eu ainda sei muita coisa e aprendo todos os dias. Só ao falar com as pessoas consigo ver o que lhes vai na cabeça, não é assim? É isso que estás a aprender também não é? Vais longe com essa cabecinha, acredita filha... vais longe.

13.6.11

Parece que estava a sonhar acordada,

Quando me imaginei a ver-te dormir ao meu lado.

31.12.10

2010 está quase no fim,

E que ano. Bati no fundo, acordei todos os dias a tentar convencer-me que era forte, que as escolhas que fiz eram as mais acertadas e, bem, se não foram aceitei-as e aprendi. Fiz quase tudo o que queria, vi as bandas que acompanho desde miúda, tive sete amigdalites e nenhuma gripe. O Eddie tornou-se parte da família, a casa ainda continua à venda, logo, ainda não me mudei definitivamente para Lisboa. Passei a todas as cadeiras com uma média razoável, consegui fazer todos os exames em primeira fase para ter mais tempo de férias, fartei-me de tudo e de todos e, mesmo assim, continuei a trabalhar este semestre, mesmo quando o que apetecia era ficar em casa. Tirei a carta de condução em dois meses sabe-se lá como e hoje sou a condutora mais distraída de sempre (quero acreditar que com a prática as pessoas deixam de ter medo de andar comigo no carro). Se em 2009 não percebia o que se passava comigo, em 2010 o problema não podia ser mais claro, admiti-o e procurei ajuda, pelo que em 2011 quero acreditar que vou ficar bem comigo própria. O estranho é que... faltam duas horas para 2011, e nessas duas horas recebi as melhores notícias de sempre... uma proposta de emprego e a bolsa de estudo. Isto aconteceu? Quer dizer, essas coisas acontecem, comigo? Parece que sim, parece que nem tudo é mau e se acordei a sentir-me uma merda por ter de passar o dia a estudar, agora estou quentinha quentinha. Estou curiosa em relação ao que aí vem, louca para acabar a fase de exames e enfiar-me em São Miguel para pôr a cabeça em ordem e saber o que vou fazer da vidinha daqui em diante. Posso ter escrito isto tudo, mas a ideia principal e a única coisa que me resta dizer é feliz ano novo, minha gente :)

22.11.10

Inconscientemente, és. Parte II

A Sofia está, de facto, ansiosa para dormir hoje, sim! Há um final feliz para acabar nos sonhos. Há um novo inconsciente para viver todas as noites e hoje sim, estou curiosa para ver o que acontece porque tenho muitas palavras para te sussurrar em forma de frases. Se acordar vazia de novo não faz mal, é só mais um dia no meio de muitos. É isso, hoje sinto-me assim, que apenas sim.

5.11.10

Acho que ele está de volta à minha vida,

E eu não podia estar mais feliz com isso.
O peso no coração desapareceu,
A necessidade de pedir desculpa voou e,
Com uma chama renovada, o meu sono voltou.
Sou o teu fantasma agora, não me vou embora.

3.11.10

Life is eternal

Anathema, Tivoli 02.11.2010
E não tenho palavras. Está tudo aqui dentro, bem vivo, bem quentinho.

28.3.10

Little C.

Quis a verdade, apanhei um avião que já não podia desmarcar, procurei e não me calei, perguntei, fui chata, fui curiosa. Quis acabar com as esperanças, não me contentei com nenhuma resposta, voltei a pesquisar e voilá, estava mesmo à minha frente. Água fria, direita à minha cabeça e que soube bem. Lareira? Não.
Na madrugada de ontem disseste-me:
- Tu és forte, já reparaste? Estás lá fora, longe de todos, acordas todos os dias de manhã bem cedo para ir para as aulas apesar de tudo o que se passa. És forte porque o fazes.
Nunca tinha pensado nisso assim, habituei-me a uma vida que escolhi, que gosto e que em nada se parece à que tinha no ano passado. Sei que estou no sítio certo, sei que se dói é porque é bom, sei que quando me magoo não esqueço.
Quando estou sentada no sofá, com o Eddie a dormir perto de mim, sabe bem ligar-te e saber que vais atender, sei que preocupo-me porque te preocupas e duvidar disso é simplesmente irreal. Há coisas que não mudam, já não há a preocupação de estar sozinha. Silêncio de um mês, dois meses, três, chegou a um ano e estás aqui.

9.1.10

De volta?

Há dias que estou a tentar arranjar pelo menos uma hora para escrever e desentupir a cabeça. Voltei Terça-feira passada com 12 horas de viagem até Lisboa, puro stress e ai que o avião só chega daqui a quatro horas agora, e ai que lá vai ele para a Terceira primeiro sabe-se lá porquê, e toma mais duas horas de espera no aeroporto e porra que o voo vai levar três horas porque o tempo está uma treta. Quis perceber o que perdi nas aulas e tentei estudar para a frequência de Estatística que me tirou horas de sono e quilos de paciência, deixando-me anoréctica nesse sentido. Mas voltando à viagem, aos dias que por tanto esperei,
Tudo o que pensei que podia acontecer não aconteceu e correu tudo ao contrário, porém pelo melhor, penso.
- Anima-te, é Ano Novo! Estás muito paradinha, muito murcha.
- Porque é que haveria de estar feliz?
Naquela noite só me vinha à cabeça a essência, aquilo de que eu era feita e aquilo que eu precisava para poder viver. Talvez não fosse a noite certa para me pôr a pensar nessas coisas, mas não consigo controlar o que penso e prefiro revirar um assunto na minha cabeça para ter as conclusões pelas quais anseio rapidamente. Qual é a minha essência, afinal? Às vezes procuramos o que não tem de existir, aceitei que ainda não a conheço e não posso ter a essência que quero, a essência não é algo que se escolha, é algo que está no ser, que simplesmente o é. A minha visão em relação a mim é tão distorcida e desproporcional que não consigo ver o meu eu apesar de saber as potencialidades que possuo. Para mim, eu sou confusão e na confusão não se consegue ver a essência.

Já me tinham avisado que ia estranhar tudo quando voltasse, as pessoas e os sítios, que ia caminhar quase que com outros pés e que as recordações iam ser uma constante. Agora reparo que a primeira coisa que fiz foi ir ter contigo, Sil. Pelo caminho procurei caras conhecidas mas já não conhecia ninguém. Reparei que cresci, que agora tenho que me baixar para passar pela árvore ao pé da minha casa. A minha casa... Uma nova família está a crescer nela neste momento, um novo ciclo. Foram emoções fortes enquanto ia ao teu encontro. És o meu porto seguro e mesmo que vivamos em melodias diferentes, algo está lá para unir a minha luz à tua. Guardei uma mensagem que te enviei no Verão, talvez porque sabia que o que te disse ia servir para todas as situações em que estivessemos longe uma da outra:
"It's weird, like... Other days I know that you are ten minutes away but now you are an ocean away. I'm just thinking that our friendship is so strong (I hope) and wishing that it will stay that way forever"
Aconteceram tantas coisas em 6 dias que me deixaram silenciosa, aérea, que vieram deitar abaixo relações que pensava que tinha com os outros, que vieram deitar abaixo concepções que pensava que tinha como certas. No meio de tantas quedas ajudaste-me a subir, titia Silvana... I miss you.
*

Estava relutante quanto ao regresso à não vida, à rotina que mata qualquer tipo de motivação, mas ao mesmo tempo ansiosa e feliz por saber que algures aqui, deste lado do oceano tinha alguém à minha espera, tinha o abraço da Néné mal entrei na faculdade. Sabe bem levantar-me de manhã e saber que és a minha companhia.

Ah é verdade, voltei para a lareira. Estou mais quentinha e menos angustiada, de certo modo estou mais... feliz(?). Sei que o meu mundo mudou de rumo naquela noite, girou por completo há precisamente uma semana. E nada foi forçado, aconteceu porque ambos o quiseram, o foram e sentiram. Tal como a essência. Talvez a consiga encontrar contigo ao meu lado. Sinto-me bem e com a luz aqui dentro. Talvez seja para durar... espero que sim.

Agora? Duas semanas de estudo intensivo e de paciência anoréctica.

15.8.09

Paz

Ahm... Eu não consigo escrever como antes, esforço-me de mais. Nem no meu bloco de notas as palavras correm com naturalidade. Quero ver se compro outro antes de me ir embora. Nova etapa, nova vida. Continuo na mesma. Encontrei o que quero mas o que quero não me quer a mim. A vida não acaba aí. Não sinto remorsos, não me arrependo de nada. Estou feliz, em paz, mesmo sem aquilo que mais desejo.
Custa. Não quero que me digam que falta menos de uma semana para deixar tudo o que construí. Sim, vou ter metade das pessoas que estão na minha vida comigo, em Lisboa e em menos de um mês, mas não é a mesma coisa. Estou pronta para o desafio.
P.s.: O fantasma voltou. Ele encontra sempre o caminho até casa, o desgraçado.

3.8.09

O que eu sinto agora, é quente.

- Olha a minha mão cheia de pedrinhas!
- Tens tantas!
- Toma duas para ti, guarda na mão, fecha!
- Para mim?... Está bem, já fechei.
- Shiiu, é segredo!
- Porque é que é segredo?
- Shiiu, tens que falar assim baixinho. É o nosso segredo.
Descobri que gosto de crianças. Ofereceu-me um sorriso. Deu-me a mão sem pensar duas vezes para ir brincar perto do mar, mesmo não me conhecendo. Confiou em mim. O mundo das crianças é bem mais engraçado que este aqui.

15.7.09

It's happening again

- Sai da chuva, Sofia!
- Não. Deixa-me aqui.
- Mas porquê? Entra comigo.
E respondi, sorrindo:
- Estou a conseguir sentir alguma coisa, finalmente.

23.5.09

Afinal não gosto de mudanças

Quem é que com uma gripe em cima sai de casa numa sexta-feira à noite para ir a um concerto? A Sofia. Agora que tudo está a correr bem na minha vida, agora que tenho tudo o que sempre quis e me sinto bem (tirando a gripe), faltam menos de 3 meses para me ir embora.
Não é o nariz entupido, as dores de cabeça e a tosse que me vão impedir de aproveitar tudo o que nunca aproveitei.

9.5.09

A little hope for a smile

Sinto-me como uma esponja, consigo absorver tudo à minha volta. Os cheiros, os sons, as imagens, os pensamentos, os sentimentos, consigo senti-los e quero vivê-los. É uma nova chama que cresce a cada dia que passa à procura de um medo, de uma lágrima, de uma desilusão, de um carinho, de um novo começo, de um sorriso por que valha a pena viver.

15.4.09

Coisas que nunca te direi

Estou a dar muito nas vistas? Espero que não... mas não consigo parar de olhar para ti. Estou lá, dia sim dia não, à tua espera e eu sei que é infantil, eu sei. Sei que é uma perda de tempo. Passo horas à espera que olhes na minha direcção e fico vermelha quando o fazes enquanto finjo que leio um livro. Nunca consegui olhar um estranho nos olhos, mas tu és diferente. Não sei porquê. És diferente de todas as pessoas que vejo, tens algo mais, algo que eu não consigo ver em ninguém. Quando tento aproximar-me de ti escondes-te atrás da primeira pessoa que vês ou desvias o olhar, tímido. E nunca falei contigo. Por mais que queira, prefiro observar-te de longe, descobrir quem és, sem palavras.

13.4.09

Tenho a mania das mudanças e...

Mudei de quarto. Foi como mudar de casa. Graças a Deus o meu irmão não se importou e trocámos de quarto, no meu caso, construí um novo refúgio. Desde as 9 da manhã até agora, valeu a pena o trabalho e esforço. Tenho uma varanda só para mim, de onde tenho vista para a cidade e onde me posso sentar a escrever, pensar ou apenas admirar tudo. Tenho pouca arrumação, metade dos meus livros estão no meio do chão, mas não me importo. Gosto deste meu quarto que serve para tudo. Quero começar a construir novas memórias dentro desta minha nova bolha. As primeiras começaram quando ainda estava a fazer as mudanças.
Tive um mal entendido com ela. Sim, fiquei chateada, ela também. Ficámos sem falar um bocado. Esse bocado foi o tempo suficiente para eu começar a pensar a mil à hora. E se um desses mal entendidos for o último, for o fim de tudo? Eu sei que ainda vamos ter muitas discussões e desilusões, mas e se tudo acabar? Ela é como uma irmã. E nesse bocado sem ela, percebi que não tenho mais ninguém com quem partilhar o meu eu, o meu tudo.
Mas já passou. Acho eu.

9.4.09

"Deus" protege, versão número dois

- Levanta maluca! Já! 'Tamos na tropa e eu sou o cadete anti pain, so get the fuck out of your bed! Não tenho nenhuma autoridade sobre ti mas tenho um poder autoritário superior: friendship! E nisso sou como Deus!

Ela mistura o Inglês e o Português quando dá ordens. E depois do que ela disse levantei-me e preparei-me psicologicamente para sair de casa e ver pessoas.
A preguiça fugiu. Remédio santo.

6.4.09

Miss Simpatia

Foi o que o meu director de turma disse. Porque ah e tal os professores acham-me uma rapariga muito simpática, exemplar. E eu a pensar que era arrogante. É uma perspectiva completamente diferente. Gosto de ouvir os dois lados já que me inclino sempre para o mais escuro. Por um lado é bom, mesmo que tudo esteja bem eu tento que fique perfeito. E isso faz-me bem. Digo sim a tudo, e quando digo tudo é mesmo tudo. Quando voltei de Estrasburgo disse "nunca mais me meto em nada, acabou". Entrou por um ouvido e saiu pelo outro.
- Quem é que quer participar numa palestra na Universidade sobre as Aprendizagens em Filosofia e Áreas de Integração?
- Eu quero!
- Eu também!
- Eu também.
Fui uma das três.
O próximo desafio é participar na peça de teatro de comemoração do 25 de Abril. Onde é que me fui meter? É nestas alturas que me apetecia ter dito não.
Para quem gosta de estar sempre atrás, escondida, ando diferente. Falo sem pensar. Ainda no outro dia ofereci um supositório na aula de História a uma colega, e o Professor, que devia ter ficado chateado, ainda me perguntou o nome do dito cujo. Sou a desastrada que, durante a apresentação oral de uma colega a Português, deixou cair a garrafa de água no chão três vezes e levou com um livro na cabeça da Professora.
Quando me dizem "Olá" sei responder com um sorriso. Há dias e dias.