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23.1.13

Hello 2013, will you end soon?

Uma pessoa passa a maior parte do tempo a tentar fazer os outros felizes e esquece-se de si, pensando que a felicidade dos outros é a sua. E isso está errado em todos os sentidos. Porque quando pensamos que estamos a fazer o que é correto e nos sai o tiro pela culatra, o que resta? Resta o "não devia ter feito isto porque eles isto". Sim, resta um "eu não devia". O meu eu é pequeno demais para aguentar com o peso do mundo, mesmo que queira. O meu eu devia lembrar-se mais de si. Sim, "devia".  

5.10.12

Queria arrancar-te daqui porque acho que já me arrancaste de ti.

Virei-me do avesso e nada descobri. Quer dizer, confirmei o que já havia sido confirmado. Confirmei que não te conheço e sobre ti nada sei. Será que sabes que estás em mim? Ás vezes, inconsciente, outras, mais presente, mas estás sempre, em mim.

16.5.12

Há sempre coisas que preferimos não saber

Mas será que preferimos mesmo? Não consigo, a curiosidade mata-me, há sempre uma esperança em ouvir o que queremos, as coisas boas. Mas respostas que mais temo em ler teimam em sair, de ti. No fundo quero ser mais do que te sou agora. No meio de tantas fantasias e devaneios, não consigo distinguir o que foi real do que eu própria imaginei. Será que vi mal? Será que te senti como não devia? Mas eu lembro-me de te observar quando não estavas a olhar, lembro-me de negar conscientemente os sinais, as coisas boas que me davas, porque eram boas de mais para mim. Eras perfeito de mais, para uma mulher como eu. Tudo o que me querias transmitir foi transformado. Agora o que eu vejo de nós é o quê? O que vi, vi mesmo ou distorci? E vou acreditar em que imagem afinal? Com tudo isto, duvido que me queiras. Logo a mim. Não sei, não sei se me vês da mesma maneira, essa mesma que eu não consigo provar que seja verdade. Porque para isso teria de te perguntar, e não quero ler mais aquelas tais respostas que mais temo em ler, de ti.

24.6.11

Interessante como ela tem sempre razão

Há um mês, na minha última sessão, ergui a minha bolha novamente mal ela me perguntou sobre a minha vida amorosa. Logo agora que andava tão feliz não me ia pôr a pensar em puros desastres e, por isso, limitei-me a responder com sim's e não's secos... até que ela se fartou, penso eu.

- O que é que a Sofia quer?
- Como assim, o que é que eu quero?
- De uma relação, o que é que a Sofia quer? Quer dar ou receber?
- Quero dar e receber - disse com toda a convicção que tinha na altura, convicção que foi por água abaixo quando a vi torcer o nariz e lançar-me aquele olhar que faz sempre que sabe que estou a mentir.
- De certeza? A Sofia quer dar ou receber?
- Já disse... quero dar e receber.

Enquanto estava a ler o resultado do questionário do Values In Action que tive de realizar para uma cadeira, reparei que a minha força principal inclui generosidade, cuidado, compaixão, amor altruísta e delicadeza. Ai que interessante. E, atenção, das frases típicas que seleccionei destacam-se "os outros são tão importantes quanto eu; todos os seres humanos têm o mesmo valor; dar é mais importante que receber; eu não sou o centro do universo, faço parte de uma humanidade comum."

Perceber que ando a convencer-me do contrário custa. Quinta-feira vou dizer-lhe que já devia ter aprendido que mentir a mim própria é mau e quem cai sou sempre eu, mais ninguém.

18.6.11

I missed you, girl.

Sei que quando deixamos de nos falar durante meses é para o melhor da nossa relação, porque no fundo gosto de ti e isso não muda, não. Sei que quando desapareço do mapa tu sabes sempre o porquê, e também sei que quando foges vais voltar. Voltas sempre.
Entre nós nunca há um fim, mas sim um até já.

18.4.11

Ao homem da minha vida,

Como é que vou deixar de te incomodar? Como é que vou deixar de te assombrar? Como é que te tiro dos sonhos? E dos pensamentos? E, já agora, do coração? Quando é que vou fazer o que digo? Quando é que escrevo o fim? Quando é que não vou estar sempre aqui, para ti? Quando é que ganho amor próprio? E razão? E, já agora, força? Porque é que és o meu maior vício? Porque é que não estás aqui? Porque é que não te percebo? Porque é que não matas a minha curiosidade? Pode ser que, assim, consiga mudar de página, quase um ano depois.

13.2.11

28/2

Acho que está na hora de falar-lhe de ti. Quando comentei que ainda não tinha referido o teu nome nas sessões, ainda me lembro do que ouvi. "Como não? Estás assim por causa dele, como é que ainda não falaste?". A minha resposta é sempre a mesma. "Não estou nada, não digas isso. Ele é só... a cereja em cima do bolo", e acabo sempre por prometer que o vou referir, mas não tenho de o prometer a ninguém, se não a mim mesma. Ainda falta muito para dia 28, sempre que penso no que vou falar fico ansiosa. Na verdade, ela arranca-me tudo sem que eu me aperceba, e devolve-me todas as questões de volta para o meu colo para que eu tenha alguma coisa em que reflectir, para que eu não pense no que não deva. Mas penso sempre nele, nos sonhos, todas as manhãs, todos os dias. Sim, está na hora de falar-lhe... de ti.

10.2.11

Finalmente, acabou.

Ou é ou não é. Acabaram-se os meios-termos e o porque é que não estou onde tu estás, porque é que és tão indeciso, porque é que consigo prever a tua indecisão, porque é que não fazes o que dizes, porque é que estou sempre aqui para ti como uma parva, porquê? Em relação a ti só aprendo à bruta, só percebo quando bato com a cabeça. Ou és tudo ou és nada.

3.2.11

Ela mentiu.

27.1.11

Puf.

Simone Weil dizia "todos os pecados são tentativas de preencher vazios", ou seja "não faças merda Sofia".

26.1.11

Ela disse que os comprimidos me iam pôr melhor, ela disse. Ela disse que isto custava mas que ia passar e tudo ia ficar bem. O que ainda não lhe disse é que estou pior, isto não me mata os pensamentos que não deviam entrar, não me dá a energia que preciso para fazer as coisas bem. Ir-me embora amanhã não me vai fazer bem, não vai, não vai.

24.1.11

Se começar a tirar-te todas as camadas que vestes, com o que é que ficas? Se percorrer o caminho que te levou a partir, vou encontrar a tua origem? E se encontrar o porquê de teres ido embora, isso vai trazer-te de volta? Será que sabes que, para ti, não preciso de vestir a armadura, sou apenas eu? Será que sabes que a minha casa, és tu? Nunca me vou embora... Sabias?

16.12.10

Nothing seems to be right.

- Porque é que dizes isso?
- Não estou bem, outra vez. Só isso.
- Mas porquê?
- Pensei de mais.

4.12.10

Conversas ao acaso

- Tens a certeza que ele é o tal?
- Não sei. Mas estou a dar um passo no escuro, a saltar sem saber se vou, de certo, cair. O amor é isso não é? Sei que vou dar-lhe o meu coração, a minha atenção, aliás, vou dar-lhe tudo o que tenho sem saber se vou receber o mesmo em troca... Mas por ele sei que vou ao fim do mundo e não tenho medo de não voltar. Sei que por ele, vale a pena tentar.

1.12.10

O que é que ela respondeu?

Entrei na casa de banho e tranquei a porta. Sabia que te ia acordar ao ouvires o som da água a cair em mim, sabia que ias tentar entrar para falar comigo. Preciso de relaxar, de saber que posso estar aqui e que não vais entrar, em mim. Porque é que haverias de ter feito aquilo? Peço-te um beijo e desvias a cara com um olhar de nojo como se nunca me tivesses visto, como se eu te fosse completamente estranha. O que é que te fiz afinal se estava tudo tão perfeito? Doeu, sei que doeu e não sei em que andar estamos agora. Agora? Agora estou a tomar um duche, sei que sim, e sei que quando desligar a água vou ouvir-te a bater à porta e que não posso ficar aqui fechada para sempre. Já estás a bater, o que é diferente.
- Sofia, abre a porta.
Vou ter de te ouvir... Porém, que verdade é que me podes oferecer que seja realmente a verdade? O que é que pode justificar tal comportamento? Nada, simplesmente nada. Acho que chegámos ao fim e não sei porquê.
Abri a porta e fiquei calada. Não tenho nada para dizer, o mínimo que posso fazer é ouvir e magoar-me mais, sentir o meu coração ficar cada vez mais pesado e frio.
Pôs as mãos na minha cara, senti-o quente, a ganhar coragem, e falou-me olhos nos olhos:
- Eu amo-te, sei que parece que é mentira, mas é verdade, sabes que é. Nunca senti tanto medo de perder alguém, sempre fui livre mas agora não o sou, sou teu, e tu és minha. Mas... e se um dia um de nós se for embora? E se um dia tiver de viver sem ti? Não consigo, pensei que talvez fosse melhor separar-me agora mas isso é simplesmente estúpido, se quero estar contigo, se sou feliz assim, é perto de ti que tenho de ficar. Fala, podes falar, estou aqui.
Abracei-o com toda a força que tinha. Espancá-lo, era o que devia fazer, mas este calor é nosso, sendo-me tóxico ou não.
- Eu...

28.11.10

Dói-me a cabeça.

Quero ficar o dia todo a dormir enrolada no cobertor, aliás, quero ficar o dia de hoje, o de amanhã e até ao final do mês. Tanto trabalho para fazer e não adianto nada, não tenho paciência sequer. Falta de vontade é isso, é saber que tudo o que queria já passou, o saber que agora tenho de arranjar outra motivação para aguentar mais uma semana. Mas o que passou... soube bem, foi uma noite quente que já... passou.

Katatonia, Incrível Almadense, 26.11.2010
When my heart stops
Will my wings unfold ?
Did you know that I had no one but you?
(...)
So I...
Sold my love
Forgot the vow
It feels like nothing comes to mind
I pull the weight and sing
That there's a new cloud over my grave
Now I know
That it'd kill me when I could not have you
Sold my heart

22.11.10

Inconscientemente, és. Parte II

A Sofia está, de facto, ansiosa para dormir hoje, sim! Há um final feliz para acabar nos sonhos. Há um novo inconsciente para viver todas as noites e hoje sim, estou curiosa para ver o que acontece porque tenho muitas palavras para te sussurrar em forma de frases. Se acordar vazia de novo não faz mal, é só mais um dia no meio de muitos. É isso, hoje sinto-me assim, que apenas sim.

21.11.10

Inconscientemente, és. Parte I

Acordo com a mesma mensagem todas as manhãs a deambular na minha mente, com o peito frio, vazio, sem nada. Sei que quando adormecer a história é outra mas as personagens são as mesmas, tu e eu, no mesmo sonho, todas as noites, com o mesmo desprezo, dentro de mim. Acordo sempre antes de acontecer um final feliz, talvez porque ainda não tenha acontecido no mundo real. O meu inconsciente está tão vivo, a falar tão alto que só um surdo não o ouve. Até despir este medo e ficar somente com uma verdade destemida, tudo vai continuar assim. Sei que já me perdi em ti mas temo ir mais longe e não encontrar o caminho de volta até mim.

5.11.10

Acho que ele está de volta à minha vida,

E eu não podia estar mais feliz com isso.
O peso no coração desapareceu,
A necessidade de pedir desculpa voou e,
Com uma chama renovada, o meu sono voltou.
Sou o teu fantasma agora, não me vou embora.

1.11.10

Lazy Mondays (?)

Desligar o telemóvel? Não, podes tentar falar comigo. Que disparate, mandei-te embora, corri com o teu coração, não ias falar comigo. Então... e se eu falar contigo? Não, não, não me ias querer ouvir. Largaste uma bomba e eu larguei outra, parece que gostamos de nos desfazer em pedaços. A diferença é que pediste desculpa e eu não. A diferença é que acordo todos os dias a pensar em como fazer com que oiças essa palavra da minha boca.
Vou desligar o telemóvel.