Virei-me do avesso e nada descobri. Quer dizer, confirmei o que já havia sido confirmado. Confirmei que não te conheço e sobre ti nada sei. Será que sabes que estás em mim? Ás vezes, inconsciente, outras, mais presente, mas estás sempre, em mim.
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10.9.12
Não me devias dizer coisas que não vais cumprir.
Não devias. É mau em vários sentidos, deixas-me feliz por o dizeres e feliz por o esperar. Mas sei que não tenho de esperar mais quando prometes outra coisa sem realizares a primeira. Talvez porque te fugiu do pensamento. Talvez porque não tiveste tempo. Ou talvez porque o disseste da boca para fora. Se assim o foi, não prometas mais. Não é preciso. Nem digas que sim quando é não. Que queres quando não queres. [É que isso contamina, sabes? Isto de dizer que as coisas são simples e depois complicá-las, cansa-me. Dou por mim a acreditar quando não acredito. A não querer quando quero. Por isso sim, não é preciso, de todo, que o faças. Afinal as coisas são simples. Certo?].
6.8.12
#16
As coisas mesmo más acontecem todas ao mesmo tempo, sem dó nem piedade, sem que as possamos controlar ou resolver. Acontecem porque, simplesmente, sim. E isso chateia. Só porque sim.
2.6.12
Falta-me um filtro,
Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.
19.5.12
Não gosto do que a maioria das pessoas gosta,
E não devia sentir-me mal por isso. Talvez também não devia ser julgada por isso. Como é que podemos mudar algo que não gostamos mesmo? Há limites nesse sentido? Acho que sim. Se não gostamos de chuva não vamos para o meio da rua apanhá-la na cara só para ver se passamos a gostar. Se nunca gostámos de cebola não a vamos comer às colheres até não pudermos com o cheiro ou com o simples pensamento de uma simples cebola. Ou seja, há coisas que são e simplesmente são, gastamos demasiada energia a tentar mudá-las para que os outros gostem mais de nós. Devíamos focar-nos no que temos em comum, talvez isso baste. O rumo das coisas poderia ser completamente diferente, se se focassem no que eu tenho em comum, porque já me cansei de tentar mudar diferenças que não têm mal nenhum.
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