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2.7.11

Uma... Prova?

- Vais voltar a tocar guitarra?
- Parece que sim... Preciso de transformar as palavras em melodias.
- Mas porquê, o que é que te fez mudar?
- Não sei, mas sei que só tu é que me viste tocar até hoje, e foi por pouco tempo. Está na hora de partilhar com mais alguém algo que está aqui dentro e que é tão especial.
- Isso é uma grande prova, Sofia.

18.6.11

I missed you, girl.

Sei que quando deixamos de nos falar durante meses é para o melhor da nossa relação, porque no fundo gosto de ti e isso não muda, não. Sei que quando desapareço do mapa tu sabes sempre o porquê, e também sei que quando foges vais voltar. Voltas sempre.
Entre nós nunca há um fim, mas sim um até já.

16.12.10

Nothing seems to be right.

- Porque é que dizes isso?
- Não estou bem, outra vez. Só isso.
- Mas porquê?
- Pensei de mais.

27.11.10

She

-You´ll always be here, right? Just like me.
-Always.
-And this is our promise from the heart.

5.2.10

How cold is the sun?

Congelei. Sei que não consigo viver de outra maneira e estou cansada de duvidar, dói mesmo aqui no meio, no peito. Sonho em conseguir estagnar por um pouco, parar os medos, os receios, o puro pensar. Talvez parar tudo. Fazer os exames de novo na 2ª fase é simplesmente estúpido quando as cadeiras já estão feitas... mas assim matava o tempo com algo produtivo e não com viagens ao passado. Tenho medo de abrir a primeira gaveta ao lado da minha cama, é lá que estão todos os textos, o antigo bloquinho, as palavras que gritam por saudades tuas, que descrevem o que és para o meu possível eu. Acho que vou dar-te tudo, um dia. Não quero estas coisas comigo, são perigosas de mais para mim, na minha cabeça não aceito que tudo já passou e acabou, não se anda para trás. Hoje reparei que não consigo ler as primeiras folhas do novo bloquinho ou o texto que escrevi antes, isso seria o mesmo que lembrar-me a cada minuto que estou longe, o mesmo que me queimar repetidamente. O mesmo que ser burra, talvez. Mas ao mesmo tempo ler estas coisas trazem-te para ao pé de mim, Shilo. Acho que finalmente percebi tudo, talvez demasiado tarde mas percebi. És a dona do novo bloquinho porque és a única que me dá a luz de que tanto falo.
Espera... Tu é que me dás a essência. "Porque todos os momentos felizes pertencem a ti".
Vou dormir. A cabeça dói, e não é pouco.

9.1.10

De volta?

Há dias que estou a tentar arranjar pelo menos uma hora para escrever e desentupir a cabeça. Voltei Terça-feira passada com 12 horas de viagem até Lisboa, puro stress e ai que o avião só chega daqui a quatro horas agora, e ai que lá vai ele para a Terceira primeiro sabe-se lá porquê, e toma mais duas horas de espera no aeroporto e porra que o voo vai levar três horas porque o tempo está uma treta. Quis perceber o que perdi nas aulas e tentei estudar para a frequência de Estatística que me tirou horas de sono e quilos de paciência, deixando-me anoréctica nesse sentido. Mas voltando à viagem, aos dias que por tanto esperei,
Tudo o que pensei que podia acontecer não aconteceu e correu tudo ao contrário, porém pelo melhor, penso.
- Anima-te, é Ano Novo! Estás muito paradinha, muito murcha.
- Porque é que haveria de estar feliz?
Naquela noite só me vinha à cabeça a essência, aquilo de que eu era feita e aquilo que eu precisava para poder viver. Talvez não fosse a noite certa para me pôr a pensar nessas coisas, mas não consigo controlar o que penso e prefiro revirar um assunto na minha cabeça para ter as conclusões pelas quais anseio rapidamente. Qual é a minha essência, afinal? Às vezes procuramos o que não tem de existir, aceitei que ainda não a conheço e não posso ter a essência que quero, a essência não é algo que se escolha, é algo que está no ser, que simplesmente o é. A minha visão em relação a mim é tão distorcida e desproporcional que não consigo ver o meu eu apesar de saber as potencialidades que possuo. Para mim, eu sou confusão e na confusão não se consegue ver a essência.

Já me tinham avisado que ia estranhar tudo quando voltasse, as pessoas e os sítios, que ia caminhar quase que com outros pés e que as recordações iam ser uma constante. Agora reparo que a primeira coisa que fiz foi ir ter contigo, Sil. Pelo caminho procurei caras conhecidas mas já não conhecia ninguém. Reparei que cresci, que agora tenho que me baixar para passar pela árvore ao pé da minha casa. A minha casa... Uma nova família está a crescer nela neste momento, um novo ciclo. Foram emoções fortes enquanto ia ao teu encontro. És o meu porto seguro e mesmo que vivamos em melodias diferentes, algo está lá para unir a minha luz à tua. Guardei uma mensagem que te enviei no Verão, talvez porque sabia que o que te disse ia servir para todas as situações em que estivessemos longe uma da outra:
"It's weird, like... Other days I know that you are ten minutes away but now you are an ocean away. I'm just thinking that our friendship is so strong (I hope) and wishing that it will stay that way forever"
Aconteceram tantas coisas em 6 dias que me deixaram silenciosa, aérea, que vieram deitar abaixo relações que pensava que tinha com os outros, que vieram deitar abaixo concepções que pensava que tinha como certas. No meio de tantas quedas ajudaste-me a subir, titia Silvana... I miss you.
*

Estava relutante quanto ao regresso à não vida, à rotina que mata qualquer tipo de motivação, mas ao mesmo tempo ansiosa e feliz por saber que algures aqui, deste lado do oceano tinha alguém à minha espera, tinha o abraço da Néné mal entrei na faculdade. Sabe bem levantar-me de manhã e saber que és a minha companhia.

Ah é verdade, voltei para a lareira. Estou mais quentinha e menos angustiada, de certo modo estou mais... feliz(?). Sei que o meu mundo mudou de rumo naquela noite, girou por completo há precisamente uma semana. E nada foi forçado, aconteceu porque ambos o quiseram, o foram e sentiram. Tal como a essência. Talvez a consiga encontrar contigo ao meu lado. Sinto-me bem e com a luz aqui dentro. Talvez seja para durar... espero que sim.

Agora? Duas semanas de estudo intensivo e de paciência anoréctica.

29.12.09

Amanhã?

Amanhã, 07h00. Provavelmente o sol vai estar a nascer por essa altura, provavelmente estarei a fazer o check-in pela terceira vez. 48 horas de nervos, de tédio, de raiva, de pura esperança. Esperança? Há quatro meses que espero por levantar voo. Foram quatro meses a acordar e a riscar menos um dia no calendário. Quatro meses agarrada a algo que me fazia levantar da cama e a dar o que podia na Faculdade. Amanhã? Amanhã, se não conseguir voar, todos os riscos que vivi não serviram para nada. Amanhã, se não entrar no avião, nada valerá a pena no dia depois de amanhã. Tenho tudo preparado para estudar para os exames mas sim, está preparado, não quer dizer que toque em alguma coisa. A cabeça está na ilha, não aqui. Ainda não me mentalizei que poderei não ir. Qual é o sentido de algo que já não tem sentido?
Só quero estar com vocês no primeiro minuto de 2010.
Será que consigo voar, amanhã?

19.9.09

Look, it's the goodbye train.


- Vá... o comboio já vem aí.
O reencontro que durou tão pouco tempo. A distância não apagou nada, a verdade continua intacta. Os minutos de espera pelo comboio foram quase silenciosos. Não sei quando te volto a ver, mas sei que vais estar sempre aqui. Sei que quando passar sozinha pelos sítios por onde caminhámos vou ter um grande sorriso estampado na cara. Boas recordações.
- Adeus.

16.9.09

A casa.

Acendo o incenso, apago as luzes. O portátil já está em cima da cama. Afinal, era isto que sempre precisei para relaxar e deixar de pensar. Tento não me esquecer do que quero escrever, tenho ganhar coragem para o escrever. Acho que ainda não encontrei a minha casa, aqui. Lembro-me que uma vez lhe disse "a tua casa é onde estão as pessoas que fazem parte da tua vida."
Parte-me o coração saber que não estou contigo. Parte-me o coração ouvir-te dizer que passas pela minha antiga casa, desejosa de me encontrar lá. Custa-me saber que tenho uma vida completamente nova e não estás right here, with me. Vou perguntar-te se queres ser as paredes da minha casa. E acho que já encontrei uma lareira que parece não se apagar. Gosto dela.

- Se te desse um fósforo, acendias a chama?
- Acendia.
- E acendias-me?
- Achas que devia?
- Acender a minha chama? Depende do que entendes por ser o fogo dentro de alguém.
- Então eu sou o teu fogo.
- Se te der a mão somos "o" fogo.

1.7.09

The change

É tão estranho... À minha cabeça chegam imagens de todas as pessoas que conheci, de todas as boas e as más experiências, de todos os sorrisos, os medos, as preocupações, as saídas, as loucuras. Ela estava em tudo, praticamente. É uma relação muito forte. Não sei como vai ser quando estivermos realmente separadas dentro de um mês. E não é fácil, não consigo falar telepaticamente com mais ninguém, não consigo partilhar a minha alegria da mesma maneira que partilho com ela, a única pessoa que sabe como entrar aqui dentro. Não quero conhecer ninguém. Não preciso. Ganhei medo. Como vai ser quando aquilo que tenho cá dentro chegar outra vez, como me vais acalmar? Dou-lhe o valor e a importância que ela merece. Ela tem o outro lado da Sofia, tem a luz. Eu não quero pensar que tudo isto seja o fim, porque não é.
Irrita-me não ver o mesmo que os outros quando saio do meu corpo e olho para mim. Pareço ser uma pessoa completamente diferente. Como é que aceito tudo o que me acontece sem me revoltar? Sem mostrar tristeza ou uma lágrima sequer? Sim, eu dou demasiada importância, tenho muito que aprender, complico demasiado, só vejo o lado negativo, tenho é que aproveitar a vida. Que vida?
Tudo era mais fácil se o fantasma não estivesse aqui.

23.6.09

Vou fugir.

Supostamente eu devia estar feliz. Tê-la comigo é a única coisa que realmente importa. Pensava que o vazio que sinto era causado pela ansiedade, que o silêncio em que vivo era passageiro e que, quando os exames acabassem, iria sentir-me livre. Eu penso muito.
Vou culpar-me até ao fim dos meus dias por tudo o que me acontece, que ultimamente tem sido mau. Tenho tantas máscaras, para quê? Desde que ele me deixou, a Sofia desapareceu, sinceramente não sei quem ela é. Apercebi-me que, aqui, nesta vida que aparentemente é minha, sou apenas uma fase na vida dos outros, que passam rapidamente pela minha, deixando-me sem nada.
Mas eu não estou sozinha. Tenho vivido com um fantasma que se apoderou de todos os meus pensamentos. Bons, mas que já não são meus. Dou por mim a acordar de madrugada e a escrever sobre ele. Consigo sentir o seu cheiro mesmo quando não está por perto e consigo senti-lo dentro de mim. Tenho medo, não deste fantasma, mas de não o ter e de viver presa a algo que não consigo controlar e que veio para ficar. A minha vida está a girar à volta de algo que não percebo.
Eu quero ter a Sofia outra vez comigo. Quero construir a minha confiança e ter a certeza que não fiz nada de errado. Parece que, para ficar, tenho que partir.

13.4.09

Tenho a mania das mudanças e...

Mudei de quarto. Foi como mudar de casa. Graças a Deus o meu irmão não se importou e trocámos de quarto, no meu caso, construí um novo refúgio. Desde as 9 da manhã até agora, valeu a pena o trabalho e esforço. Tenho uma varanda só para mim, de onde tenho vista para a cidade e onde me posso sentar a escrever, pensar ou apenas admirar tudo. Tenho pouca arrumação, metade dos meus livros estão no meio do chão, mas não me importo. Gosto deste meu quarto que serve para tudo. Quero começar a construir novas memórias dentro desta minha nova bolha. As primeiras começaram quando ainda estava a fazer as mudanças.
Tive um mal entendido com ela. Sim, fiquei chateada, ela também. Ficámos sem falar um bocado. Esse bocado foi o tempo suficiente para eu começar a pensar a mil à hora. E se um desses mal entendidos for o último, for o fim de tudo? Eu sei que ainda vamos ter muitas discussões e desilusões, mas e se tudo acabar? Ela é como uma irmã. E nesse bocado sem ela, percebi que não tenho mais ninguém com quem partilhar o meu eu, o meu tudo.
Mas já passou. Acho eu.

9.4.09

"Deus" protege, versão número dois

- Levanta maluca! Já! 'Tamos na tropa e eu sou o cadete anti pain, so get the fuck out of your bed! Não tenho nenhuma autoridade sobre ti mas tenho um poder autoritário superior: friendship! E nisso sou como Deus!

Ela mistura o Inglês e o Português quando dá ordens. E depois do que ela disse levantei-me e preparei-me psicologicamente para sair de casa e ver pessoas.
A preguiça fugiu. Remédio santo.