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2.7.13

#17

"Dou-me hoje se me deres o amanhã".

25.4.13

Amarelo

O meu mundo já estava há muito tempo sem cor. E merece-a.

5.10.12

Queria arrancar-te daqui porque acho que já me arrancaste de ti.

Virei-me do avesso e nada descobri. Quer dizer, confirmei o que já havia sido confirmado. Confirmei que não te conheço e sobre ti nada sei. Será que sabes que estás em mim? Ás vezes, inconsciente, outras, mais presente, mas estás sempre, em mim.

6.10.11

Devagarinho, quentinho e fofinho.

Não, ainda não me esqueci de ti.

19.9.11

Sobre amar uma mulher

É errado pensar que para que uma mulher ame um homem não é preciso rigorosamente nada, que é algo que simplesmente acontece. O homem deve amá-la em todos os sentidos possíveis, mostrando e provando perante ela aquilo que sente. Não estou a falar numa relação não recíproca, acredito que a mulher pode não o dizer por palavras mas expressa o amor que sente ao retribuir todo o fogo que tem, sem pensar nas consequências. Mas para isso é necessário entrar-lhe no coração e isso é algo que só um Homem sabe fazer.

3.9.11

#12

É uma pena que o que não vai acontecer não aconteça, entre os nossos possíveis Eus.

25.7.11

#10

Acho que perdi a intensidade.

10.2.11

Finalmente, acabou.

Ou é ou não é. Acabaram-se os meios-termos e o porque é que não estou onde tu estás, porque é que és tão indeciso, porque é que consigo prever a tua indecisão, porque é que não fazes o que dizes, porque é que estou sempre aqui para ti como uma parva, porquê? Em relação a ti só aprendo à bruta, só percebo quando bato com a cabeça. Ou és tudo ou és nada.

22.11.10

Inconscientemente, és. Parte II

A Sofia está, de facto, ansiosa para dormir hoje, sim! Há um final feliz para acabar nos sonhos. Há um novo inconsciente para viver todas as noites e hoje sim, estou curiosa para ver o que acontece porque tenho muitas palavras para te sussurrar em forma de frases. Se acordar vazia de novo não faz mal, é só mais um dia no meio de muitos. É isso, hoje sinto-me assim, que apenas sim.

21.11.10

Inconscientemente, és. Parte I

Acordo com a mesma mensagem todas as manhãs a deambular na minha mente, com o peito frio, vazio, sem nada. Sei que quando adormecer a história é outra mas as personagens são as mesmas, tu e eu, no mesmo sonho, todas as noites, com o mesmo desprezo, dentro de mim. Acordo sempre antes de acontecer um final feliz, talvez porque ainda não tenha acontecido no mundo real. O meu inconsciente está tão vivo, a falar tão alto que só um surdo não o ouve. Até despir este medo e ficar somente com uma verdade destemida, tudo vai continuar assim. Sei que já me perdi em ti mas temo ir mais longe e não encontrar o caminho de volta até mim.

5.11.10

Acho que ele está de volta à minha vida,

E eu não podia estar mais feliz com isso.
O peso no coração desapareceu,
A necessidade de pedir desculpa voou e,
Com uma chama renovada, o meu sono voltou.
Sou o teu fantasma agora, não me vou embora.

8.10.10

Suddenly life has no meaning.

Estou há quatro dias a acordar com uma música que sempre significou muito para o meu suposto eu, mesmo quando sabia que ainda eras meu. Há vezes em que penso que a bomba que larguei em ti foi a melhor coisa que fiz, mesmo tendo-a atirado de olhos fechados. Afinal, sempre fui o teu porto seguro e vice-versa. Porque a Sofia é a Sofia, tirei o coração, engoli a seco e afastei a minha casa, afastei-te de mim. Se é o melhor então porque é que, quando todas as outras chamas se vão embora, a tua fica? Se é o melhor porque é que, após 655 dias do primeiro fim, ainda te quero, aqui? És a maior contradição, em mim.

*
Quando olho para isto tudo só vejo negatividade elevada a três mil e quinhentos. Mas é isso que realmente vejo, tentar mudá-la de sítio quando é em mim que ela pertence e deve sempre pertencer é absurdo. Sim, este mundo da Sofia pode contaminar-vos a todos com o pior que há, mas não é essa verdade que observo. O que eu quero e espero, sempre, é que o mais íntimo pensamento, muitas vezes inconsciente, passe por aqui e vos toque. É esse pensamento transformado em palavras escritas que desperta as mais diversas emoções que quero transmitir e fazer passar, quase que puras. Por isso quando me dizem "Identifico-me com o que escreveste" fico feliz ou 'quentinha', como costumo dizer, porque é essa a prova, para mim, que o que está aqui escrito pode muito bem estar dentro de qualquer um.

16.8.10

My dear heart,

Nunca deixes de sentir o fogo como se fosse quente, deixa de confundir a chama com gelo. Se um sorriso fugir quando ele te toca, não o escondas, deixa-o sair, puro. Se ainda rodopias por entre estrelas quando o vês, está na hora de pensar em tornar verdade todos os pensamentos que foram durante anos reprimidos. Está na hora, meu pequeno coração.

3.8.10

Screaming in the dark, I howl when we're apart.


Tenho todas as melodias comigo quando acordo, mesmo quando não estás comigo. Viver é o sonho, pelo menos é o que dizem. Aqui a lua brilha de dia e o sol à noite. Ao andar por estes caminhos nada é o mesmo, há um frio que me aquece através de todos os seres vivos, de tudo o que respira. Os mais puros diamantes estão no sorriso de cada um, são uma força comum. Mas... Se tudo é assim, porque é que os pássaros morrem à minha porta? Ela não está fechada, nunca esteve, para ti.

Imagem daqui.

7.7.10

Mountains,


"Lets dive, I want to dive to the bottom of the ocean.
I took a ride, I took a ride, I wouldn't go there without you.
Lets take a ride, we'll take a ride. I wouldn't leave here without you.
(...)
You can't understand that I won't leave 'til we're finished here,
and then you'll find out where it all went wrong. "

Não me vou embora sem ti, mas... consegues ir sem mim?

10.5.10

Oh...

Nunca vi um olhar que me cativasse tanto, que me pusesse a pensar tão rápido, que pusesse o meu pequeno coração quase em modo maratona.
Aterraste na minha mente e agora tentas encontrar um lugar em mim.
Devo deixar-te entrar?

Desce à Terra, Little Sophie. Desce à Terra.

24.1.10

- Quando voltas?
É a pior pergunta que alguma vez me poderias fazer. Talvez porque me magoa não estar contigo, talvez porque, simplesmente, não tenho resposta para te dar.
Posso não voltar, para já.
<3

9.1.10

De volta?

Há dias que estou a tentar arranjar pelo menos uma hora para escrever e desentupir a cabeça. Voltei Terça-feira passada com 12 horas de viagem até Lisboa, puro stress e ai que o avião só chega daqui a quatro horas agora, e ai que lá vai ele para a Terceira primeiro sabe-se lá porquê, e toma mais duas horas de espera no aeroporto e porra que o voo vai levar três horas porque o tempo está uma treta. Quis perceber o que perdi nas aulas e tentei estudar para a frequência de Estatística que me tirou horas de sono e quilos de paciência, deixando-me anoréctica nesse sentido. Mas voltando à viagem, aos dias que por tanto esperei,
Tudo o que pensei que podia acontecer não aconteceu e correu tudo ao contrário, porém pelo melhor, penso.
- Anima-te, é Ano Novo! Estás muito paradinha, muito murcha.
- Porque é que haveria de estar feliz?
Naquela noite só me vinha à cabeça a essência, aquilo de que eu era feita e aquilo que eu precisava para poder viver. Talvez não fosse a noite certa para me pôr a pensar nessas coisas, mas não consigo controlar o que penso e prefiro revirar um assunto na minha cabeça para ter as conclusões pelas quais anseio rapidamente. Qual é a minha essência, afinal? Às vezes procuramos o que não tem de existir, aceitei que ainda não a conheço e não posso ter a essência que quero, a essência não é algo que se escolha, é algo que está no ser, que simplesmente o é. A minha visão em relação a mim é tão distorcida e desproporcional que não consigo ver o meu eu apesar de saber as potencialidades que possuo. Para mim, eu sou confusão e na confusão não se consegue ver a essência.

Já me tinham avisado que ia estranhar tudo quando voltasse, as pessoas e os sítios, que ia caminhar quase que com outros pés e que as recordações iam ser uma constante. Agora reparo que a primeira coisa que fiz foi ir ter contigo, Sil. Pelo caminho procurei caras conhecidas mas já não conhecia ninguém. Reparei que cresci, que agora tenho que me baixar para passar pela árvore ao pé da minha casa. A minha casa... Uma nova família está a crescer nela neste momento, um novo ciclo. Foram emoções fortes enquanto ia ao teu encontro. És o meu porto seguro e mesmo que vivamos em melodias diferentes, algo está lá para unir a minha luz à tua. Guardei uma mensagem que te enviei no Verão, talvez porque sabia que o que te disse ia servir para todas as situações em que estivessemos longe uma da outra:
"It's weird, like... Other days I know that you are ten minutes away but now you are an ocean away. I'm just thinking that our friendship is so strong (I hope) and wishing that it will stay that way forever"
Aconteceram tantas coisas em 6 dias que me deixaram silenciosa, aérea, que vieram deitar abaixo relações que pensava que tinha com os outros, que vieram deitar abaixo concepções que pensava que tinha como certas. No meio de tantas quedas ajudaste-me a subir, titia Silvana... I miss you.
*

Estava relutante quanto ao regresso à não vida, à rotina que mata qualquer tipo de motivação, mas ao mesmo tempo ansiosa e feliz por saber que algures aqui, deste lado do oceano tinha alguém à minha espera, tinha o abraço da Néné mal entrei na faculdade. Sabe bem levantar-me de manhã e saber que és a minha companhia.

Ah é verdade, voltei para a lareira. Estou mais quentinha e menos angustiada, de certo modo estou mais... feliz(?). Sei que o meu mundo mudou de rumo naquela noite, girou por completo há precisamente uma semana. E nada foi forçado, aconteceu porque ambos o quiseram, o foram e sentiram. Tal como a essência. Talvez a consiga encontrar contigo ao meu lado. Sinto-me bem e com a luz aqui dentro. Talvez seja para durar... espero que sim.

Agora? Duas semanas de estudo intensivo e de paciência anoréctica.

26.12.09

The same heart

Não sei porque lhe sugeri fazermos o trabalho em minha casa, estou a pôr a minha zona de conforto em descoberto. Ele. Podíamos ter ficado numa Biblioteca ou num Café mais calmo. Calmo... isso, acalma-te e finge que não sentes a lareira no peito. Será que ele repara que estou desorientada, que nem consigo pensar em que armário arrumei os copos? Porque é que estou a falar comigo e não com ele?
Não tinha reparado que estava mesmo atrás de mim, sereno, como se fosse capaz de ouvir tudo o que o meu pequeno nervosismo me fazia pensar. Assustei-me e senti o meu coração a disparar, senti um pequeno choque quando me tocou no ombro. Consigo ouvir a sua respiração bem perto do meu ouvido, consigo sentir os seus cabelos a tocar na minha pele, consigo senti-lo, frio.
- Assustaste-te? Só queria saber se precisavas de ajuda.
- Ah os copos, sim, estão aqui.
- Estás tão quente. Sentes-te bem?
- Sim sim... O trabalho, vamos começar?
Não olhei para o relógio durante toda a tarde, talvez tenha sido por isso que me espantei quando já era noite, lá fora. Existia uma ligação naquela sala que eu queria, por força, desligar. Como é que desligo os seus olhos, que me conseguem dizer tudo? Como é que desligo o seu eu que encaixa no meu como um simples puzzle? Como é que me desligo?
- Acho que acabámos, my dear Sophie.
- Sim e já olhaste para o relógio? Passa das 10 e o meu estômago está a pedir comida. Ahm... Jantas comigo?
- Janto, e ajudo-te a fazer o jantar para não te desorientares.
Bolas, ele não é burro e provavelmente cozinha melhor que eu. Passei a tarde a querer desligar tudo, mas e se... se eu agora deixar de pensar? Quero sentir aquele choque outra vez, quero saber o que é, de que é feito. Sim, eu quero senti-lo com todas as partículas do meu corpo. Shh, olha a comida Sofia, bastou ele se afastar para te esqueceres que estavas a cozinhar. Já cheira a queimado, será que ele repara?
Oh não, outra vez. Senti o seu peito nas minhas costas, senti-o debruçar-se sobre mim, provavelmente para ver a porcaria que eu tinha feito. Não calma... está a abraçar-me.
- Como consegues estar tão quente? - Sussurrou.
- Talvez porque... tu pões-me assim.
- Eu? Sempre que te toco encolhes-te, não te posso dar calor.
- Podes sim, põe aqui a tua mão.
Coloquei a sua mão sobre o meu pequeno coração. É o frio que o faz bater tão rápido, que atiça a fogueira.
- Calma, põe a tua mão no meu também. Estás a senti-lo a bater depressa? É igual ao teu.
- Talvez sejam um.

12.11.09

Pull yourself together back, Sophie

Todos os dias entro no blog e ponho-me a ler a página inicial. Leio e lamento a falta de coragem para escrever e deitar tudo cá para fora. Às vezes enquanto estou no comboio de manhã tenho uma ideia e penso "talvez seja melhor apontar no meu bloquinho para mais tarde desenvolver no blog". Mas não. O bloquinho não chega a ser aberto e a ideia não chega a sair da minha cabeça. E o engraçado é que acabei de entornar verniz vermelho em cima do meu edredom branco. Acho que isto já não sai. Acho que por mais que queira, não me vais sair da cabeça esta noite.
Hoje perguntaram-me, "Estás igual?". Respondi que sim sem pensar, mas provavelmente não estou, sei que a Sofia está aqui dentro, torta e distorcida com tanta coisa nova para assimilar. Sei que a Sofia tem voado muito alto e que hoje acabou de perder e apagar a lareira, acabou de perder todo o potencial para o que sempre acreditou poder ter com alguém. A Sofia pode agora sentir o Inverno que se aproxima.

Mas não quero apenas sentir as emoções. Quero pensar sobre elas e no que me leva a senti-las, no medicamento que me pode conduzir ao nada, que me pode levar ao apenas pensar.
Quero dar vida a este mundo que criei mesmo estando a viver esta não-vida, quero devolver a chama ao The World of Fia, ao meu mundo.