Já fui muita coisa para muita gente. Já fui a melhor amiga da primária. Já fui namorada. Já fui a melhor amiga da Faculdade. Já fui a mulher da vida de um homem (sabe-se lá como sendo nós tão jovens e com tanto pela frente). A questão é que agora não sou nada disso, por várias razões. Sempre fui muito "sim ou não", "branco e preto", "sinto ou não sinto", e isso estragou tudo, poderiam pensar. Eu acho que não estragou nada, as coisas evoluíram. Sinto-me (mais) feliz por ser simplesmente a Sofia que está presente na vida de várias pessoas que também estão, igualmente presentes na minha, sem rótulos ou expectativas. Apenas estou, apenas estão e apenas estamos. E isso é tão bom.
Mostrar mensagens com a etiqueta ela escreve coisas quentinhas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ela escreve coisas quentinhas. Mostrar todas as mensagens
12.4.11
O coração quase que salta do peito com isto

Imagens destas fazem o meu coração bater a mil à hora. Parece um mundo novo, pronto a ser descoberto, cheio de histórias que merecem ser lidas até que as folhas fiquem gastas, cheio de personagens cujas caras não me canso de imaginar, e o cheiro, oh o cheiro de cada um deles é diferente. Conseguem imaginar os meus olhos a brilhar? Não percebo porque é que me arrastam à força de bancas destas na Feira do Relógio ou na Feira da Ladra. Não percebo.
Pensado pela
Fia.
Labels,
ela escreve coisas quentinhas,
ela está noutro mundo,
fantasia e realidade
18.3.11
No fim-de-semana passado,
4.3.11
Desaparecer, por 4 dias, algures aqui:

Em Navacerrada, Espanha. Por isso, bom Carnaval e essas coisas todas que se costumam dizer que eu vou ali a território vizinho ver se não parto o cóccix a fazer ski. Rebolar na neve é-me muito mais interessante. E passear por Madrid também. Ámen.
20.2.11
Apenas é.
Hoje entalei um dedo ao abrir a janela. Está inchado e vermelho. Dói. Há uns tempos entalei-o enquanto fechava uma gaveta. Sabe-se lá porquê não me lembrei de tirar a mão enquanto a fechava. Nunca fui boa a medir as distâncias. Isso fez com que uma vez partisse uns óculos acabadinhos de comprar porque me virei demasiado cedo na esquina do corredor. Fiquei com a testa dorida. Ter nódoas negras nos joelhos é normal. Tropeçar nas escadas também. Torcer os pés é um ritual. Quando saio sozinha tenho de estar mais atenta que o habitual. No fundo tento mas não consigo. Se sei que quero apanhar o metro no sentido de Santa Apolónia dou por mim e estou a ir em direcção a Amadora Este. No início achava engraçado mas perder tempo a trocar de sentido ou de linha porque não estava com atenção já não tem piada nenhuma. Antes de sair de casa verifico várias vezes se tenho tudo o que preciso. Esqueço-me sempre de alguma coisa. Confiro pelo menos três vezes se coloquei o despertador na hora certa. Tomar medicamentos a horas é um sonho. Mas acho que é isso que faz de mim a Sofia, esquecida, aérea. Perdida algures. Há uns dias disseram-me que estava menos surda. Sei que não é uma questão de estar a ouvir melhor, mas sim de estar mais atenta ao que me dizem, a tudo. E gosto disso.
11.12.10
O barquinho
4.12.10
Conversas ao acaso
- Tens a certeza que ele é o tal?
- Não sei. Mas estou a dar um passo no escuro, a saltar sem saber se vou, de certo, cair. O amor é isso não é? Sei que vou dar-lhe o meu coração, a minha atenção, aliás, vou dar-lhe tudo o que tenho sem saber se vou receber o mesmo em troca... Mas por ele sei que vou ao fim do mundo e não tenho medo de não voltar. Sei que por ele, vale a pena tentar.
Pensado pela
Fia.
Labels,
As conversas,
ela escreve coisas quentinhas,
fantasia e realidade,
passado,
perguntas e conclusões
1.12.10
O que é que ela respondeu?
Entrei na casa de banho e tranquei a porta. Sabia que te ia acordar ao ouvires o som da água a cair em mim, sabia que ias tentar entrar para falar comigo. Preciso de relaxar, de saber que posso estar aqui e que não vais entrar, em mim. Porque é que haverias de ter feito aquilo? Peço-te um beijo e desvias a cara com um olhar de nojo como se nunca me tivesses visto, como se eu te fosse completamente estranha. O que é que te fiz afinal se estava tudo tão perfeito? Doeu, sei que doeu e não sei em que andar estamos agora. Agora? Agora estou a tomar um duche, sei que sim, e sei que quando desligar a água vou ouvir-te a bater à porta e que não posso ficar aqui fechada para sempre. Já estás a bater, o que é diferente.
- Sofia, abre a porta.
Vou ter de te ouvir... Porém, que verdade é que me podes oferecer que seja realmente a verdade? O que é que pode justificar tal comportamento? Nada, simplesmente nada. Acho que chegámos ao fim e não sei porquê.
Abri a porta e fiquei calada. Não tenho nada para dizer, o mínimo que posso fazer é ouvir e magoar-me mais, sentir o meu coração ficar cada vez mais pesado e frio.
Pôs as mãos na minha cara, senti-o quente, a ganhar coragem, e falou-me olhos nos olhos:
- Eu amo-te, sei que parece que é mentira, mas é verdade, sabes que é. Nunca senti tanto medo de perder alguém, sempre fui livre mas agora não o sou, sou teu, e tu és minha. Mas... e se um dia um de nós se for embora? E se um dia tiver de viver sem ti? Não consigo, pensei que talvez fosse melhor separar-me agora mas isso é simplesmente estúpido, se quero estar contigo, se sou feliz assim, é perto de ti que tenho de ficar. Fala, podes falar, estou aqui.
Abracei-o com toda a força que tinha. Espancá-lo, era o que devia fazer, mas este calor é nosso, sendo-me tóxico ou não.
- Eu...
Pensado pela
Fia.
Labels,
As conversas,
ela escreve coisas quentinhas,
ela está noutro mundo,
love?,
os dias cinzentos,
passado,
sonhos
5.11.10
Acho que ele está de volta à minha vida,
E eu não podia estar mais feliz com isso.
O peso no coração desapareceu,
A necessidade de pedir desculpa voou e,
Com uma chama renovada, o meu sono voltou.
Sou o teu fantasma agora, não me vou embora.
Pensado pela
Fia.
Labels,
a chama,
ela escreve coisas quentinhas,
ela está feliz,
ela está noutro mundo,
love?,
passado
Subscrever:
Mensagens (Atom)