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18.3.11

No fim-de-semana passado,

"Fugi" para Penafirme da Mata, a Aldeia da Marisa e... soube-me tão bem. Acordar com os passarinhos, os galos logo pela manhã, ir à janela e ver os montes com aquele verde que me faz lembrar a ilha e que me satisfez, por um bocado, as saudades de casa. Voltar a Lisboa é... o oposto, algo que ainda não me habituei. Sair de Lisboa é, literalmente, fugir. Sim, gosto muito de ir ali até à Baixa, ao Bairro Alto woohoo, ver concertos a dar c'um pau, ir aos centros comerciais que são todos iguais, conhecer gente nova todos os dias e rodopiar no meio da confusão... mas Lisboa não é só isso. Aliás, nem tenho tempo para fazer o que gosto, ver o que e quem eu gosto. Por isso, fugir de vez em quando lembra-me que não me posso esquecer de sentir as coisas, algo que antes fazia tão bem.

11.12.10

O barquinho

Lembraste do barquinho que me ofereceste numa aula para ver se eu me animava? Foi um dos poucos gestos mais sinceros que alguém teve para comigo. Com Açores escrito no canto e improvisado com uma folha tua dos testes de código, este barquinho pode levar-me a casa. Mas não só a mim, como a ti também. O que fazemos todos os dias requer uma força que poucos conhecem, e requer que sejamos fortes, ou pelo menos é o que aparentamos ser. No fundo, és a Marisa e eu a Sofia e isso basta. Quem não o vê, quem não te vê, não tem o olhar necessário, ainda. Sabe bem saber que, quando as coisas correm mal posso entrar no barco e ir para outro sítio qualquer, posso entrar em mim. Por isso, pus aqui o barquinho para deixar de ser meu e passar a ser nosso... Assim podes ir para onde quiseres e descobrires tudo a que tens direito, sem que ninguém interfira. Com ele, podes encontrar a Marisa :)