Não devias. É mau em vários sentidos, deixas-me feliz por o dizeres e feliz por o esperar. Mas sei que não tenho de esperar mais quando prometes outra coisa sem realizares a primeira. Talvez porque te fugiu do pensamento. Talvez porque não tiveste tempo. Ou talvez porque o disseste da boca para fora. Se assim o foi, não prometas mais. Não é preciso. Nem digas que sim quando é não. Que queres quando não queres. [É que isso contamina, sabes? Isto de dizer que as coisas são simples e depois complicá-las, cansa-me. Dou por mim a acreditar quando não acredito. A não querer quando quero. Por isso sim, não é preciso, de todo, que o faças. Afinal as coisas são simples. Certo?].
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18.4.11
Ao homem da minha vida,
Como é que vou deixar de te incomodar? Como é que vou deixar de te assombrar? Como é que te tiro dos sonhos? E dos pensamentos? E, já agora, do coração? Quando é que vou fazer o que digo? Quando é que escrevo o fim? Quando é que não vou estar sempre aqui, para ti? Quando é que ganho amor próprio? E razão? E, já agora, força? Porque é que és o meu maior vício? Porque é que não estás aqui? Porque é que não te percebo? Porque é que não matas a minha curiosidade? Pode ser que, assim, consiga mudar de página, quase um ano depois.
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perguntas e conclusões
10.2.11
Finalmente, acabou.
Ou é ou não é. Acabaram-se os meios-termos e o porque é que não estou onde tu estás, porque é que és tão indeciso, porque é que consigo prever a tua indecisão, porque é que não fazes o que dizes, porque é que estou sempre aqui para ti como uma parva, porquê? Em relação a ti só aprendo à bruta, só percebo quando bato com a cabeça. Ou és tudo ou és nada.
24.1.11
Se começar a tirar-te todas as camadas que vestes, com o que é que ficas? Se percorrer o caminho que te levou a partir, vou encontrar a tua origem? E se encontrar o porquê de teres ido embora, isso vai trazer-te de volta? Será que sabes que, para ti, não preciso de vestir a armadura, sou apenas eu? Será que sabes que a minha casa, és tu? Nunca me vou embora... Sabias?
1.12.10
O que é que ela respondeu?
Entrei na casa de banho e tranquei a porta. Sabia que te ia acordar ao ouvires o som da água a cair em mim, sabia que ias tentar entrar para falar comigo. Preciso de relaxar, de saber que posso estar aqui e que não vais entrar, em mim. Porque é que haverias de ter feito aquilo? Peço-te um beijo e desvias a cara com um olhar de nojo como se nunca me tivesses visto, como se eu te fosse completamente estranha. O que é que te fiz afinal se estava tudo tão perfeito? Doeu, sei que doeu e não sei em que andar estamos agora. Agora? Agora estou a tomar um duche, sei que sim, e sei que quando desligar a água vou ouvir-te a bater à porta e que não posso ficar aqui fechada para sempre. Já estás a bater, o que é diferente.
- Sofia, abre a porta.
Vou ter de te ouvir... Porém, que verdade é que me podes oferecer que seja realmente a verdade? O que é que pode justificar tal comportamento? Nada, simplesmente nada. Acho que chegámos ao fim e não sei porquê.
Abri a porta e fiquei calada. Não tenho nada para dizer, o mínimo que posso fazer é ouvir e magoar-me mais, sentir o meu coração ficar cada vez mais pesado e frio.
Pôs as mãos na minha cara, senti-o quente, a ganhar coragem, e falou-me olhos nos olhos:
- Eu amo-te, sei que parece que é mentira, mas é verdade, sabes que é. Nunca senti tanto medo de perder alguém, sempre fui livre mas agora não o sou, sou teu, e tu és minha. Mas... e se um dia um de nós se for embora? E se um dia tiver de viver sem ti? Não consigo, pensei que talvez fosse melhor separar-me agora mas isso é simplesmente estúpido, se quero estar contigo, se sou feliz assim, é perto de ti que tenho de ficar. Fala, podes falar, estou aqui.
Abracei-o com toda a força que tinha. Espancá-lo, era o que devia fazer, mas este calor é nosso, sendo-me tóxico ou não.
- Eu...
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ela escreve coisas quentinhas,
ela está noutro mundo,
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os dias cinzentos,
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sonhos
5.11.10
Acho que ele está de volta à minha vida,
E eu não podia estar mais feliz com isso.
O peso no coração desapareceu,
A necessidade de pedir desculpa voou e,
Com uma chama renovada, o meu sono voltou.
Sou o teu fantasma agora, não me vou embora.
Pensado pela
Fia.
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a chama,
ela escreve coisas quentinhas,
ela está feliz,
ela está noutro mundo,
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passado
3.8.10
Screaming in the dark, I howl when we're apart.

Tenho todas as melodias comigo quando acordo, mesmo quando não estás comigo. Viver é o sonho, pelo menos é o que dizem. Aqui a lua brilha de dia e o sol à noite. Ao andar por estes caminhos nada é o mesmo, há um frio que me aquece através de todos os seres vivos, de tudo o que respira. Os mais puros diamantes estão no sorriso de cada um, são uma força comum. Mas... Se tudo é assim, porque é que os pássaros morrem à minha porta? Ela não está fechada, nunca esteve, para ti.
Imagem daqui.
15.7.10
Liars and lovers
- És um amante ou um mentiroso?
- Sabes a resposta, porque é que perguntas?
- Não consigo sentir se és sincero o suficiente.
- Sou um mentiroso porque nunca te disse que te amava e sempre me convenci do contrário. Sou os dois ao mesmo tempo, pelo que parece.
- Sabes a resposta, porque é que perguntas?
- Não consigo sentir se és sincero o suficiente.
- Sou um mentiroso porque nunca te disse que te amava e sempre me convenci do contrário. Sou os dois ao mesmo tempo, pelo que parece.
12.4.10
Oh, shit.
Não me tinha passado pela cabeça que ia chegar a casa e não ia ter ninguém a quem dizer olá. Tenho saudades da minha mãe e ainda agora me despedi dela. Nem o Eddie está cá hoje, só volta na Quarta. Tenho saudades do pequeno coelhinho, do pequeno pedaço de vida que depende de mim.
*
Se não gostas de gostar de mim, em que andar ficas, afinal?
24.1.10
9.1.10
De volta?
Há dias que estou a tentar arranjar pelo menos uma hora para escrever e desentupir a cabeça. Voltei Terça-feira passada com 12 horas de viagem até Lisboa, puro stress e ai que o avião só chega daqui a quatro horas agora, e ai que lá vai ele para a Terceira primeiro sabe-se lá porquê, e toma mais duas horas de espera no aeroporto e porra que o voo vai levar três horas porque o tempo está uma treta. Quis perceber o que perdi nas aulas e tentei estudar para a frequência de Estatística que me tirou horas de sono e quilos de paciência, deixando-me anoréctica nesse sentido. Mas voltando à viagem, aos dias que por tanto esperei,
Tudo o que pensei que podia acontecer não aconteceu e correu tudo ao contrário, porém pelo melhor, penso.
- Anima-te, é Ano Novo! Estás muito paradinha, muito murcha.
- Porque é que haveria de estar feliz?
Naquela noite só me vinha à cabeça a essência, aquilo de que eu era feita e aquilo que eu precisava para poder viver. Talvez não fosse a noite certa para me pôr a pensar nessas coisas, mas não consigo controlar o que penso e prefiro revirar um assunto na minha cabeça para ter as conclusões pelas quais anseio rapidamente. Qual é a minha essência, afinal? Às vezes procuramos o que não tem de existir, aceitei que ainda não a conheço e não posso ter a essência que quero, a essência não é algo que se escolha, é algo que está no ser, que simplesmente o é. A minha visão em relação a mim é tão distorcida e desproporcional que não consigo ver o meu eu apesar de saber as potencialidades que possuo. Para mim, eu sou confusão e na confusão não se consegue ver a essência.
Já me tinham avisado que ia estranhar tudo quando voltasse, as pessoas e os sítios, que ia caminhar quase que com outros pés e que as recordações iam ser uma constante. Agora reparo que a primeira coisa que fiz foi ir ter contigo, Sil. Pelo caminho procurei caras conhecidas mas já não conhecia ninguém. Reparei que cresci, que agora tenho que me baixar para passar pela árvore ao pé da minha casa. A minha casa... Uma nova família está a crescer nela neste momento, um novo ciclo. Foram emoções fortes enquanto ia ao teu encontro. És o meu porto seguro e mesmo que vivamos em melodias diferentes, algo está lá para unir a minha luz à tua. Guardei uma mensagem que te enviei no Verão, talvez porque sabia que o que te disse ia servir para todas as situações em que estivessemos longe uma da outra:
"It's weird, like... Other days I know that you are ten minutes away but now you are an ocean away. I'm just thinking that our friendship is so strong (I hope) and wishing that it will stay that way forever"
Aconteceram tantas coisas em 6 dias que me deixaram silenciosa, aérea, que vieram deitar abaixo relações que pensava que tinha com os outros, que vieram deitar abaixo concepções que pensava que tinha como certas. No meio de tantas quedas ajudaste-me a subir, titia Silvana... I miss you.
*
Estava relutante quanto ao regresso à não vida, à rotina que mata qualquer tipo de motivação, mas ao mesmo tempo ansiosa e feliz por saber que algures aqui, deste lado do oceano tinha alguém à minha espera, tinha o abraço da Néné mal entrei na faculdade. Sabe bem levantar-me de manhã e saber que és a minha companhia.
Ah é verdade, voltei para a lareira. Estou mais quentinha e menos angustiada, de certo modo estou mais... feliz(?). Sei que o meu mundo mudou de rumo naquela noite, girou por completo há precisamente uma semana. E nada foi forçado, aconteceu porque ambos o quiseram, o foram e sentiram. Tal como a essência. Talvez a consiga encontrar contigo ao meu lado. Sinto-me bem e com a luz aqui dentro. Talvez seja para durar... espero que sim.
Agora? Duas semanas de estudo intensivo e de paciência anoréctica.
13.12.09
.
Não olhes para mim assim, estás muito frio. Confesso que não quero que te afastes. Quero disfarçar, mas os meus olhos não te conseguem mentir, não.
A minha verdade é quente, porque haverias de fugir dela?
E afinal, quando é que o frio e o calor se encontram?
1.10.09
Lies.
Nunca mais quero pensar que a minha lareira é um ar condicionado em pleno Inverno. Não, não. Tenho que aceitar o que ela é para mim e aceitar que eu sou algo para ela. Está tudo aqui, um sentimento tão forte guardado dentro do meu peito. Não tem palavras, mas sei que, quando o sinto dentro de mim, um sorriso aparece automaticamente.Aparte da lareira e das paredes da minha casa, descobri a minha almofada, que quero que seja sempre sincera. Será a minha almofada que estará algures, perto e longe.
Mas parece que tenho um "problema". Vou sempre duvidar de tudo o que me dizem, e só vou acreditar naquilo que sinto, depois de talvez analisar de mais o que não pode ser analisado. Um teste? Habituei-me a ser assim. Só quero ver, ouvir, sentir, saborear e respirar a verdade. Sempre, a verdade.
Vai estudar, Sofia. Deixa de pensar na verdade.
image from here.
16.9.09
A casa.
Acendo o incenso, apago as luzes. O portátil já está em cima da cama. Afinal, era isto que sempre precisei para relaxar e deixar de pensar. Tento não me esquecer do que quero escrever, tenho ganhar coragem para o escrever. Acho que ainda não encontrei a minha casa, aqui. Lembro-me que uma vez lhe disse "a tua casa é onde estão as pessoas que fazem parte da tua vida."
Parte-me o coração saber que não estou contigo. Parte-me o coração ouvir-te dizer que passas pela minha antiga casa, desejosa de me encontrar lá. Custa-me saber que tenho uma vida completamente nova e não estás right here, with me. Vou perguntar-te se queres ser as paredes da minha casa. E acho que já encontrei uma lareira que parece não se apagar. Gosto dela.
- Se te desse um fósforo, acendias a chama?
- Acendia.
- E acendias-me?
- Achas que devia?
- Acender a minha chama? Depende do que entendes por ser o fogo dentro de alguém.
- Então eu sou o teu fogo.
- Se te der a mão somos "o" fogo.
27.8.09
This heart, it beats.
Quando o vento rodopia à minha volta, é porque finalmente, chegaste.
- Acorda, estou aqui. Fica com tudo.
Não precisei de falar, consegues perceber todas as minhas expressões. É por isso que me assustas. "Fecha os olhos outra vez", pensei. "Ele não te escolheu e tu não o escolheste". E vi a verdade nos seus olhos:
- Apaga a luz.
- Não quero ir contigo.
- Acorda, estou aqui. Fica com tudo.
Não precisei de falar, consegues perceber todas as minhas expressões. É por isso que me assustas. "Fecha os olhos outra vez", pensei. "Ele não te escolheu e tu não o escolheste". E vi a verdade nos seus olhos:
- Apaga a luz.
- Não quero ir contigo.
4.7.09
Quem é essa?
Hoje enchi-me de coragem e comecei a empacotar os meus livros, a minha bíblia de revistas que vale milhões (para mim), os postais de viagens, os bilhetes de concertos, e tralha e mais tralha. Encontrei a aliança que nem sabia onde estava, encontrei o tal postal de aniversário que pensava que tinha perdido. Estão algures numa caixa. Encontrei muitas folhas perdidas com poemas, pensamentos, aparvalhanços com elas e desenhos. Encontrei o bilhete do concerto no dia em que pensei abrir o meu coração, para ti, e guardei-o dentro de um dos meus cadernos em que escrevo, que irá colado a mim no avião, daqui a um mês. Por entre tanta coisa que não quis ler, acabei por ler algo escrito por mim, numa altura que nem sabia que existia, num estado de espírito que invejo:
É uma sensação completamente nova, estou noutro mundo, nada interessa, problemas? Existem, mas vão resolver-se, não preciso de me preocupar. É pena não me sentir sempre assim, segura. Preciso sempre de alguma coisa, de uma espécie de medicamento, de amor. Quem me dera que ele vivesse na minha mão, seguro, confiante.
A resolução? Aproveitar a viagem no seu estado mais puro, sem desvios. Poucas expectativas para que, mais tarde, tudo o que aconteça seja muito, mas muito melhor do que foi inicialmente esperado. É esse o meu medicamento.
Precisava de ouvir isso hoje, preciso de encontrar forças aqui dentro, ainda estou à procura delas... Só espero que tudo se resolva. Pode magoar como pode não magoar. Calma, "poucas expectativas".
29.6.09
Vazio
P.S.: Isto foi o que me trouxeste. Nada de bom, o nada. Fechei a porta mas não a tranquei. Burra. O dia em que eu parar de pensar vai chegar. Algures. Eu vou ser feliz, um dia.
6.6.09
Eu preciso de encontrar
Outra coisa para além das alternâncias entre o chocolate Milka Noisette e as Ruffles com sabor a Picanha que me ponha um sorriso na cara. Eu sei que eles não te põem ao meu lado, que não apagam tudo o que tenho para te dizer ou me tiram a ansiedade. Tenho saudades tuas. Eu sei.
2.6.09
Eu tentei parar de escrever,
No meu bloquinho. Disseram-me que, se não escrevesse, tornava-me mais conversadora. Aguentei sete dias, acho que continuei calada e perdi paranóias interessantes dentro da minha cabeça. Frases curtas, nada de especial.
Se soubesses que te quero tanto,
Fugias ainda mais de mim.
Espera...
Não te tenho.
Quando lhe li isto, ela fez-me um sorriso e senti que me percebia. Ei-de continuar frustrada que nem uma linda.
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