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6.5.13
27.4.13
Rigidez
Antes acreditava vivamente que possuía em mim uma ânsia qualquer, que punha dúvidas a tudo o que pensava, dizia e fazia. E isso era desgastante.
14.3.13
Não, isto não é um pedido de desculpas
Já fui muita coisa para muita gente. Já fui a melhor amiga da primária. Já fui namorada. Já fui a melhor amiga da Faculdade. Já fui a mulher da vida de um homem (sabe-se lá como sendo nós tão jovens e com tanto pela frente). A questão é que agora não sou nada disso, por várias razões. Sempre fui muito "sim ou não", "branco e preto", "sinto ou não sinto", e isso estragou tudo, poderiam pensar. Eu acho que não estragou nada, as coisas evoluíram. Sinto-me (mais) feliz por ser simplesmente a Sofia que está presente na vida de várias pessoas que também estão, igualmente presentes na minha, sem rótulos ou expectativas. Apenas estou, apenas estão e apenas estamos. E isso é tão bom.
17.2.13
Constatações #1
Tentar ter um pouco de diversão quando não se está feliz é o mesmo que nada. É uma perda de tempo. O riso não tem o sabor que devia, o humor não é verdadeiro quando eu não me sinto eu.
25.2.12
"Long Time No See"
Este blogue é um amigo de longa data, sim. Mas daqueles que só me ouve e está focado em mim. Talvez seja eu própria, uma Sofia que se ouve e observa, mas não só a si, como aos outros. Reflexões e conclusões são os recheios dos meus dias, e nada disso mudou. Reparei que não tenho escrito, mas as coisas saem, sem ser por palavras. O que não sai são as preocupações, os problemas e acontecimentos que estão em linha de espera para serem... digeridos. Estão em linha de espera para serem concluídos e por fim, levantarem voo, deixando-me com mais espaço. Deixando-me, mais leve. Mas fico em terra, tenho de arranjar tempo. Tenho de reflectir sobre os trabalhos que me são impostos para depois me focar em mim. O voo continua atrasado.
1.12.11
Descobertas pela manhã
Sei que não dou importância ao que os outros pensam quando vou para a rua de pijama, despenteada, à procura da caixa de multibanco mais próxima para carregar o telemóvel. Parece que sou viciada nesta coisa cheia de botões e só descobri agora. Hmm.
24.6.11
Interessante como ela tem sempre razão
Há um mês, na minha última sessão, ergui a minha bolha novamente mal ela me perguntou sobre a minha vida amorosa. Logo agora que andava tão feliz não me ia pôr a pensar em puros desastres e, por isso, limitei-me a responder com sim's e não's secos... até que ela se fartou, penso eu.
- O que é que a Sofia quer?
- Como assim, o que é que eu quero?
- De uma relação, o que é que a Sofia quer? Quer dar ou receber?
- Quero dar e receber - disse com toda a convicção que tinha na altura, convicção que foi por água abaixo quando a vi torcer o nariz e lançar-me aquele olhar que faz sempre que sabe que estou a mentir.
- De certeza? A Sofia quer dar ou receber?
- Já disse... quero dar e receber.
Enquanto estava a ler o resultado do questionário do Values In Action que tive de realizar para uma cadeira, reparei que a minha força principal inclui generosidade, cuidado, compaixão, amor altruísta e delicadeza. Ai que interessante. E, atenção, das frases típicas que seleccionei destacam-se "os outros são tão importantes quanto eu; todos os seres humanos têm o mesmo valor; dar é mais importante que receber; eu não sou o centro do universo, faço parte de uma humanidade comum."
Perceber que ando a convencer-me do contrário custa. Quinta-feira vou dizer-lhe que já devia ter aprendido que mentir a mim própria é mau e quem cai sou sempre eu, mais ninguém.
18.3.11
No fim-de-semana passado,
21.2.11
Segunda-feira para pensar
Hoje na aula de Psicologia Positiva, uma convidada, a Jornalista Fernanda Freitas disse-nos qualquer coisa deste género, "Se querem mudar o rumo ou a maneira de verem a vossa vida, comecem a ler o jornal do fim para o princípio". E isto fez tanto sentido.
13.2.11
O problema de aprender a cuidar de mim desde muito cedo?
Quanto mais se preocupam, mais os afasto. Estranho, não é?
10.2.11
Finalmente, acabou.
Ou é ou não é. Acabaram-se os meios-termos e o porque é que não estou onde tu estás, porque é que és tão indeciso, porque é que consigo prever a tua indecisão, porque é que não fazes o que dizes, porque é que estou sempre aqui para ti como uma parva, porquê? Em relação a ti só aprendo à bruta, só percebo quando bato com a cabeça. Ou és tudo ou és nada.
23.1.11
Na verdade, não mudei.
Hoje, pela primeira vez, comprei uns botins lindos, pretos e de salto alto. De facto gostei de me ver mais alta... e a postura mudou completamente. Quem olha para mim vê uma Sofia diferente e isso assusta, sabem? Nunca gostei de coisinhas de meninas, sempre preferi o básico: ténis nos pés, calças de ganga, uma t-shirt larga e um casaco de malha quentinho. Ainda prefiro, só que... é o medo de mudar a imagem e com isso a pessoa se vá também. Hoje quando olhei para o espelho vi uma Sofia que tem quase 20 anos e que se está a tornar numa mulher. E, sinceramente... gostei.
26.10.10
Sei que não sou louca quando não sou a única a ver algo profundamente irreal. Não me sinto sozinha, tenho quem veja o mesmo que eu, tenho quem sinta as mesmas frustrações, os mesmos medos. Assim, partilho uma loucura que aparentemente é normal e sei que não sou, mesmo, burra.
Pensado pela
Fia.
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ela está noutro mundo,
mas que raio?,
pessoas vergonhosas
14.7.10
15.4.10
Perdi o medo.
Rodrigo de Sá Nogueira Saraiva. Nunca tive coragem para lhe perguntar o que quer que fosse, não sei porquê. A verdade é que nunca tive um Professor que, de repente, falasse e respondesse a todas as questões em que há muito tempo penso e há muito me interessam. Hoje não me contive e, depois da aula, com as mãos a tremer, quis resolver o que tanto me tem perturbado e saiu algo, mais ou menos, parecido com isto:
- Professor... Se somos uma chave que consegue trancar-se por fora, que consegue eliminar o exterior quando precisa, então... Conseguimos trancar-nos por dentro? Conseguimos impedir o acesso à nossa mente? E mesmo que sim, se impedir o acesso à minha mente, a mim, o que é que eu sou?
A resposta? Guardei-a e vim a pensar nela no caminho para casa. É algo tão simples e talvez nunca lá cheguei porque tinha medo desses caminhos. Mas uma coisa é certa e óbvia, se eu não tiver um fio que me traga de volta à realidade, se desprender o meu corpo, se me desligar da mente sou... Silêncio, sou o nada.
5.2.10
How cold is the sun?
Congelei. Sei que não consigo viver de outra maneira e estou cansada de duvidar, dói mesmo aqui no meio, no peito. Sonho em conseguir estagnar por um pouco, parar os medos, os receios, o puro pensar. Talvez parar tudo. Fazer os exames de novo na 2ª fase é simplesmente estúpido quando as cadeiras já estão feitas... mas assim matava o tempo com algo produtivo e não com viagens ao passado. Tenho medo de abrir a primeira gaveta ao lado da minha cama, é lá que estão todos os textos, o antigo bloquinho, as palavras que gritam por saudades tuas, que descrevem o que és para o meu possível eu. Acho que vou dar-te tudo, um dia. Não quero estas coisas comigo, são perigosas de mais para mim, na minha cabeça não aceito que tudo já passou e acabou, não se anda para trás. Hoje reparei que não consigo ler as primeiras folhas do novo bloquinho ou o texto que escrevi antes, isso seria o mesmo que lembrar-me a cada minuto que estou longe, o mesmo que me queimar repetidamente. O mesmo que ser burra, talvez. Mas ao mesmo tempo ler estas coisas trazem-te para ao pé de mim, Shilo. Acho que finalmente percebi tudo, talvez demasiado tarde mas percebi. És a dona do novo bloquinho porque és a única que me dá a luz de que tanto falo.
Espera... Tu é que me dás a essência. "Porque todos os momentos felizes pertencem a ti".
Vou dormir. A cabeça dói, e não é pouco.
1.10.09
Lies.
Nunca mais quero pensar que a minha lareira é um ar condicionado em pleno Inverno. Não, não. Tenho que aceitar o que ela é para mim e aceitar que eu sou algo para ela. Está tudo aqui, um sentimento tão forte guardado dentro do meu peito. Não tem palavras, mas sei que, quando o sinto dentro de mim, um sorriso aparece automaticamente.Aparte da lareira e das paredes da minha casa, descobri a minha almofada, que quero que seja sempre sincera. Será a minha almofada que estará algures, perto e longe.
Mas parece que tenho um "problema". Vou sempre duvidar de tudo o que me dizem, e só vou acreditar naquilo que sinto, depois de talvez analisar de mais o que não pode ser analisado. Um teste? Habituei-me a ser assim. Só quero ver, ouvir, sentir, saborear e respirar a verdade. Sempre, a verdade.
Vai estudar, Sofia. Deixa de pensar na verdade.
image from here.
28.9.09
At the day that I almost died*,
Tu estavas lá. Não foi a minha nova lareira, não. Foste tu. A pessoa com quem tenho a relação mais esquisita de sempre. A pessoa que me disse "às vezes acho que a nossa história ainda vai a meio." Gostando ou não, querendo ou não, acho que a tua presença não é controlada, por mim. Não sei se isso é bom ou mau, tenho essa dúvida bem presente. Mas estás aqui, porque sim.
We all want the same things don't we
To find the one who opens channels to our hearts
A path you never found upon your own.
Forever Can Be, Ashes Divide
*Chuva? Óleo na estrada? Acontece.
9.8.09
Fome
Sou uma pessoa horrível. Mesmo. Sou tão transparente que irrita. Ui que drama. Hoje o meu inconsciente vingou-se, mas o vazio continua aqui, bem vivo dentro de mim. Para o preencher deixei de ser a Sofia. Tanto faz. Perdi pessoas, ganhei outras, por mais forte que seja a ligação. Sou egoísta e fria. Por mais acertada que pareça uma decisão, no dia seguinte é a mais errada de todas. Não tenho consciência, apenas fome. Mas com os outros, acerto sempre. Hoje entrei na mente de uma pessoa com um simples olhar. Assusto-me com isso, é como se invadisse a sua privacidade. Dela e de todas as pessoas que conheço minimamente. Gostava de ser cega e de não sentir nada. Sou um monstro, mas apenas dizem que a culpa não é minha. Tornaram-me nisto? Que mundo é este, então?
Dentro do carro, sem pensar, demos as mãos. Agarrei-a com tanta força e todos os medos desapareceram, por meros segundos, até te ires embora. Foi tudo o que precisei. Uma relação interessante e quente, que não precisa de palavras.
Pensado pela
Fia.
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pessoas vergonhosas
30.7.09
Qual é o meu nome hoje, mesmo?
Já deitei o coração fora. Não, não estou feliz, isso tanto me faz. Não vai mudar o que penso, o que sei e o que vejo. A verdade é a verdade, e mesmo que não ma digam, consigo lê-la em cada movimento ou em cada olhar. Nova fase, novo momento.
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