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23.1.13

Hello 2013, will you end soon?

Uma pessoa passa a maior parte do tempo a tentar fazer os outros felizes e esquece-se de si, pensando que a felicidade dos outros é a sua. E isso está errado em todos os sentidos. Porque quando pensamos que estamos a fazer o que é correto e nos sai o tiro pela culatra, o que resta? Resta o "não devia ter feito isto porque eles isto". Sim, resta um "eu não devia". O meu eu é pequeno demais para aguentar com o peso do mundo, mesmo que queira. O meu eu devia lembrar-se mais de si. Sim, "devia".  

4.6.12

#14


Eu hoje precisava de um abraço. De saber que estou a fazer tudo certo, de saber que existo. O mais interessante nessas constatações existenciais é que descobrimos que existimos para as pessoas mais inesperadas, que reparam que não estamos bem. Pessoas com quem não temos grande afinidade e cortam caminho só para saberem se precisamos de alguma coisa ou para nos darem uma energia positiva, sem palavras. E isto ao contrário daqueles a quem damos tudo, várias hipóteses porque hey, não existem pessoas assim tão narcísicas, todos temos algo de bom. Isso não sei sinceramente, mas sei o que não sei. Não sei como é possível ver alguém triste e não tentar dar-lhe um sorriso, não sei como é possível ver alguém de lágrimas nos olhos e não lhe dar a mão, não sei como é possível não ligar à tristeza dos outros porque a nossa felicidade é que é mais importante. Hoje vi todos os meus defeitos, medos e inseguranças virem ao de cima e, mesmo assim, continuo a acreditar que isto não é uma utopia. Querer ver os outros felizes não pode, nunca, ser uma utopia.

2.6.12

Falta-me um filtro,

Ou talvez paciência para guardar as coisas todas cá dentro. O que entra e cai mal sai logo, tem de sair para que não se torne num peso desnecessário. Essa espontaneidade é que pode não cair bem nos outros, mas existem desculpas que justifiquem a burrice consciente, a estupidez? Não, existe é paciência para as tolerar. É pena ainda não terem inventado o botão off para a audição, era algo de genial.

24.3.12

Perfeição, sim ou não?

Não quero ser uma daquelas mulheres amarguradas, que vive sempre com o coração partido. Porque quando o começo a juntar e a fazer planos, quando começo a andar sem ajuda e a acreditar que sou capaz, que consigo e que de burra não tenho nada, ele parte-se. Porque não percebo o que é que falta no meu Eu para que quem eu quero repare em mim. Ou quem eu antes quis, ou quem eu quererei. Acredito que falta qualquer coisa, tem de faltar, e se for esse o caso acho que me vou matar à procura do ingrediente que me torne perfeita, pelo menos aos meus olhos, tenho de ser perfeita. Quero ser perfeita. Quando o conseguir, talvez consiga aceitar melhor todos estes buracos. Quando chegar à perfeição, conseguirei viver sozinha, comigo.

21.12.11

Sobre a mania que as pessoas têm de pensar que compreendem o que vai na cabeça do outro, sem os ouvirem sequer

Muitas vezes devíamos pensar no que vai na nossa, e não na dos outros. Não damos oportunidade de os fazer ouvir, de dizerem o que têm porque o sabemos claramente, somos os detentores da verdade [falsa]. E ouvir a nossa mente dizer "estou triste/feliz" e perceber porquê, em vez de sofrer da típica "surdez interior"? Mas uma deficiência é certa, somos cegos. O que não nos interessa passa ao lado. "Ai estás triste? Mas eu agora estou feliz, desabafa com outro" ou "Ai estou tão mal. Também estás mal? Mas eu estou mais!". Não, isto não é nenhuma indirecta para alguém em específico que conheço, é para todos em geral. Já chega de sermos egocêntricos, sim, o eu está sempre em primeiro lugar, mas esse eu não vive sem os outros. Estas atitudes não nos tornam o coração quente, de todo. Isto bem que podia ser uma mensagem de Feliz Natal, mas a crise não o torna feliz não é? É melhor guardar a parte do discurso que o dinheiro não interessa para outro texto.

30.11.11

Just sayin'

- Quando estás demasiado perto da peça que falta não vês o puzzle todo...
- Eu cá acho que o meu puzzle tá todo fodido.

9.11.11

Ser a Sofia é...

1. Andar com a cabeça no ar constantemente
2. Ter de pensar muito para saber em que dia nasceu e não saber os aniversários de ninguém (para isso é que existe Facebook, certo?)
3. Ter de verificar a hora do despertador pelo menos quatro vezes antes de se ir deitar
4. Andar sempre com uma agenda (isso se não a perder entretanto)
5. Comprar outra agenda porque se esqueceu que comprou a primeira
6. Esquecer-se do pin do telemóvel e dizer "tenho que escrever os pins num papel"
7. Perder o papel que tem os pins
8. Preocupar-se de mais com tudo e entrar em modo drama num segundo
9. Ter um limiar de paciência muito, mas muito baixo
10. Cansativo.

e a lista continua, e continua...

21.6.11

Olá Eddie.

Prepara-te para seres agarrado com todas as minhas forças. Prepara-te para te fartares de mim. Hoje, preciso de ti.

18.4.11

Ao homem da minha vida,

Como é que vou deixar de te incomodar? Como é que vou deixar de te assombrar? Como é que te tiro dos sonhos? E dos pensamentos? E, já agora, do coração? Quando é que vou fazer o que digo? Quando é que escrevo o fim? Quando é que não vou estar sempre aqui, para ti? Quando é que ganho amor próprio? E razão? E, já agora, força? Porque é que és o meu maior vício? Porque é que não estás aqui? Porque é que não te percebo? Porque é que não matas a minha curiosidade? Pode ser que, assim, consiga mudar de página, quase um ano depois.

8.1.11

Talvez até tens razão... Talvez, sim?

"Estás num dia mau? O que é que isso quer dizer afinal? Parece que estás sempre mal, com essa cara sem vida, chateada com toda a gente. Quando chegas sente-se logo uma energia negativa, não tens paciência para falar ou mexeres um dedo que seja, pergunto-me se tens paciência para respirar sequer"

A minha mente é tão simpática. Adoro-a.

31.12.10

2010 está quase no fim,

E que ano. Bati no fundo, acordei todos os dias a tentar convencer-me que era forte, que as escolhas que fiz eram as mais acertadas e, bem, se não foram aceitei-as e aprendi. Fiz quase tudo o que queria, vi as bandas que acompanho desde miúda, tive sete amigdalites e nenhuma gripe. O Eddie tornou-se parte da família, a casa ainda continua à venda, logo, ainda não me mudei definitivamente para Lisboa. Passei a todas as cadeiras com uma média razoável, consegui fazer todos os exames em primeira fase para ter mais tempo de férias, fartei-me de tudo e de todos e, mesmo assim, continuei a trabalhar este semestre, mesmo quando o que apetecia era ficar em casa. Tirei a carta de condução em dois meses sabe-se lá como e hoje sou a condutora mais distraída de sempre (quero acreditar que com a prática as pessoas deixam de ter medo de andar comigo no carro). Se em 2009 não percebia o que se passava comigo, em 2010 o problema não podia ser mais claro, admiti-o e procurei ajuda, pelo que em 2011 quero acreditar que vou ficar bem comigo própria. O estranho é que... faltam duas horas para 2011, e nessas duas horas recebi as melhores notícias de sempre... uma proposta de emprego e a bolsa de estudo. Isto aconteceu? Quer dizer, essas coisas acontecem, comigo? Parece que sim, parece que nem tudo é mau e se acordei a sentir-me uma merda por ter de passar o dia a estudar, agora estou quentinha quentinha. Estou curiosa em relação ao que aí vem, louca para acabar a fase de exames e enfiar-me em São Miguel para pôr a cabeça em ordem e saber o que vou fazer da vidinha daqui em diante. Posso ter escrito isto tudo, mas a ideia principal e a única coisa que me resta dizer é feliz ano novo, minha gente :)

4.12.10

Era o Vincent Cavanagh como prenda de Natal, se faz favor.

Parai de sonhar Sofia.

2.12.10

O melhor método de trabalho de todo o sempre

- Ih vá, toca a ligar o computador, vou ver os emails, ver as notícias no sapo. Já abri o caderno, epá que seca o que é que vou escrever sobre isto? Como é que vou começar o relatório, possas? Ai que giro só neve, só neve. A rapariga na mesa da frente já se calava mas pronto. Vou abrir o documento, a capa ficou bem fofa. Quebra de página, sim, vamos lá Sofia!
[5 minutos depois]
- Estou cansada bolas, mas acho que faz sentido. 4 linhas?! Só escrevi 4 linhas?! Vou ver vídeos no Youtube, para ver se arejo.

28.11.10

Dói-me a cabeça.

Quero ficar o dia todo a dormir enrolada no cobertor, aliás, quero ficar o dia de hoje, o de amanhã e até ao final do mês. Tanto trabalho para fazer e não adianto nada, não tenho paciência sequer. Falta de vontade é isso, é saber que tudo o que queria já passou, o saber que agora tenho de arranjar outra motivação para aguentar mais uma semana. Mas o que passou... soube bem, foi uma noite quente que já... passou.

Katatonia, Incrível Almadense, 26.11.2010
When my heart stops
Will my wings unfold ?
Did you know that I had no one but you?
(...)
So I...
Sold my love
Forgot the vow
It feels like nothing comes to mind
I pull the weight and sing
That there's a new cloud over my grave
Now I know
That it'd kill me when I could not have you
Sold my heart

13.11.10

Ora sigam lá o meu raciocínio,

Se eu durmo entre 10 a 13 horas por noite logo, sono é o que tenho para dar e vender, e tenho ataques de nervos durante o dia, porque é que o médico me manda tomar calmantes à noite para dormir melhor?

10.11.10

5.11.10

Ciclo.

Fui invisível. Agora não o sou. Porquê? Não posso apagar as pessoas, ou será que posso? Quando não estão presentes fisicamente estas tornam-se simples sombras no pensamento... mas estão presentes de certa forma, no nosso Eu. Não posso ignorar porque não posso deixar de ver, mas existem limites, certo? Apenas mostramos aquilo que queremos. Sempre fui o meu próprio advogado de acusação e ele agora diz-me que fiz o que estava certo. Há limites em todas as relações e, nunca mais, me entrego a ti.

26.10.10

Sei que não sou louca quando não sou a única a ver algo profundamente irreal. Não me sinto sozinha, tenho quem veja o mesmo que eu, tenho quem sinta as mesmas frustrações, os mesmos medos. Assim, partilho uma loucura que aparentemente é normal e sei que não sou, mesmo, burra.

21.9.10

Dia longo

Acordar às 8 para apanhar o comboio às 9 e conseguir tratar dos papéis para a Bolsa de Estudo pelas 10 da manhã. Boa, sou a senha número 34 e o ecrã tem um 2 e um 0. Já passa das 11, corrida até Santa Apolónia para conseguir ir almoçar com a Mãe e descontrair na Graça. 12:30, tomar café à Baixa? Sim, soa-me bem, é só apanhar o metro e encontramo-nos no Brown's dentro de 15 minutos (o caraças, 15 minutos é igual a meia hora de atraso). "Epá, há uma loja na Graça que tem brincos e colares lindos. Vamos?" Acabei de vir de lá, mas vamos sim, ainda são 13:30, só que tenho aula às 15, não nos podemos demorar. Porra que o eléctrico está cheio, e agora? Autocarro sim. 14:00 e a loja é linda, o paraíso e merda que estou em contenção de despesas. Vamos andando para Santa Apolónia para apanhar o metro? Sim sim, mas para onde fica Santa Apolónia? Boa questão, de facto. 14:30 e vamos a pé da Graça até à Baixa, é sempre a descer não é verdade? Claro que cheguei atrasada à Faculdade, amarela e com securas. Com o coração a bater a mil à hora para nada porque hey, não houve aula. E agora? Agora Sofia vais apanhar o metro, para apanhar o comboio e depois o autocarro para chegares a casa e finalmente, mais tarde, descansares a cabeça. Óbvio que não aconteceu. Tive de correr atrás do coelho para lhe arrancar fita-cola dos bigodes (Sim sim, fita-cola bem colada sabe-se lá como e onde é que ele enfiou o focinho), o que se revelou ser uma tarefa quase que impossível.


*

Têm sido raros os dias mais atarefados. Quando finalmente paro sussurro "quero silêncio, preciso de não fazer nada"... e quando estou a fazer o nada grito "preciso de ter uma vida para viver e deixar de pensar". Incrível como algo tem de estar sempre mal, para mim.

19.6.10

Vou estragar tudo. Outra vez.