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21.5.10

Está na hora de ir para casa.
Preciso de ti.

11.4.10

Outra vez?

Logo hoje que me vou embora não chove? Vou ter com a C. à Universidade, tenho de me despedir dela outra vez, quero ver uma cara conhecida antes de partir. Ai que dor na perna, será que foi da noite de Sexta? Toda a gente diz que não bati em nada, não caí, não levei nenhum pontapé, então porque é que acordei coxa ontem? Vá, tenta andar direito que ninguém repara. Oh boa, o portão do lado está fechado, vou dar a volta. São só mais dois meses provavelmente, o tempo passa rápido, é sempre a mesma conversa que no fundo só acalma. Não há lágrimas desta vez, não é preciso. Hum, já me despedi dos outros na Sexta, o que falta? Batatas fritas sim, vou andar mais um bocado até ao McDonald's, a perna aguenta. Já está mais frio, ficou vento de repente, estranho. Vazio, assim é que eu gosto, acho que tenho trocos suficientes. Batatas sem sal, ai tão bom, ai espera... está a chover. Espero? Não, vou a pé, devagarinho, comendo as minhas batatas, a pensar um bocadinho, a falar com os meus botões, a fazer a última caminhada. Pelo menos sinto-me bem nos dois sítios, nas duas casas que construi. Agora... agora está na hora de ir para o aeroporto, outra vez.

28.3.10

Little C.

Quis a verdade, apanhei um avião que já não podia desmarcar, procurei e não me calei, perguntei, fui chata, fui curiosa. Quis acabar com as esperanças, não me contentei com nenhuma resposta, voltei a pesquisar e voilá, estava mesmo à minha frente. Água fria, direita à minha cabeça e que soube bem. Lareira? Não.
Na madrugada de ontem disseste-me:
- Tu és forte, já reparaste? Estás lá fora, longe de todos, acordas todos os dias de manhã bem cedo para ir para as aulas apesar de tudo o que se passa. És forte porque o fazes.
Nunca tinha pensado nisso assim, habituei-me a uma vida que escolhi, que gosto e que em nada se parece à que tinha no ano passado. Sei que estou no sítio certo, sei que se dói é porque é bom, sei que quando me magoo não esqueço.
Quando estou sentada no sofá, com o Eddie a dormir perto de mim, sabe bem ligar-te e saber que vais atender, sei que preocupo-me porque te preocupas e duvidar disso é simplesmente irreal. Há coisas que não mudam, já não há a preocupação de estar sozinha. Silêncio de um mês, dois meses, três, chegou a um ano e estás aqui.