15.7.10

Liars and lovers

- És um amante ou um mentiroso?
- Sabes a resposta, porque é que perguntas?
- Não consigo sentir se és sincero o suficiente.
- Sou um mentiroso porque nunca te disse que te amava e sempre me convenci do contrário. Sou os dois ao mesmo tempo, pelo que parece.

14.7.10

Mountains II,

Parece que a resposta é sim.
Estou cansada de ver e de comprar ilusões.

7.7.10

Mountains,


"Lets dive, I want to dive to the bottom of the ocean.
I took a ride, I took a ride, I wouldn't go there without you.
Lets take a ride, we'll take a ride. I wouldn't leave here without you.
(...)
You can't understand that I won't leave 'til we're finished here,
and then you'll find out where it all went wrong. "

Não me vou embora sem ti, mas... consegues ir sem mim?

I think I'm losing where you end and I begin.

É difícil não me viciar quando algo é mútuo, é difícil enxotar um pensamento quando o sinto. Tudo começou rápido de mais e sei que depressa acabará, nunca vi o contrário. Porém, se sei que há um fim, devo apreciar-te ainda mais?
Sempre gostei de me perder em ti.

19.6.10

Vou estragar tudo. Outra vez.

5.6.10

Por onde andas, Sofia?


Esgotei todos os sítios possíveis para esconder o meu pequeno coração e agora que o tenho nas mãos não sei o que fazer com ele. Ouvi-lo tornou-se o mesmo que falar com um desconhecido que me sussurra ao ouvido e me conta histórias absurdas com palavras que não conheço. Pensar no que o meu coração era antes é o mesmo que nada, sei que tive uma chama, uma lareira que se tornou puro gelo. Não perdi a minha essência, sempre foi algo que nunca esteve muito claro, que variava consoante a minha disposição, tal como todas as minhas verdades puramente contaminadas com a maneira como me sinto no momento. Se pensar dessa forma, rapidamente chego à conclusão que tudo o que digo é mentira... mas não. Acredito que é nos sonhos que a verdade aparece, sem interferência de um único pensamento, de uma ideia, pessoa ou acontecimento para interromper o decurso de algo que pode ser absurdo. Talvez sejam os sonhos que me dão a minha matéria prima, algo em que pensar, de entre muitos outros assuntos, algo onde possa pôr alguma emoção. Pensar sem rumo e sem destino faz-me caminhar até todas as perguntas que provavelmente vão continuar sempre sem resposta.

21.5.10

Está na hora de ir para casa.
Preciso de ti.

19.5.10

Eddie.

Tens um coelho? A sério? O que é que te passou pela cabeça?
Não gosto de me sentir sozinha e sei que não consigo guardar tudo o que tenho para oferecer dentro de mim. Para quê se posso dar e cuidar? Na altura eu não sabia que o ia comprar, que o ia ver sequer... mas ainda bem que o encontrei. Quando chego a casa cansada, sem vontade de falar, de pensar, farta de tudo, de todos e até de mim, ele é o meu melhor remédio. Quando estou sozinha ponho uma almofada no chão, vou buscar uma manta e fico de olhos fechados, parada no nada, claro que não durante muito tempo.
"Eddie pára quieto, deixa-me estar aqui. Não, não roas as calças, pára! Ai sai de baixo da minha manta, tens ali a tua. Toma o rolo de papel higiénico, vá entretém-te. Eh, não se escava no tapete!"
Agora o meu Eddie mudou... tem uma namorada e não me liga nenhuma, está agressivo e até me morde se for preciso. A namorada do meu coelho é... uma manta térmica e ele adora fazer o amor com ela. Nunca senti tantas saudades das porcarias que fazia, dos rolos de papel higiénico espalhados pela sala, das corridas e dos pulos, dos rebolanços no tapete, de não me deixar ler o que quer que seja, que ele me roa os apontamentos de Estatística e que se deite em cima do meu teclado.
Acho que me vou deitar no sofá e esperar que ele venha ter comigo... esperar que me distraia e me ofereça um sorriso.

10.5.10

Oh...

Nunca vi um olhar que me cativasse tanto, que me pusesse a pensar tão rápido, que pusesse o meu pequeno coração quase em modo maratona.
Aterraste na minha mente e agora tentas encontrar um lugar em mim.
Devo deixar-te entrar?

Desce à Terra, Little Sophie. Desce à Terra.