30.12.10

Está a fazer trovoada lá fora

E parece que o vento vai fazer o impossível, fazer as árvores voar.

20.12.10

Fui até ao fim do mundo na minha mente e sinceramente não tenciono voltar.

16.12.10

Nothing seems to be right.

- Porque é que dizes isso?
- Não estou bem, outra vez. Só isso.
- Mas porquê?
- Pensei de mais.

11.12.10

O barquinho

Lembraste do barquinho que me ofereceste numa aula para ver se eu me animava? Foi um dos poucos gestos mais sinceros que alguém teve para comigo. Com Açores escrito no canto e improvisado com uma folha tua dos testes de código, este barquinho pode levar-me a casa. Mas não só a mim, como a ti também. O que fazemos todos os dias requer uma força que poucos conhecem, e requer que sejamos fortes, ou pelo menos é o que aparentamos ser. No fundo, és a Marisa e eu a Sofia e isso basta. Quem não o vê, quem não te vê, não tem o olhar necessário, ainda. Sabe bem saber que, quando as coisas correm mal posso entrar no barco e ir para outro sítio qualquer, posso entrar em mim. Por isso, pus aqui o barquinho para deixar de ser meu e passar a ser nosso... Assim podes ir para onde quiseres e descobrires tudo a que tens direito, sem que ninguém interfira. Com ele, podes encontrar a Marisa :)

4.12.10

Era o Vincent Cavanagh como prenda de Natal, se faz favor.

Parai de sonhar Sofia.

Conversas ao acaso

- Tens a certeza que ele é o tal?
- Não sei. Mas estou a dar um passo no escuro, a saltar sem saber se vou, de certo, cair. O amor é isso não é? Sei que vou dar-lhe o meu coração, a minha atenção, aliás, vou dar-lhe tudo o que tenho sem saber se vou receber o mesmo em troca... Mas por ele sei que vou ao fim do mundo e não tenho medo de não voltar. Sei que por ele, vale a pena tentar.
Viver em mim cansa-me.

2.12.10

O melhor método de trabalho de todo o sempre

- Ih vá, toca a ligar o computador, vou ver os emails, ver as notícias no sapo. Já abri o caderno, epá que seca o que é que vou escrever sobre isto? Como é que vou começar o relatório, possas? Ai que giro só neve, só neve. A rapariga na mesa da frente já se calava mas pronto. Vou abrir o documento, a capa ficou bem fofa. Quebra de página, sim, vamos lá Sofia!
[5 minutos depois]
- Estou cansada bolas, mas acho que faz sentido. 4 linhas?! Só escrevi 4 linhas?! Vou ver vídeos no Youtube, para ver se arejo.

1.12.10

O que é que ela respondeu?

Entrei na casa de banho e tranquei a porta. Sabia que te ia acordar ao ouvires o som da água a cair em mim, sabia que ias tentar entrar para falar comigo. Preciso de relaxar, de saber que posso estar aqui e que não vais entrar, em mim. Porque é que haverias de ter feito aquilo? Peço-te um beijo e desvias a cara com um olhar de nojo como se nunca me tivesses visto, como se eu te fosse completamente estranha. O que é que te fiz afinal se estava tudo tão perfeito? Doeu, sei que doeu e não sei em que andar estamos agora. Agora? Agora estou a tomar um duche, sei que sim, e sei que quando desligar a água vou ouvir-te a bater à porta e que não posso ficar aqui fechada para sempre. Já estás a bater, o que é diferente.
- Sofia, abre a porta.
Vou ter de te ouvir... Porém, que verdade é que me podes oferecer que seja realmente a verdade? O que é que pode justificar tal comportamento? Nada, simplesmente nada. Acho que chegámos ao fim e não sei porquê.
Abri a porta e fiquei calada. Não tenho nada para dizer, o mínimo que posso fazer é ouvir e magoar-me mais, sentir o meu coração ficar cada vez mais pesado e frio.
Pôs as mãos na minha cara, senti-o quente, a ganhar coragem, e falou-me olhos nos olhos:
- Eu amo-te, sei que parece que é mentira, mas é verdade, sabes que é. Nunca senti tanto medo de perder alguém, sempre fui livre mas agora não o sou, sou teu, e tu és minha. Mas... e se um dia um de nós se for embora? E se um dia tiver de viver sem ti? Não consigo, pensei que talvez fosse melhor separar-me agora mas isso é simplesmente estúpido, se quero estar contigo, se sou feliz assim, é perto de ti que tenho de ficar. Fala, podes falar, estou aqui.
Abracei-o com toda a força que tinha. Espancá-lo, era o que devia fazer, mas este calor é nosso, sendo-me tóxico ou não.
- Eu...