17.6.09

Dói.

Entrou no quarto, calado, com o olhar vazio. Sentou-se na cama, com os olhos postos no chão.
- Gostas do que vês? - perguntei, sabendo que não o devia ter dito ou sequer pensado.
- Não vejo nada.
O que poderia ter acontecido? Não vê nada? Nem o meu interior?
- Estou cansado. Chegou o fim e, para ti, não quero olhar. Nunca mais.
Fechou as luzes, deitou-se e adormeceu.